Aqui em casa as comidas tem pontos. Não aqueles para emagrecer. Os pontos vão para a criança que experimenta coisas diferentes - que no caso das minhas criaturas pode ser até purê de batata. Não precisa gostar, só experimentar e engolir uma vez. Pode até cuspir a segunda vez e não querer mais. Facim, facim.
Mas faz tempo que não faço a tal tabela, porque né, não andam experimentado nadica de nada.
Pois hoje a Laura deu piti pra não comer o que tinha na janta: arroz com aletria (macarraozinho), frango assado com batatas, brócolis com aspargos refogados e salada de alface com tomate. Lembrando que ela só precisaria comer o arroz e o frango. Estava dispensada da batata e de todas as verduras e legumes, já que vegetais podem causar uma reação fatal e deixar minhas filhas estateladas na hora. Então, não forço, para evitar tragédias fatais na hora das refeições. Não compensa.
Mas hoje a Laura não quis nem o arroz e nem o frango. Pôs mil e um defeitos. Pois bem, coloquei aspargos, brócolis e batata no prato dela.
- Escolhe. Qualquer um que você comer tá bom.
Ela resmungou, mas eu não dei bola. Milagrosamente, ela pegou o brócolis e comeu mais ou menos um décimo de grama da parte das folhinhas. Em micro-mordidas com cara de nojinho. Acrescentados de 18g de sal , mandou ver (te digo que não compensa).
Depois de orgulhosamente detonar seus 80mg de folha de brócolis, eis que Laura sobe na escrivaninha do home office pra pegar papel e caneta.
Tá lá toda concentrada fazendo uma tabela com umas 28 colunas e linhas. Disse que era pra marcar pontos.
- Que pontos, Laura?
- Ué, mamãe. Os pontos que eu ganhei por comer o brócolis.
- Laura, vc não comeu o brocólis.
- Comi sim, mamãe. Experimentei. O que vale é experimentar.
Verdade. Regra é regra. Computou o ponto na linha dela.
- Laura. que q tanto de ponto é esse aqui na sua linha?
- Bebi leite sem chocolate, mãe.
- Ok, merecido.
E tá lá a lista da menina só crescendo em questão de minutos.
O que me fez pensar.
- Laura, acho que este ponto do brócolis não vale.
- Vale sim, mãe.
- Vale não, Laura. Vc sempre comeu brócolis. Não é uma coisa nova.
- Mamãe, agora não tem jeito. Escrevi de caneta.
E o ponto ficou lá, junto com os outras coisas que experimentou ano passado. Tipo pudim.
Lista de pontos mais fail da vida.
Aventuras de uma mãe brasileira vivendo nos EUA/ Adventures of a Brazilian Mom living in the USA
Mostrando postagens com marcador Kids. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kids. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 4 de abril de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Casamenteira
![]() |
| huffingtonpost.com |
- Mom, how old was Dad when you got married?
- 23.
- And how old were you?
- 18.
-Mom, you were both TEENAGERS!! - she says surprised.
- Yes, I think we were...
She stops for a second or two, and comes with this one:
- Julia is already 19. I guess it's about time for her to get AT LEAST a boyfriend, right?
:)
These kids...
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O sistema de recompensas
Esse país funciona na base da recompensa. O que eu acho ótimo, diga-se de passagem. Tudo aqui precisa ser conquistado. Desde pequenininho.
Explicando: Você só pode jogar video-game SE arrumar sua cama ( isso é meio óbvio, mas o "você" em questão costuma ser uma criança de 5 anos); você só pode assistir TV SE ajudar a tirar a mesa, você só pode comer o cookie SE provar o brócolis, você só pode isso SE aquilo... Em geral, uma tarefa cumprida vem sempre recompensada por algo que a criança queira.
Pode parecer chantagem, MAS é recompensa.
Recompensa pelo esforço me parece algo muito justo.
O sistema de recompensas é vigente nas casas e nas escolas nas mais variadas formas.
Uma forma muito comum é o uso de adesivos em pequenas tabelas. A criança ganha um adesivo para bons comportamentos, até completar um númer X definido pelos pais. Assim que o alvo é atingido, tem direito a um prêmio também definido pelos pais. Aqui em casa, são estrelinhas. E tudo funciona na base da estrela. Bom compotamento = ganha uma estrela. Mau comportamento= deixa de ganhar a estrela. Usei o método com o potty training ( terino para o uso do vaso e retirada das fraldas) da Laura - cada vez que usava o vasinho, ganhava uma estrela. A cada 5 estrelas - uma fileira completa - ela ganhava um pequeno prêmio (de um dólar ou menos). A cada tabela completa - 25 estrelas - um prêmio melhorzinho, como uma Barbie, por exemplo.
Nas escolas, todo bom comportamento é premiado, geralmente com adesivos.
A escola da Bia tem um sistema interessantíssimo chamado"classdojo",( tem uma opção do lado esquerdo que dá pra escolher português), em que os pais podem acessar o report semanal do comportamento da criança. São várias categorias, como trabalho em equipe, obediência `as regras e participação. Esse sistema é de adesivos virtuais e o mais interessante é que a própria criança se avalia e "se dá " o adesivo virtual no quadro, que na verdade é uma touch screen, seja o adesivo bom ou ruim. Por exemplo: a professora dá uma ordem e a criança não obedece. Na hora da pontuação, a professora pergunta `a criança se aquilo foi correto, a criança reflete e assume que não, e ela mesma "se dá" um adesivo negativo. Auto-avaliação - Eu acho isso fantástico!
No final da semana, as crianças têm acesso a uma "treasure box", uma caixa do tesouro com pequenos prêmios para escolher. Existem três níveis de prêmios, conforme a performance naquela semana. Quem teve mais de 80% de pontos positivos ganha os prêmios "melhorezinhos" ( Bia escolheu um par de óculos escuros). Crianças com performances piores, têm acesso a prêmios inferiores. E aí, muita gente pode discordar. E eu até gostaria de ouvir a opinião dos discordantes, porque eu sou muito a favor.
Eu acho que o esforço tem que ser recompensado, que o bom comportamento tem que ser estimulado. São pequenos, eu sei, mas é de pequenino que se torce o pepino ( é esse mesmo, o ditado?)
O episódio dos óculos foi especificamente interessante. Quando cheguei para buscar a Bia, ela estava toda fashion com seus óculos novos, "rosa-choque", recém adquiridos da treasure box. Laura viu e quis um também. Expliquei que aqueles eram da Bia. A professora, que é uma graça de pessoa, notou e trouxe um pra Laura também. Quando a Laura recebeu, desandou a chorar. Eu fiquei sem saber o que estava acontecendo, mas ela se fez entender: "PURPLE IS NOT MY FAVORITE COLOR!Buáááá" Quase morri de vergonha! Mas, em meio aos meus "Sorry" pra professora, e "Laura não faça isso", "Agradeça!" e "blá, blá, blá", eis que a Bia tirou seus óculos e trocou com a Laura ( PINK tem sido a cor favorita da caçula nas últimas semanas...) A professora ficou tão impressionada que não hesitou - abraçou a Bia e deu mais dois adesivos virtuais no report card dela, pela generosidade com a irmãzinha. Reforço positivo, como dizem.
Na escola da Laura, outro exemplo. Ela andava chorando ao acordar do naptime. Chorando não. Berrando compulsivamente - coisa que ela não faz com muita frequência, mas quando "precisa", sabe fazer com maestria. Então, a professora resolveu dar um adesivo pra cada vez que ela acordasse sem chorar. E assim, ao acordar, a professora a relembrava do adesivo. Quando chorava, não ganhava. E assim, parou de chorar, pra poder ganhar os adesivos. Ao final de 5 adesivos, ganhou um ursinho de plástico da professora e uma fantasia de Ariel da mamãe ( exagerei no presente, mas eu ia comprar de qualquer jeito).
Na escola da Julia tem sistema de recompensas também. Alunos que tiram uma quantidade x de notas A na High School (serve para os outros níveis também) se formam com honras. Recebem as honras nominalmente em seus diplomas e durante a cerimônia - "summa cum laude", "magna cum lade". O esforço é recompensado. E eu acho isso muito positivo.
No Brasil, dizer que o aluno é esforçado é quase um xingamento. O chique é ser "inteligente", "ter facilidade", ser "brilhante'. É bem conhecida a frase de Einstein ( e nem sei se é dele mesmo ou se é filosofia de internet, mas está valendo): "O sucesso* é 10% de inspiracão e 90% de transpiração."
Implementar o sistema de recompensas é privilegiar a transpiração. Isso é bom pra nossas crianças. Acho que transmite a mensagem de "depende de você", "você está no comando", "você pode ser/fazer melhor a cada dia". E acho que é isso que buscamos em todas as áreas da nossa vida. Melhor começar cedo.
Um amigo brasileiro que mora aqui deu a ideia pra sua irmã, que é professora em escola no Brasil. Ela não pôde colocar em prática. Não foi considerado "politicamente correto" pelos diretores da escola...
Há controvérsias sobre o assunto, eu sei, e espero ouvir posições diferentes nos comentários.
Acabei de ter uma ideia maravilhosa nesse sentido e corri pra escrever esse post, antes que eu desista.
Vou montar uma tabela para estimular as meninas pequenas a experimentar novos sabores de alimentos. Meus 10% de inspiracão!
Enfim, a tabela consistirá em alimentos novos a serem experimentados. Vai seguir o mesmo conceito: a cada alimento experimentado, uma estrela. : ao final de 5 estrelas, um pequeno prêmio. Ao final de 25, um prêmio melhor. Não precisa gostar do alimento, nem "raspar" o prato. Só quero que experimentem. Vamos ver seu eu consigo seguir com os 90% de transpiração.
No final do desafio, conto pra vocês. Se eu conseguir, quero um prêmio pra mim também. Já até sei o que será...
Explicando: Você só pode jogar video-game SE arrumar sua cama ( isso é meio óbvio, mas o "você" em questão costuma ser uma criança de 5 anos); você só pode assistir TV SE ajudar a tirar a mesa, você só pode comer o cookie SE provar o brócolis, você só pode isso SE aquilo... Em geral, uma tarefa cumprida vem sempre recompensada por algo que a criança queira.
Pode parecer chantagem, MAS é recompensa.
Recompensa pelo esforço me parece algo muito justo.
O sistema de recompensas é vigente nas casas e nas escolas nas mais variadas formas.
Uma forma muito comum é o uso de adesivos em pequenas tabelas. A criança ganha um adesivo para bons comportamentos, até completar um númer X definido pelos pais. Assim que o alvo é atingido, tem direito a um prêmio também definido pelos pais. Aqui em casa, são estrelinhas. E tudo funciona na base da estrela. Bom compotamento = ganha uma estrela. Mau comportamento= deixa de ganhar a estrela. Usei o método com o potty training ( terino para o uso do vaso e retirada das fraldas) da Laura - cada vez que usava o vasinho, ganhava uma estrela. A cada 5 estrelas - uma fileira completa - ela ganhava um pequeno prêmio (de um dólar ou menos). A cada tabela completa - 25 estrelas - um prêmio melhorzinho, como uma Barbie, por exemplo.
Nas escolas, todo bom comportamento é premiado, geralmente com adesivos.
A escola da Bia tem um sistema interessantíssimo chamado"classdojo",( tem uma opção do lado esquerdo que dá pra escolher português), em que os pais podem acessar o report semanal do comportamento da criança. São várias categorias, como trabalho em equipe, obediência `as regras e participação. Esse sistema é de adesivos virtuais e o mais interessante é que a própria criança se avalia e "se dá " o adesivo virtual no quadro, que na verdade é uma touch screen, seja o adesivo bom ou ruim. Por exemplo: a professora dá uma ordem e a criança não obedece. Na hora da pontuação, a professora pergunta `a criança se aquilo foi correto, a criança reflete e assume que não, e ela mesma "se dá" um adesivo negativo. Auto-avaliação - Eu acho isso fantástico!
No final da semana, as crianças têm acesso a uma "treasure box", uma caixa do tesouro com pequenos prêmios para escolher. Existem três níveis de prêmios, conforme a performance naquela semana. Quem teve mais de 80% de pontos positivos ganha os prêmios "melhorezinhos" ( Bia escolheu um par de óculos escuros). Crianças com performances piores, têm acesso a prêmios inferiores. E aí, muita gente pode discordar. E eu até gostaria de ouvir a opinião dos discordantes, porque eu sou muito a favor.
Eu acho que o esforço tem que ser recompensado, que o bom comportamento tem que ser estimulado. São pequenos, eu sei, mas é de pequenino que se torce o pepino ( é esse mesmo, o ditado?)
O episódio dos óculos foi especificamente interessante. Quando cheguei para buscar a Bia, ela estava toda fashion com seus óculos novos, "rosa-choque", recém adquiridos da treasure box. Laura viu e quis um também. Expliquei que aqueles eram da Bia. A professora, que é uma graça de pessoa, notou e trouxe um pra Laura também. Quando a Laura recebeu, desandou a chorar. Eu fiquei sem saber o que estava acontecendo, mas ela se fez entender: "PURPLE IS NOT MY FAVORITE COLOR!Buáááá" Quase morri de vergonha! Mas, em meio aos meus "Sorry" pra professora, e "Laura não faça isso", "Agradeça!" e "blá, blá, blá", eis que a Bia tirou seus óculos e trocou com a Laura ( PINK tem sido a cor favorita da caçula nas últimas semanas...) A professora ficou tão impressionada que não hesitou - abraçou a Bia e deu mais dois adesivos virtuais no report card dela, pela generosidade com a irmãzinha. Reforço positivo, como dizem.
Na escola da Laura, outro exemplo. Ela andava chorando ao acordar do naptime. Chorando não. Berrando compulsivamente - coisa que ela não faz com muita frequência, mas quando "precisa", sabe fazer com maestria. Então, a professora resolveu dar um adesivo pra cada vez que ela acordasse sem chorar. E assim, ao acordar, a professora a relembrava do adesivo. Quando chorava, não ganhava. E assim, parou de chorar, pra poder ganhar os adesivos. Ao final de 5 adesivos, ganhou um ursinho de plástico da professora e uma fantasia de Ariel da mamãe ( exagerei no presente, mas eu ia comprar de qualquer jeito).
Na escola da Julia tem sistema de recompensas também. Alunos que tiram uma quantidade x de notas A na High School (serve para os outros níveis também) se formam com honras. Recebem as honras nominalmente em seus diplomas e durante a cerimônia - "summa cum laude", "magna cum lade". O esforço é recompensado. E eu acho isso muito positivo.
No Brasil, dizer que o aluno é esforçado é quase um xingamento. O chique é ser "inteligente", "ter facilidade", ser "brilhante'. É bem conhecida a frase de Einstein ( e nem sei se é dele mesmo ou se é filosofia de internet, mas está valendo): "O sucesso* é 10% de inspiracão e 90% de transpiração."
Implementar o sistema de recompensas é privilegiar a transpiração. Isso é bom pra nossas crianças. Acho que transmite a mensagem de "depende de você", "você está no comando", "você pode ser/fazer melhor a cada dia". E acho que é isso que buscamos em todas as áreas da nossa vida. Melhor começar cedo.
Um amigo brasileiro que mora aqui deu a ideia pra sua irmã, que é professora em escola no Brasil. Ela não pôde colocar em prática. Não foi considerado "politicamente correto" pelos diretores da escola...
Há controvérsias sobre o assunto, eu sei, e espero ouvir posições diferentes nos comentários.
Acabei de ter uma ideia maravilhosa nesse sentido e corri pra escrever esse post, antes que eu desista.
Vou montar uma tabela para estimular as meninas pequenas a experimentar novos sabores de alimentos. Meus 10% de inspiracão!
Enfim, a tabela consistirá em alimentos novos a serem experimentados. Vai seguir o mesmo conceito: a cada alimento experimentado, uma estrela. : ao final de 5 estrelas, um pequeno prêmio. Ao final de 25, um prêmio melhor. Não precisa gostar do alimento, nem "raspar" o prato. Só quero que experimentem. Vamos ver seu eu consigo seguir com os 90% de transpiração.
No final do desafio, conto pra vocês. Se eu conseguir, quero um prêmio pra mim também. Já até sei o que será...
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Ansiedade Precoce
Cena 1
Bia chorando e resmungando.
M=Que houve, Bia?
B=Você vai no meu casamento?
M=Sim, mas acho que está um pouco cedo pra falarmos disso.
B=Eu sei, eu sei, só quando eu crescer.
M=Ah, bom. Sim, vou.
B=Promete?
M=Sim
B=Então me abraça.
(Nessa hora me deu até medo de não ir, do tanto que ela abraçou forte, como que fazendo questão absoluta da minha presença) E continou.
B=Meu marido vai ser americano ou brasileiro?
M=Não sei. Por que?
B=É que eu não entendo tudo em inglês. Não sei falar todas as palavras...
M=Mas até lá, você vai aprender.
B=E se eu não entender o que ele estiver me falando?
M=Você vai entender. Você entende tudo que seus colegas te falam?
B=Entendo.(apenas para explicar pra ela que a sua fluência em inglês é adequada para uma criança de 4 anos e meio.)
M=Então, você vai entender tudo que seu marido te falar. Não se preocupe.
P.S.: A conversa foi toda em inglês.
Cena 2
Bia chorando e resmungando. Sim, eu sei, isso é bem frequente.
M=Que foi, minha filha?
B=Vai doer, mamãe, vai doer muito. E chora mais alto
M= O que está doendo?
B= Não, está doendo, mas vai doer. E chora mais forte.
M=O que vai doer, meu amorzinho?
B=Quando o médico tirar o neném da minha barriga.
M=AHMM???
B=Eu quero tanto ser uma mãe! Tanto, tanto! Mas, pro neném sair, o médico tem que tirar não tem?
M=Tem.
B=E ele tem que cortar a barriga da mãe?
M=Tem (achei melhor confirmar e deixar só essa opção, por enquanto.)
B=Então!!! Vai doer demais! (Choro, choro, e mais choro)
M= Não vai. O médico vai te dar um remedinho pra não doer.
B= Não vai doer nadinha?
M= Bem, vai doer um pouquinho, mas quando vc olhar pro seu neném, você vai amar ele tanto, tanto, que aí nem vai sentir dor. ( A parte do amor é toda verdade, a parte do "esquece da dor" é só poesia para a menina mais doce e sensível que eu conheço).
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Back to School - Volta `as aulas parte 3
A segunda diferença é, ao meu ver, a maior de todas: O ensino público nos EUA é uma opção para famílias de classe baixa, média e alta.
Vou explicar melhor.
Até os 5 anos de idade, a escola é opcional e, portanto, o governo não paga por isso. Isso significa que não há escola pública pra essa faixa etária. É muito comum aqui as crianças até os 5 anos ficarem com as mães, que largam suas profissões para cuidarem dos filhos. (Muitas retornam para sua ocupação anterior depois que os filhos vão pra escola, outras gostam tanto de serem exclusivamente mães que assim permanecem para todo o sempre). Isso não causa espanto, não é considerado inadequado e nem existe preconceito. Pelo contrário, é até um certo "status" a mãe dizer que não trabalha fora e que sua vida é cuidar do marido, dos filhos e da casa.
Para as mães que trabalham fora, ou estudam, ou para mães que consideram importante a exposição precoce da criança ao ambiente de aprendizado, ou para mães que achem difícil lidar com a casa e com as crianças... enfim, a opção é sempre o ensino privado.
Em minha vida pessoal, alguns conhecidos e amigos me perguntam aqui nos EUA: "Se vc não está trabalhando, por que suas filhas pequenas estão na escola? Seria uma economia enorme se elas ficassem em casa." A minha resposta é simples: primeiro, não dou conta do recado de ser super-mãe em tempo integral. Segundo, porque quando viemos pra cá, uma coisa era certa: andar pra frente. Entendemos que sacrificar alguns luxos seria aceitável, mas NÃO ECONOMIAS COM SAÚDE E EDUCAÇÃO!! Isso sempre foi prioridade pra nós. Se ficássemos no Brasil, elas iriam pra escola (no Brasil, é comum e esperado que a criança vá pra escola a partir de 2-3 anos, muitas vezes antes disso). Sim, mesmo tendo babá(s), elas iriam. Aqui não seria diferente.
A partir dos 5 anos de idade, o ensino público passa a estar disponível, e assim será até a criança concluir o Ensino Médio - High School. As escolas públicas são bem heterogêneas. Existem escolas de altíssimo padrão de ensino e estrutura, assim como escolas sucateadas e de ensino fraco (como acontece com as escolas no Brasil , aqui também tem escolas boas e ruins). Mas, em geral, as escolas são boas.
O Estados têm um sistema de classificação, no qual as escolas são avaliadas em exemplary, recognized, academic acceptable e academic unacceptable / exemplar, reconhecida, aceitável academicamente, não-aceitável academicamente. Além dessa classificacão, as escolas são "rankeadas", isto é, são avaliadas e colocadas em um ranking ( americanos adoram ranking!!), com a performance/posição que a escola ocupano total de escolas da cidade, Estado e até do país. Por exemplo, escola X, exemplary, 5º lugar da cidade, 23º lugar do Estado. Também é possível ver a relação professor/aluno, a composição, étnica da escola ( % de negros, brancos, latinos, índios, asiáticos...pra quê, eu não sei...), e a performance em notas dos alunos, % de alunos que se formam, que entram na faculdade, etc, etc, etc... Interessante é que todas estas informações muitas vezes são achadas nos sites das imobiliárias. Isso mesmo. A primeira coisa que as pessoas pensam quando vão comprar ou alugar uma casa, é se a escola pública da área é uma boa escola.
![]() |
| A área escolar: Top priority para compradores de imóveis. |
Explicando:
Geralmente, as boas escolas estão nas boas áreas residenciais da cidade. A cidade está dividida em School Districts ( Distritos Escolares), que são organizações ligadas ao governo, porém independentes para coordenar as escolas daquela área. Os impostos pagos pelos imóveis variam de distrito para distrito, sendo mais caros nos melhores, o que eleva os preços dos imóveis nessas áreas. Mesmo assim, consegue-se uma grande diversidade dentro das escolas, com gente de todas as classes sociais tendo acesso ao mesmo padrão de educação. Não é como no Brasil, onde a escola pública é a única opção pra quem é pobre, e nunca uma opção pra quem pertence as classes média e alta. Salvo raríssimas exceções. Além disso, no Brasil, encontrar uma escola pública de qualidade é mais difícil do que encontrar uma agulha em um palheiro. Só consigo pensar agora em UMA escola pública no Rio de Janeiro, onde também tem filho de rico.
Outra coisa - se você está na subdivisão X daquela escola X- você só pode ir para aquela escola. Independente do número de vagas, a escola é "obrigada" a te aceitar. Em compensação, você não pode morar em uma attendance area X e frequentar a escola Y. Na hora da matrícula, eles vão pedir sua prova de residência - o contrato de aluguel ou as taxas pagas pela casa, com prova de endereço. Se quiser morar na X e frequentar a Y, você pode tentar uma permissão pra isso, desde que sobrem vagas.
Uma exceção são as escolas charter, misto de pública e privada, mas não conheço muito bem sobre a realidade dessas escolas, não vou me aventurar a falar sobre isso aqui. Fica para uma outra oportunidade.
![]() |
| Os distritos escolares de Houston e arredores. |
Então, se o país tem excelentes escolas públicas , como as escolas privadas sobrevivem?
A escola particular passa a ser uma opção para pais que buscam algo específico para seus filhos, que a escola pública não oferece. Por exemplo, quer oferecer educação cristã? A escola pública não oferece - o Estado é laico. Mas, tem uma porção de escolas batistas, presbiterianas, metodistas... que podem oferecer este tipo de ensino. Private. Mesma coisa para quem faz questão de uma educação católica - Escola Santa Cecília, São Tomás de Aquino, São Francisco e uma porção de outros santos. Private.
Escola hindu? Tem. Árabe? Tem. Escola para judeus? Tem também. Private, private, private.
Eu particularmente, nunca vi tanta opção de escola, não sabia que uma cidade pudesse ter tantas! Instituições bilíngues, com imersão em mandarim, italiano, alemão, japonês, coreano, chinês, (ainda não sei se tem em protuguês) Escolas de estilo europeu, escolas-internato, onde os alunos moram na escola, escolas muçulmanas, suiças, internacionais, e etc.
Quer escola só pra meninas? Tem. Só pra meninos? Tem também. Enfim, um arsenal de possibilidades. Pra todos os gostos ( e bolsos). Variando de 700 dólares a 2,500 mensais!!
Minhas filhas pequenas estudam em escolas cristãs, e estou muito satisfeita com o ensino e a abordagem oferecida. Mas, completando 5 anos, irão para a escola pública. Este também é um caminho muito natural - a criança ficar na escola particular durante a pré-escola e mudar para a pública no Kindergarten (Alfabetização). Aqui, faremos assim: ensino de primeira qualidade particular até que o Ensino Público esteja disponível - de primeira qualidade também. Sem (muita) dor na consciência. A não ser que algo extraordinário aconteça, do tipo: acordar milionária.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Back to School - Volta `as aulas- parte 2
A primeira já citei no post anterior: o ano escolar.
Aqui, nos EUA, o início do ano letivo é no final agosto/início de setembro e o término se dá no final de maio/início de junho. No Texas, as escolas públicas não podem começar as aulas antes da quarta segunda-feria de agosto. É lei. As particulares podem, mas não saem muito do esquema, começam mais ou menos uma semana antes.
Durante o ano letivo, não se deixe enganar. Gostam de feriado, como no Brasil. A diferença é que aqui praticamente só as escolas têm esse tanto de feriado. O resto do comércio funciona normalmente quase 365 dias por ano.
Em compensacão, nas escolas - públicas e privadas - tem holidays e breaks pra ninguém botar defeito. É feriado e paradinha ( DE UMA SEMANA OU MAIS!!) por tudo que é motivo: Vamos lá:
Aqui, nos EUA, o início do ano letivo é no final agosto/início de setembro e o término se dá no final de maio/início de junho. No Texas, as escolas públicas não podem começar as aulas antes da quarta segunda-feria de agosto. É lei. As particulares podem, mas não saem muito do esquema, começam mais ou menos uma semana antes.
Durante o ano letivo, não se deixe enganar. Gostam de feriado, como no Brasil. A diferença é que aqui praticamente só as escolas têm esse tanto de feriado. O resto do comércio funciona normalmente quase 365 dias por ano.
Em compensacão, nas escolas - públicas e privadas - tem holidays e breaks pra ninguém botar defeito. É feriado e paradinha ( DE UMA SEMANA OU MAIS!!) por tudo que é motivo: Vamos lá:
1. DIA DO TRABALHO - FERIADO. Todos juntos para comemorar o dia do trabalho sem trabalhar, exceto as mães, que trabalharão dobrado nesse dia. Este ano cai no dia 2 de setembro. OU seja, as aulas mal começaram, e já temos o primeiro feriado prolongado do ano. Êba! (#sóquenão)
2. PARADINHA DO THANKSGIVING - Todos juntos para agradecer por qualquer coisa, incluindo uma semana inteirinha com mamãe e papai. O Dia de Ação de graças é comemorado na quarta quinta feira de novembro, mas o break dura a semana inteira.
3.PARADINHA DO NATAL E ANO NOVO - Todos junto celebrando o Natal por DUAS SEMANAS. Esperamos que papai possa estar presente nesse aí. De 22 de dezembro a 7 de janeiro.
4.PARADINHA DA PRIMAVERA - SPRING BREAK - Vamos celebrar o desabrochar das flores. Mais uma semana inteira com papai e mamãe observando as maravilhas da Natureza. De 8-15 de março este ano.
5. PARADINHA DA PÁSCOA - 4 dias, igual no Brasil. Só que aqui a "Semana Santa" é de Sexta `a Segunda. 18-21 de Abril.
6.TEACHERS IN SERVICE - Dias aleatórios, mudam de escola pra escola, em que os professores recebem treinamentos específicos.
7. BAD WEATHER DAY - Nunca entendi o motivo desse feriado. Dia do mau tempo, do clima ruim. Pode ter uma tempestade? Um furacão? Uma chuva torrencial? Tudo bem, mas marcar o dia do mau tempo UM ANO ANTES? Que metereologia louca é essa? Se alguém Souber, me avise por favor, porque continuo sem entender. Só sei que é feriado.
7. BAD WEATHER DAY - Nunca entendi o motivo desse feriado. Dia do mau tempo, do clima ruim. Pode ter uma tempestade? Um furacão? Uma chuva torrencial? Tudo bem, mas marcar o dia do mau tempo UM ANO ANTES? Que metereologia louca é essa? Se alguém Souber, me avise por favor, porque continuo sem entender. Só sei que é feriado.
De repente, não mais que de repente, chega maio outra vez. Férias de novo.
No próximo post, vou falar um pouco sobre os distritos escolares e as diferenças entre escolas particulares e públicas.
No próximo post, vou falar um pouco sobre os distritos escolares e as diferenças entre escolas particulares e públicas.
sábado, 24 de agosto de 2013
Back to School - Volta `as aulas - Parte 1
Eu não sei quem foi o louco, ensandecido, que decretou férias de três meses seguidos aqui nos EUA. Com certeza foi uma criatura pouco dotada de inteligência e, obviamente, do sexo masculino. Claro. Daqueles que acham que criança tem que ficar em casa, curtir a família, aproveitar os pais e blá, blá blá, mas eles mesmos saem de casa com a criança ainda dormindo e voltam pra casa com as crianças já na cama. Aí, fica facim, né, não? Felizmente, alguma mulher iluminada, culta e bem-informada, atenta `as necessidades psico-pedagógicas desses pequenos seres em formação que são as crianças - sei que foi mulher - foi lá e inventou a "Summer School", a Escola de Verão, que é a possibilidade de as crianças irem pra escola durante o período de férias. Aí então, ficou tudo bem, nenhuma mãe perdeu (totalmente) o controle emocional e o equilíbrio interior e todos foram felizes para sempre. Lembremos mais uma vez que na terra do tio SAM, babá e empregada full-time são luxos que muito pouca gente pode ter.
***
Não bastassem três meses de férias seguidos, a escola aqui tem vários "breaks" durante o ano letivo. Tudo aqui é motivo pra dar uma "paradinha" : treinar os professores, descansar os professores, aproveitar a Natureza, ficar com a família e claro, mais importante: arrebentar com a vida das mães, que não são mães apenas ( como se fosse pouco ser apenas mãe). São motoristas, lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras, cozinheiras, governantas de suas próprias casas. Isso quando não são também, -além do já citado- médicas, enfermeiras, advogadas, corretoras, bancárias, vendedoras e qualquer outra categoria profissional que couber aí.
***
As aulas aqui terminam no final de maio e só reiniciam no final de agosto, ou no início de setembro. Graças a Deus, aqui em casa, as pequenas frequentaram a Summer School (bendita!!) e assim, a minha sanidade mental ficou pouco comprometida. Mesmo frequentando a escola no verão, as crianças tinham um horário mais relaxado, assim como o currículo escolar. Tinha mais brincadeiras do que conteúdo programático, mais tempo no playground, dias de levar bicicleta pra escola, e splash-days ( dias de brincar em piscinas e com aquelas fontes que ficam jogando aguinha - o calor aqui é de rachar tatu pela cacunda, como diz meu sábio pai).
Eu também deixei elas faltarem aula sempre que tinha uma outra programação em mente e por fim, ficaram 20 dias sem ir a escola no final de julho ( tempo para treinar os professores, descansar os professores, e claro, o mais importante: arrebentar com a vida das mães oferecer as crianças um tempo de descanso com a família.
***
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Filhinho
Essas meninas hoje me tiraram do sério. Todas as três. O dia foi tão tenso e cheio de malcriações de todos os lados, que não teve jeito: tive que distribuir umas chineladas nas pequenas. Na mais velha não, passou da hora, agora é esperar pra ver se a vida conserta...
Enfim, deu pra perceber meu "estado de nervo".
Polêmicas `a parte, as chineladas foram dadas. Mas, não surtiram efeito, continuaram a desobedecer e desobedecer (ô, fase!). Enfim, prometi que teria bis assim que chegássemos em casa. Assim, a raiva passaria ( não pode bater com raiva!) e eu também não precisaria dar explicações para os policiais (estávamos no shopping). Evitar escândalos é sempre uma boa estratégia.
Pois bem, chegando em casa, eu as lembrei que teria a nova rodada.
E a Bia, toda conformada:
"Tudo bem, mamãe. Pode bater. Mas, por favor, dá uma chinelada filhinho, tá?"
Depois dessa, a chinelada ficou só na promessa. Fiquei com pena e tentei a conversa.
Vamos ver se resolve.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Só dá ela
É porque julho é o mês dela e o mês está se acabando. Então, deixo pra vocês algumas pérolas da minha pequena.
L- Mamãe hoje a gente assistiu o filme do Falauel e tinha blood everywhere!
(Qual o nome do filme?? Moisés! Falauel é o rei do Egito, claro.)
L-Papai, que tal você fazer um "mamá toddy" bem natulalzinho??
P- ( com um sorriso enorme, achando lindo o "que tal")Vou fazer, Lalinha.
L-Papai, papai. O quê que é "tal'?
Laura faz um comentário fofo sobre qualquer coisa.
M- Oh, Inocência da mamãe!
L- Buáááá.
M - Q foi, Lala?
L- Eu não quelo ser a Inocência. Quelo ser a Pocahontas!
A(amiga da família) Laura, você sabe que dia é hoje? ( era 4 de julho)
L= Seeeeeii!
A= Que dia?
L= Fourth of July.
A= E vc sabe o que comemoramos hoje?
L= Seeeei.
O Dia das... O Dia das... O DIA DAS PRINCESAS!!!
E quem sou eu pra dizer que não?
L- Mamãe hoje a gente assistiu o filme do Falauel e tinha blood everywhere!
(Qual o nome do filme?? Moisés! Falauel é o rei do Egito, claro.)
L-Papai, que tal você fazer um "mamá toddy" bem natulalzinho??
P- ( com um sorriso enorme, achando lindo o "que tal")Vou fazer, Lalinha.
L-Papai, papai. O quê que é "tal'?
Laura faz um comentário fofo sobre qualquer coisa.
M- Oh, Inocência da mamãe!
L- Buáááá.
M - Q foi, Lala?
L- Eu não quelo ser a Inocência. Quelo ser a Pocahontas!
A(amiga da família) Laura, você sabe que dia é hoje? ( era 4 de julho)
L= Seeeeeii!
A= Que dia?
L= Fourth of July.
A= E vc sabe o que comemoramos hoje?
L= Seeeei.
O Dia das... O Dia das... O DIA DAS PRINCESAS!!!
E quem sou eu pra dizer que não?
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Happy Birthday, Laura!
Pra quem ficou curioso no post anterior, aqui vão os detalhes:
Laura fez 3 anos no dia 16 de julho, com direito `a caixa de presente que ela tanto pediu. Dentro, coloquei coroa e acessórios de princesa, incluindo uma escova pra cabelo da Ariel que ela tinha visto uns dias antes e era mais um objeto de desejo. Acompanhando a caixa (também de princesa), mamãe comprou um balão de hélio que completou a alegria da criança.
Outra exigência da aniversariante foi um bolo de arco-íris. Tinha que ser de arco-íris, não servia de outro jeito. Então, lá fui eu procurar no Pinterest como é que se fazia um bolo de arco-íris ( já que ela foi tão boazinha nos pedidos, eu tinha obrigação moral de realizá-los. ) Coloquei uns balões na parede, uns enfeites na mesa e cantamos parabéns.
Depois disso, fomos ao Build-a-Bear, uma loja onde você faz o seu bichinho de pelúcia. Você escolhe o bicho que quer ( coelho, macaco, urso, pônei...), pega ele murchinho, sem espuma nenhuma dentro. E vai passando por estações para "dar vida" ao seu brinquedo. Coloca coraçãozinho dentro, enche de espuma, dá banho e escolhe a roupa e os acessórios. E tem acessório pra ninguém botar defeito. O bicho sai de lá custando umas 100 pila. Sai com certidão de nascimento e tudo. Muito bonitinho.
Todas as três ganhariam o bicho que escolhessem.
Abre parênteses. Digo, as três, porque até Miss Tenager queria um. Ela, na verdade, tem trauma de infância por causa dessa loja,. Quando a atual adolescente tinha uns 10 anos de idade, estávamos passando o Natal na Disneyland- CA e ela pediu demaaaais pra gente deixar ela fazer um urso desse, mas nós, pais sem coração, não demos na época. Em nossa defesa, se a gente fosse dar tudo que ela pedisse, precisaríamos alugar um avião pra voltar pra casa. Moral da história: ela carrega o trauma de não ter ganhado o tal urso, e nós, a culpa de não ter dado... Meus primos que presenciaram a injustiça há uns 7 anos atrás, resolveram dar pra ela um urso de presente há uma semana, quando ela voltou a California depois desses anos. Então, ela acabou comprando só uma roupinha pro urso que ela já tem. Fecha parênteses.
A Laura quis um carro pros ursos e acabou ganhando também.
Depois, teve jantar especial com direito a Happy Birthday no Cheesecake Factory.
E não para por aí.
Sexta-feira, dia 19, fiz uma festinha na escola.
A festa na escola funciona assim: a mãe leva o almoço das crianças e oferece aos coleguinhas neste dia. E só. Pode ter bolo, de preferência cupcake E mais nada de doce. Não costuma ter decoração, balão, docinho, lembrancinha, nada. Tem que seguir o padrão: verduras, frutas, leite ou suco, proteína. Então, nada de salgadinhos ou coisas diferentes para os padrões americanos. Tem que levar o que eles comem normalmente ( pode até ser pizza, desde que tenha tb frutas e vegetais) Não pode refirgerante, claro. E nem acender a vela do bolo ( risco de incêndio). Mesmo com todas as regras, acabei fazendo uma decoraçãozinha - com a devida autorização da secretaria da escola e montei uma sacolinha pras crianças,
Me disseram que nuca houve festa tão chique na história daquela escola...
Foram três anos bem comemorados. Tudo simples, mas feito com muito amor.

O aniversário é dela, mas o presente Deus deu pra mim. Obrigada, Jesus, pela vida da Laura.
Viva a Lalinha!!
Laura fez 3 anos no dia 16 de julho, com direito `a caixa de presente que ela tanto pediu. Dentro, coloquei coroa e acessórios de princesa, incluindo uma escova pra cabelo da Ariel que ela tinha visto uns dias antes e era mais um objeto de desejo. Acompanhando a caixa (também de princesa), mamãe comprou um balão de hélio que completou a alegria da criança.
Abre parênteses. Digo, as três, porque até Miss Tenager queria um. Ela, na verdade, tem trauma de infância por causa dessa loja,. Quando a atual adolescente tinha uns 10 anos de idade, estávamos passando o Natal na Disneyland- CA e ela pediu demaaaais pra gente deixar ela fazer um urso desse, mas nós, pais sem coração, não demos na época. Em nossa defesa, se a gente fosse dar tudo que ela pedisse, precisaríamos alugar um avião pra voltar pra casa. Moral da história: ela carrega o trauma de não ter ganhado o tal urso, e nós, a culpa de não ter dado... Meus primos que presenciaram a injustiça há uns 7 anos atrás, resolveram dar pra ela um urso de presente há uma semana, quando ela voltou a California depois desses anos. Então, ela acabou comprando só uma roupinha pro urso que ela já tem. Fecha parênteses.
A Laura quis um carro pros ursos e acabou ganhando também.
E não para por aí.
A festa na escola funciona assim: a mãe leva o almoço das crianças e oferece aos coleguinhas neste dia. E só. Pode ter bolo, de preferência cupcake E mais nada de doce. Não costuma ter decoração, balão, docinho, lembrancinha, nada. Tem que seguir o padrão: verduras, frutas, leite ou suco, proteína. Então, nada de salgadinhos ou coisas diferentes para os padrões americanos. Tem que levar o que eles comem normalmente ( pode até ser pizza, desde que tenha tb frutas e vegetais) Não pode refirgerante, claro. E nem acender a vela do bolo ( risco de incêndio). Mesmo com todas as regras, acabei fazendo uma decoraçãozinha - com a devida autorização da secretaria da escola e montei uma sacolinha pras crianças,
Me disseram que nuca houve festa tão chique na história daquela escola...
Foram três anos bem comemorados. Tudo simples, mas feito com muito amor.
Viva a Lalinha!!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Presente de aniversário
M=Lalinha, o que você quer ganhar de aniversário?
L= Um pesente!
M= Eu sei, Lala. Que presente?
L= Uma caixa.
M= Eu sei, amorzinho. Mas o que você quer dentro da caixa?
L= Uma caixa, mamãe. Uma gift box!
M= Entendi. E o que dentro da gift box?
L= Nada. Só a gift box.
M= Mas, Lalinha. Tem que ter alguma coisa dentro, porque a caixa é só uma caixa.
L= Ahhh! Então, quelo um balão.
Como não amar??
P.S.: Ontem foi aniversário da caçulinha mais gostosa do eixo Brasil- EUA.
terça-feira, 11 de junho de 2013
A barata diz que tem
Eu não tenho medo de barata. Tenho pavor.
Não chega a ser uma fobia, nem pânico. Digamos que é um medo maior que o normal.
Eu tenho medo de barata morta pra se ter uma ideia. Não é nojo. É medo. De barata viva, é pavor mesmo. Se for barata voadora, eu não sei mais como dar nome ao sentimento. Angina? Pré-infarto?
Eu não sei quando isso começou, mas acho que desde que me entendo por gente. Não me incomoda muito, porque não é sempre que a gente se topa. Obrigada, Deus!
`As vezes, quando as crianças estão por perto, tenho que me policiar pra não dar o mau-exemplo. Como mãe de três filhas, tenho que esconder o pânico que toma conta de mim quando o bicho se aproxima. Não é tarefa fácil. Porque medo a gente até consegue disfarçar, mas um ataque de pânico é coisa difícil de se esconder.
O caso mais "grave" aconteceu quandoeu tinha 6 anos e fui perseguida por uma barata de 2 metros de altura e oito asas eu tinha uns quase 30 anos nas costas. Apareceu uma barata no finado Edifício Indaiá, onde eu morava. ( Finado porque eu não moro mais lá, mas o prédio continua bem, obrigada). Pois a Dona Baratinha ( falando assim ela até parece simpática. E que mau gosto todo um repertório musical tendo a dita cuja como personagem principal, vamos combinar, né?) apareceu no meio do corredor que ia da sala pra os quartos. Ou dos quartos para a sala, depende do ponto de vista. E eu fiquei presa no quarto, sem poder sair, óbvio. Porque, afinal de contas tinha um monstro obstruindo a minha passagem. Eu fiz a coisa mais natural, prática e efetiva a se fazer: tranquei no quarto com a Júlia ( instinto de proteção da cria) e liguei pra minha irmã, claro. Em São Paulo. Mas, a barata impertinente continuava bloqueando o meu corredor. Em Goiânia.
Eu sei que conversei com minha irmã por umas duas horas, atrás de estratégias para lidar com a situação. E ela: vai lá, faz isso, faz aquilo. "Isso é porque você não está aqui!" Entre as sugestões, a única que eu acatei foi colocar toalha debaixo das portas para impedir o avanço do inseto em direção ao meu esconderijo secreto. E mais conversa. E faz isso faz aquilo. E planos mirabolantes.
Sabe o que mais me doeu em toda essa experiência? O tanto que a minha filha de 8 anos ria da minha cara. Eu ali, toda protetora, oferecendo a ela abrigo e refúgio, e ela zoando da minha fraqueza.
Fim da história: Mandei a Júlia atravessar o corredor rumo a despensa pra pegar o Baygon! Mandei a minha criança pegar o Baygon! Força filha, você consegue. A mamãe está aqui dentro do quarto torcendo por você! Orgulho da mamãe! Menina corajosa! A barata foi derrotada pela Júlia e todos foram sãos e salvos, e viveram felizes para sempre.
***
Uma das minhas maiores decepções com este país aconteceu quando eu descobri, a duras penas, que aqui também tinha barata. E olha, elas não são lindas, loiras dos olhos azuis. São horrorosas e apavorantes - exatamente como as nossas. E como todas ao redor do planeta. Descobri que tem espécies novaiorquinas, californianas e texanas. Traduzindo: tem barata do Oiapoque ao Chuí dos Estados Unidos, por assim dizer. Mas, elas aparecem basicamente no verão.
Houston é uma cidade muito quente (43 graus Celsius na sombra nessa época.) Pois aqui também tem barata. Eu andei topando com algumas.
Fui lá no office do condomínio cheia de razão pra reclamar das visitas indesejadas (porque é obrigação do condomínio fazer o "pest control", a dedetização). Eu havia recebido o papel , assim que a temperatura começou a subir que a empresa dedetizadora viria `as quintas-feiras. Passadas duas semanas, ninguém apareceu por aqui. Exceto as fulaninhas. Mas, descobri falando com o gerente, que eu tinha que ter marcado com eles - era pra ter ligado para os exterminadores e marcado o dia do massacre. EU não fiz isso, Achei que eles iam aparecer aqui sem marcar ( até parece que americano faz essas coisas assim, informalmelnte. tem que ligar e agendar,dar CPF, carteira de motorista, título de eleitor, assinar um contrato na presença de uma advogado e um monte de firulas).
Então, por inexperiência minha, acabei me encontrando com algumas criaturas por aqui.
Como tudo na vida tem um lado bom ( Pollyanna ataca novamente!), olha o que isso me proporcionou.
L- Mamãe, o papai matou a balata e ela caiu assim ó ( dramatização: Laura cai no chão com as pernas pra cima. E morre de achar graça!)
***
L - Mamãe, o papai matou a balata igual Davi matou Golias! ( Que orgullho! Minhas crianças contextualizando as histórias da Bíblia)
***
B- Mamãe, quem criou as baratas?
M- (Pausa) (Silêncio absoluto) (Conto ou não conto que foi Deus que criou as baratas?)
B- Quem, mãe? Quem?
M -(Pensa, pensa,pensa) Foi Deus, filha. Deus criou todos os animais inclusive as baratas.(Barata é um animal? Bem, ou é um animal, ou é um mineral ou é um vegetal. Ou um fungo. Acho que é um animal, mesmo.)
B- Mas, por que Deus cria coisas más?
M- (Pausa) (Silêncio absoluto) (Pensa, pensa,pensa) As baratas não são más. São boas. São decompositoras. Comem lixo. Se não fosse as baratas, o mundo estaria cheio de lixo. (Quase dei início a uma nova campanha do Greenpeace. Salvem as baratas.)
***
L- AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma balata!!
M- Lalinha, isso é uma formiga.
***
L-AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma balata!!
M- Lalinha, isso é uma aranha.
L - O que é alanha?
M- Spider, Laura.
L- Ah!
***
L -AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma spider.
M- Rosto pálido. Não, Laura. Corre que isso é uma barata minha filha! Christianooooo!
***
Não chega a ser uma fobia, nem pânico. Digamos que é um medo maior que o normal.
Eu tenho medo de barata morta pra se ter uma ideia. Não é nojo. É medo. De barata viva, é pavor mesmo. Se for barata voadora, eu não sei mais como dar nome ao sentimento. Angina? Pré-infarto?
Eu não sei quando isso começou, mas acho que desde que me entendo por gente. Não me incomoda muito, porque não é sempre que a gente se topa. Obrigada, Deus!
![]() |
| Vamos ilustrar o post com uma joaninha, que é um parente próximo das baratas, porém bem mais amigável e fofinho. |
`As vezes, quando as crianças estão por perto, tenho que me policiar pra não dar o mau-exemplo. Como mãe de três filhas, tenho que esconder o pânico que toma conta de mim quando o bicho se aproxima. Não é tarefa fácil. Porque medo a gente até consegue disfarçar, mas um ataque de pânico é coisa difícil de se esconder.
O caso mais "grave" aconteceu quando
Eu sei que conversei com minha irmã por umas duas horas, atrás de estratégias para lidar com a situação. E ela: vai lá, faz isso, faz aquilo. "Isso é porque você não está aqui!" Entre as sugestões, a única que eu acatei foi colocar toalha debaixo das portas para impedir o avanço do inseto em direção ao meu esconderijo secreto. E mais conversa. E faz isso faz aquilo. E planos mirabolantes.
Sabe o que mais me doeu em toda essa experiência? O tanto que a minha filha de 8 anos ria da minha cara. Eu ali, toda protetora, oferecendo a ela abrigo e refúgio, e ela zoando da minha fraqueza.
Fim da história: Mandei a Júlia atravessar o corredor rumo a despensa pra pegar o Baygon! Mandei a minha criança pegar o Baygon! Força filha, você consegue. A mamãe está aqui dentro do quarto torcendo por você! Orgulho da mamãe! Menina corajosa! A barata foi derrotada pela Júlia e todos foram sãos e salvos, e viveram felizes para sempre.
***
Uma das minhas maiores decepções com este país aconteceu quando eu descobri, a duras penas, que aqui também tinha barata. E olha, elas não são lindas, loiras dos olhos azuis. São horrorosas e apavorantes - exatamente como as nossas. E como todas ao redor do planeta. Descobri que tem espécies novaiorquinas, californianas e texanas. Traduzindo: tem barata do Oiapoque ao Chuí dos Estados Unidos, por assim dizer. Mas, elas aparecem basicamente no verão.
Houston é uma cidade muito quente (43 graus Celsius na sombra nessa época.) Pois aqui também tem barata. Eu andei topando com algumas.
Fui lá no office do condomínio cheia de razão pra reclamar das visitas indesejadas (porque é obrigação do condomínio fazer o "pest control", a dedetização). Eu havia recebido o papel , assim que a temperatura começou a subir que a empresa dedetizadora viria `as quintas-feiras. Passadas duas semanas, ninguém apareceu por aqui. Exceto as fulaninhas. Mas, descobri falando com o gerente, que eu tinha que ter marcado com eles - era pra ter ligado para os exterminadores e marcado o dia do massacre. EU não fiz isso, Achei que eles iam aparecer aqui sem marcar ( até parece que americano faz essas coisas assim, informalmelnte. tem que ligar e agendar,
Então, por inexperiência minha, acabei me encontrando com algumas criaturas por aqui.
Como tudo na vida tem um lado bom ( Pollyanna ataca novamente!), olha o que isso me proporcionou.
L- Mamãe, o papai matou a balata e ela caiu assim ó ( dramatização: Laura cai no chão com as pernas pra cima. E morre de achar graça!)
***
L - Mamãe, o papai matou a balata igual Davi matou Golias! ( Que orgullho! Minhas crianças contextualizando as histórias da Bíblia)
***
B- Mamãe, quem criou as baratas?
M- (Pausa) (Silêncio absoluto) (Conto ou não conto que foi Deus que criou as baratas?)
B- Quem, mãe? Quem?
M -(Pensa, pensa,pensa) Foi Deus, filha. Deus criou todos os animais inclusive as baratas.(Barata é um animal? Bem, ou é um animal, ou é um mineral ou é um vegetal. Ou um fungo. Acho que é um animal, mesmo.)
B- Mas, por que Deus cria coisas más?
M- (Pausa) (Silêncio absoluto) (Pensa, pensa,pensa) As baratas não são más. São boas. São decompositoras. Comem lixo. Se não fosse as baratas, o mundo estaria cheio de lixo. (Quase dei início a uma nova campanha do Greenpeace. Salvem as baratas.)
***
L- AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma balata!!
M- Lalinha, isso é uma formiga.
***
L-AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma balata!!
M- Lalinha, isso é uma aranha.
L - O que é alanha?
M- Spider, Laura.
L- Ah!
***
L -AHHHHHH! (gritinhos fofos) Uma spider.
M- Rosto pálido. Não, Laura. Corre que isso é uma barata minha filha! Christianooooo!
***
domingo, 26 de maio de 2013
Misturinha
Frases misturadas que me fazem rir, e que nem tenho vontade de corrigir, confesso.
B - Mamãe, me empresta a cisoura? ( cisoura= tesoura + scissors)
*
L- Mamãe, eu quero pão com sem manteiga.
M- Com ou sem, Lala?
L - Com sem. (=sem, mas com sem faz mais sentido pra ela, por causa do without...)
*
B - Mamãe, onde Jesus foi nascido, mesmo? (was born)
Laura - Mamãe, compra uma pinta?
M= Ham??
Laura- Uma pinta mamãe, uma pinta purple pra pintar nosso quarto! (pinta=paint + tinta)
*
B - Mamãe, para de ficar deitada, você está parecendo uma presilha.
M - O quê?
B - Uma presilha, ué. Aquele bicho que fica lá no alto nas árvores e dorme o dia todo.
A - AH! Preguiça!
Obs 1. : Em minha defesa, eram 6:45 da manhã de um domingo.
Obs.2: Não sei que língua ela misturou aqui, porque preguiça em inglês é sloth ( o bicho) e lazyness (o estado real de preguiça)
*
Mamãe, hoje não quero comer com colher, quero comer com garfork! (Garfo + fork)
Fala se não dá vontade de morder uns trenzim desse?
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Dicas de Nutrição para crianças.
Dia desses, resolvi fazer sopa.
"OBA! SOPA! disse dona Laura." Com a euforia que lhe é peculiar.
( Bia não come, nem sob tortura de regime militar)
E eu fiquei toda
Fui eu toda serelepe colocar a sopa no prato da menina.
"CenouLa não, não quelo cenouLa."
Ok, lá vou eu catar os pedaços microscópicos de cenoura ( já cortada assim pra ver se enganava. #nãoenganou).
"Vagem não!"
Ok, catamos a vagem.
"Batata não."
Ok, catamos a batata.
"Bócolis não.
Catamos o brócolis. E assim sucessivamente. E a sopa ia ficando, digamos, cada vez mais pobrinha. Depois de retirar todos os vegetais, "Carne não, mamãe. Não como carne."
O que sobrou da sopa? Uns fiapos de macarrão e o caldo. (era melhor ter feito um miojo, dava menos trabalho). Mas aí, mamãe teve a ideia brilhante.
Laurinha, vai ali na sala ver TV que a mamãe vai bater sua sopinha.
"Oba!! Sopinha batida!" ( já repararam na empolgação dessa menina?)
E então, num passe de mágica, bati a sopa toda. Com cenouLa. Com vagem. Com batata. Com bócolis. E, principalmente, com carne.
E a menina comeu que se lambuzou. E repetiu.
E os nutricionistas de plantão que me julguem.
Sopa batida de vez em quando não mata ninguém.
P.S.: O título do post é bem engana patrão, né não?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Mudanças
B- Mãe, quero mudar de nome, não quero me chamar Beatriz...
M-Ah, mas esse nome é tão bonito.
B-Não quero mãe.
M-E como você quer se chamar então??
B-Elizabeth - (e fala com aquele sotaque mais lindo do mundo Elízabeth, como os americanos falam -acento no i.)
M- Era essa que me faltava, minha filha querendo mudar de nome!! Você também quer, Julia?
J- Um hum.
M- Que nome seria?
J- June - ( fase atual de febre de Johnny Cash, famoso cantor country do Tennessee - June era o grande amor da vida dele. Quando estiver na fase dos Beatles, vai querer chamar o quê? Yoko?)
M- Laura... e Vc? Está feliz com seu nome? Quer mudar de nome também?
L- Um hum.
M- E que nome seria?
L - Puca -puca.
Sem explicacões.
M-Ah, mas esse nome é tão bonito.
B-Não quero mãe.
M-E como você quer se chamar então??
B-Elizabeth - (e fala com aquele sotaque mais lindo do mundo Elízabeth, como os americanos falam -acento no i.)
M- Era essa que me faltava, minha filha querendo mudar de nome!! Você também quer, Julia?
J- Um hum.
M- Que nome seria?
J- June - ( fase atual de febre de Johnny Cash, famoso cantor country do Tennessee - June era o grande amor da vida dele. Quando estiver na fase dos Beatles, vai querer chamar o quê? Yoko?)
M- Laura... e Vc? Está feliz com seu nome? Quer mudar de nome também?
L- Um hum.
M- E que nome seria?
L - Puca -puca.
Sem explicacões.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Antecedência
Palavrinha mágica na América é essa aí do título de hoje. Eita povo que faz as coisas previamente. Nunca vi desse tanto. O período para fazer matrícula para o ano letivo 2013-2014 - que só começa dia 21 de agosto - começou na segunda semana de janeiro nas escolas das meninas. E JÁ ENCERROU!! O dia primeiro de fevereiro foi o último dia para entregar os benditos fomrulários. Gente, faltam 8 meses!! Quem entregou, entregou, quem não entregou... bem, se você deixou pra entregar no dia 2 de fevereiro - multinha básica de 200 dólares de ATRASO. E corre o risco de ficar sem a vaga. Na turminha de 3 anos por exemplo, houve 100% de re-matrícula dos alunos da casa. A não ser que alguém desista, já era. Eu, que sou a vice-rainha da última hora (a rainha é minha irmã), sofro com um troço desses. Ah! Como eu sofro! Pensa bem, ter que escolher agora (até o dia primeiro de fevereiro passado) se seu filho vai ou não participar da Summer Program de julho de 2014! Só EU que acho muito cedo pra resolver isso?
Bom, sobre ser a vice-rainha da última hora, isso é um tanto constrangedor ( Bem, é mais constrangedor se você é de fato a rainha. E estou aqui falando dela sem autorização porque ela não grila - sabe que é verdade!) Bem, eu estou quase sempre 5 minutos atrasada - e isso aqui na América é quase um crime. Mesmo que eu acorde 5 horas da manhã, com um compromisso `as 8h - o que me dá um tempo razoável pra fazer qualquer coisa - mesmo assim, chegarei no meu compromisso 8:05. Ou 8:02. Ou 8:10. Não importa - não é na hora certa. (Em minha defesa, informo que a rainha oficial chegaria mais ou menos umas 9:20 no mesmo compromisso, né, sister?)
Estou melhorando, porque aqui a técnica utilizada para romper com este tipo de comportamento é bem eficaz - eles mexem no bolso. Atrasou pra pegar seu filho? Multa! Mas foi só 1 minuto? Multa. Vocês já sabem. Todo mês pago pelo menos uns 3 atrasos. Por pura falta de organização, já que não tenho nenhum compromisso além da casa e das meninas aqui. Pelo menos, acho que estou melhorando... ou não.
Dia desses foi o Valentine's Day - por isso o blog está todo cheio de coraçãozinho. Vou manter até o fim do mês. Love is in the air. Mas, eu não sabia - eu juro que não sabia - que eles levavam o Valentine's Day tãããão a sério. Para ser sincera, eles levam tudo tãããão a sério aqui. Se perguntarem se sabe cantar, não ouse responder que sabe! Porque se você responder que sim, eles esperam que você atinja todas as oitavas da escala, pra frente e pra trás, leia partitura, domine técnicas de respiração e lá vai. Se perguntarem se você toca piano, não se deixe enganar! Não vale tocar Pour Elise, uma ou outra peça de Mozart. Eles esperam que você toque Tchaikovsky, conheça a fundo as obras de Chopin e seja um prodígio de dedos ágeis, e execute as obras mais elaboradas para o instrumento que você disse que sabe tocar. Você disse que sabe!!! (Armadilha pura.) A querida Luana falou exatamente disso há um tempo atrás - ela está na Zoropa e, pelo relato dela, me parece que lá a coisa também funciona assim...
Enfim: Valentine's Day! ( reparem que foi semana passada e só hoje estou escrevendo sobre isso... atrasada.. Por quê, gente? Por quê? Por quê????) E, como eu não sabia que eles levavam isso tão a sério - agora eu já sei e vocês também!! - deixei pra comprar as lembrancinhas dois dias antes do dia D. Pecado gravíssimo. Criminosa!!
É assim que funciona: o Valentine's Day aqui não é bem o Dia dos Namorados no Brasil. Embora inclua namorados e casais, ele engloba todas as pessoas que amamos - amigos e família. Seria mais como um "Dia do Amor"( ai que lindo!). A tradição é que você faça algo (ou compre, mas, de preferência, faça) para seus "Valentines". É assim que são chamados aqueles que, digamos, são o alvo do nosso amor. Para as pequenas, o costume é presentear os coleguinhas de classe. Eles então seriam os Valentines delas. E aí, vocês já viram o grau de profissionalismo. Primeiro, encontra-se de tudo com a temática do Amor. Muito chocolate e muito coração. Corações de todo jeito possível e imaginável. Tecido, forminha de cupcake, saquinho de lembrancinha, fitas, até os saquinhos de colocar o sanduíche vêm estampados com corações nessa época do ano. Chocolate e doces dos mais variados também. Além disso, todo o arsenal necesseario pra você fazer cookies, doces, trufas, cupcakes e coisas gostosas e engordativas(claro!) dentro da temática. Eu tenho visto a infinidade de apetrechos e a decoração das lojas desde o início de janeiro. Mas não dei muita bola. Pecado gravíssimo outra vez. Quando faltavam dois dias para o dito dia, eis que a professora manda por e-mail uma lista com o nome dos colegas para que todos os pais pudessem mandar "Valentines" ( que também é o nome do presentinhos/coisinhas/negocinhos/docinhos/cartõezinhos que as crianças vão trocar no dia 14 de fevereiro). Então, eu caí na real: eu tinha que fazer os tais trocinhos pra dar pra cada uma das crianças. Compartilhei o meu desespero com minhas amigas brasileiras que já estão muito americanizadas, por sinal: todas elas já estavam com tudo pronto. Aff!
Não só compraram os presentinhos/coisinhas/negocinhos/docinhos/cartõezinhos, como muitas brazucas prendadas e animadas e mais loucas do que eu, acredite se quiser tinham feito os negócios, gente! Vocês me acham animada? Vocês não conhecem essas mulheres!! Fizeram ARTESANALMENTE trufas de chocolate, cupcakes recheados em formato de coração, com cobertura cor-de-rosa, cartões pintados a mão, etiquetas personalizadas! Cada coisa linda! E eu "me achando" porque sei fazer ovelha de massinha! Tsc,tsc... Algumas doidas de pedra mais corajosas ainda cozinharam jantar especial para os maridos. Juro!! Quase que pedi um autógrafo delas, gente! Mas, não dava tempo. Simplesmente, não dava. Catei as dicas ( obrigada, meninas!) e lá fui eu correr no Target, Walgreens, Walmart, e passar o dia garimpando nas prateleiras o que tinha sobrado da enorme variedade de coisas de Valentines.
Cheguei na Michaels - uma rede de lojas especializada em TUDO QUE VOCÊ PUDER IMAGINAR PARA ARTESANATO - e cadê os trem?? Perguntei pro moço, cheia de razão: Onde estão os produtos pro Valentine's Day, moço? Ele me mostrou duas míseras prateleiras com o resto do resto do resto do lado de fora da loja no sol quente. Cadê aqueles zilhões de prateleiras lotadas de coração, cupido e blá, blá, blá? Fitilhos e sacolinhas? Cadê aquela enorme variedade de coisas de Valentines? (Você pensa assim: esse tanto de coisa vai sobrar tuuuudo nas prateleiras... Ledo engano. O povo já tinha comprado tudo, minha gente. No lugar, tinham coisas de Páscoa. Ahmmmm??? Ovos de todo jeito, coelhos de todas as cores, cenouras de pelúcia, e muitos itens com a temática religiosa - cruzes, bíblias, versículos... A Páscoa aqui já começou.
No final, foi muito bom viver esse momento: interessante e cansativo intenso! Acabei a montagem mais de meia-noite ( lembrei no final da tarde das pobres coitadas das professoras e lá fui eu de novo atrás de algo mais apropriado). As meninas curtiram bastante todo o processo: as compras, a montagem das sacolinhas, a troca de Valentines. Chegaram em casa como quem chega de 15 aniversários ( são 15 colegas): saquinhos, cartões, brinquedos, bolhinhas de sabão, chocolates e etc...)
As comemorações continuam o ano todo. Cada hora uma coisa. Semana do Buckaroo (cowboy), Saint Patrick's Day, Páscoa, Dia das Mães e por aí vai. Nunca vi tanta festividade!
Antecedência.
Vamos ver seu eu tenho conserto.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Problemática (ou Potty Training)
Eu devo ter problema mental. Não qualquer um. Algum grave. Porque vai gostar de sofrer assim lá longe! Como se não bastasse todo o meu sufoco cotidiano, todo o meu lava-seca-guarda-arruma-cozinha-aspira-e-ainda-tem-o-francês, como se tudo isso fosse pouco, ainda tem a quantidade excessiva de filhos. Pois, como se isso já não fosse suficiente, cá estou sempre a inventar coisas ( ó o potuguês de Portugal aí de novo). Sempre visando dificultar a minha vida, que já não é fácil. Crio coisas do nada, resolvo, decido, invento e está feita a confusão. E é por isso que eu acho que tenho algum problema dos brabos. Deve ser pobrema de nervo, daqueles que precisam de ajuda profssional . Foi assim que eu inventei de tirar a chupeta das meninas justo na semana que minha mãe foi embora (se arrependimento matasse, eu estaria dura, estatelada, a sete palmos em coma. Porque se eu soubesse o tanto que o sono delas iria piorar, eu deixaria elas de chupeta até uns 12 anos.) Não bastasse a experiência das chupetas, caí em tentação mais uma vez, e resolvi tirar a mamadeira. Minhas filhas já não comem nada direito, e eu resolvo tirar delas a quase-única coisa que elas ingerem. Seria até bonito eu falar que estava preocupada com a dentição e tals. Mas, o motivo foi mesmo menos nobre.: elas eram as únicas da escola com mamadeiras e eu não queria que as pessoas olhassem pra elas como se elas fossem extra-terrestres. Aos 2 anos, aqui NENHUMA criança mama mamadeira e a Bia já está com 4 anos. Então, eles ficam chocados. São semi-adultas que já deveriam estar fazendo a própria cama, arrumando a mesa do jantar e pasando roupa! Eu queria dizer: Danem-se vocês, minhas filhas vão mamar até quando eu achar que devem. Mas, não, não sou assim, tão cheia de opinião. Além do mais, faz mal pros dentinhos... Ainda bem que esse passo não foi traumático, elas se adaptaram bem ao sippy-cup e as mamadeiras foram aposentadas, sem necessidade de apelar para o Bom Velhinho, porque afinal, estamos meio longe do Natal...
Depois da bem-sucedida saída pela direita das mamadeiras, eu criei fôlego novo. E no meio do meu caos particular, inventei de tirar a fralda da Laura. O nome aqui é bonitinho - Potty training, mas não se deixe enganar! É tão difícil como tirar fralda de criança em qualquer lugar do mundo. Aquele transtorno que só quem já passou por isso pode entender. Eu não sei porque, mas acho mais difícil a cada filha. Achei mais fácil o desfralde da Júlia, em segundo lugar o da Bia, mas o da Laura tem sido o mais difícil. O motivo do desfralde mais uma vez foi a escola. Explico: se Laura não estiver totalmente treinada até junho/julho, não pode passar de ano na escolinha- as aulas aqui começam em agosto. Na turma dos 3-y-o (crianças de 3 anos), as professoras não trocam fraldas. Então, a criança precisa ser completamente independente para ir ao banheiro. Inclusive se limpar sozinha e lavar as mãos. E com eles, não tem conversa e nem jeitinho: não sabe usar o banheiro, fica na turminha dos 2-y-o! Por isso, a professora já vinha falando comigo desde o Natal, para começarmos o "treinamento" /"desfralde" da Laura. Então eu comecei. Com um mês de atraso, mas comecei. E tudo se complicou ainda mais na minha vida (eu sei que vocês já entenderam isso, mas é que eu quero falar de novo!) Sigam comigo : Primeiro pense em uma apartamento com carpete. Agora pense em uma casa que não tem tanque. Mais um pouco de esforço e pensem na minha vida sem empregada, ajudante, secretária, diarista, babá, mãe, sogra, vizinha ou qualquer alma caridosa que me ajude.
Depois da bem-sucedida saída pela direita das mamadeiras, eu criei fôlego novo. E no meio do meu caos particular, inventei de tirar a fralda da Laura. O nome aqui é bonitinho - Potty training, mas não se deixe enganar! É tão difícil como tirar fralda de criança em qualquer lugar do mundo. Aquele transtorno que só quem já passou por isso pode entender. Eu não sei porque, mas acho mais difícil a cada filha. Achei mais fácil o desfralde da Júlia, em segundo lugar o da Bia, mas o da Laura tem sido o mais difícil. O motivo do desfralde mais uma vez foi a escola. Explico: se Laura não estiver totalmente treinada até junho/julho, não pode passar de ano na escolinha- as aulas aqui começam em agosto. Na turma dos 3-y-o (crianças de 3 anos), as professoras não trocam fraldas. Então, a criança precisa ser completamente independente para ir ao banheiro. Inclusive se limpar sozinha e lavar as mãos. E com eles, não tem conversa e nem jeitinho: não sabe usar o banheiro, fica na turminha dos 2-y-o! Por isso, a professora já vinha falando comigo desde o Natal, para começarmos o "treinamento" /"desfralde" da Laura. Então eu comecei. Com um mês de atraso, mas comecei. E tudo se complicou ainda mais na minha vida (eu sei que vocês já entenderam isso, mas é que eu quero falar de novo!) Sigam comigo : Primeiro pense em uma apartamento com carpete. Agora pense em uma casa que não tem tanque. Mais um pouco de esforço e pensem na minha vida sem empregada, ajudante, secretária, diarista, babá, mãe, sogra, vizinha ou qualquer alma caridosa que me ajude.
Pois é, sintam minha situação... Roupa suja de xixi se lava onde? Na pia do banheiro! (não tem tanque, relembrem comigo) E de cocô? (Na pia do banheiro entupiria...) O que que eu faço com aquilo? Jogo a roupa fora? Não... deve haver uma maneira mais econômica. Então, tenho a idéia de gênio - lavar na privada! Quer lugar melhor pra jogar cocô fora? Lá vou eu então, lavar roupa suja de cocô no vaso sanitário. Como fazer? Vejam o passo-a-passo: Primeiro, limpamos o vaso com os Clorox/Lysol ou qualquer outro limpador da vida que aqui tem de monte- ainda bem! Depois, lavamos a roupa com descargas e mais descargas. Uma vez retirado o excesso, por assim dizer, podemos lavar a roupa na pia do banheiro. Água quente-pelando-queimando a mão. Enquanto isso, o que fazer com a criança? Então vamos lá, a ordem não deu certo. Primeiro, lavamos a criança na pia com água não-tão-quente e sabonete líquido ( detalhe muito importante!). A seguir, colocamos a criança na banheira. Depois secamos a criança, colocamos uma outra roupa (cuidado para não cair em tentação de tacar-lhe uma fralda para evitar maiores dissabores.) Enquanto isso, a roupa suja está no chão. Aí é que começa o processo da pré-lavagem em vaso sanitário. E a criança lá olhando e dizendo "Pee-you" que seria um "Eca!" ou então "Stinky!" " Que fedido!" A mãe não sabe se ri ou se chora... Depois de pré-lavado no vaso sanitário, lavado na pia de água quente, encaminhamos a vestimenta para pra máquina de lavar também com água quente. Lavamos separadamente de todas as outras roupas ( ainda não estou no estágio americano-de-ser que lava cuecas e calcinhas com panos-de-prato.) Repetir o procedimento quantas vezes for necessário.
Lembrando que nem sempre o passo-a-passo dá certo, porque no meio de tudo a criança pode sair correndo pelada pela casa ANTES de passar pelo estágio da pia e sentar-se calmamente no SOFÁ!! Neste caso, soma-se ao processo a limpeza do sofá ( que - ainda bem - é de couro impermeável!!)
Depois de três semanas, os acidentes diminuíram e estou persistente: fralda só pra dormir.
Mas, pra falar a verdade, eu estou um bagaço! Ou melhor dizendo: Je suis trop fatigué!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Édipo
B=Mãe, a Júlia vai casar?
M= Vai, sim, filha. Um dia...
B= Quando?
M= Vai demorar uns anos, espero,mas não muitos, porque não quero filha beata dentro de casa de jeito nennhum.
B= Eu também vou casar...
M= Ah é?
B= Um hum.
M= E posso saber com quem?
B=Com meu pai. Claro!
M=Ufa! Mas e a mamãe? Como é que fica a mamãe?
B= Eu caso com o papai e você vai ser a nossa filha, ué!
Simples assim.
P.S.: O título correto do post seria Electra.
M= Vai, sim, filha. Um dia...
B= Quando?
M= Vai demorar uns anos, espero,
B= Eu também vou casar...
M= Ah é?
B= Um hum.
M= E posso saber com quem?
B=Com meu pai. Claro!
M=
B= Eu caso com o papai e você vai ser a nossa filha, ué!
Simples assim.
P.S.: O título correto do post seria Electra.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Picky eaters
É assim que se chama aqui as pessoas que são enjoadinhas pra comer. São " comedores exigentes" pra traduzir ao pé da letra. Ou implicantes: implicam com a comida, são muito seletivos. Pois então, aqui tenho uma turminha de picky eaters. E eu não me conformo. Olha, sou de uma família que a picky eater mais picky de todas sou eu, simplesmente porque não gosto de piqui, jiló e chicória. E não morro de amores por guariroba e rabanete. Pronto. Na lista de todas as comidas que me foram apresentadas na vida (todas as milhares de folhas/verduras, frutas, tubérculos e grãos,) essas cinco coisas me renderam o título de "chatinha pra comer". Aliás, quatro e meia, porque guariroba eu como, mas não morro de amores. Então, eu achava que chatinha pra comer era isso: uma pessoa que não comia umas quatro - cinco coisas. Eu não imaginava que uma pessoa pudesse sobreviver sem comer nenhuma verdura. Eu não imaginava que poderia se almoçar sem uma salada. Até casar e ter filhos...
Eu fico tentando converter o povo daqui de casa pra comer mais saudável. Pelo menos, mais variado. E como eu disse no post anterior, as pessoas têm aprovado, digo, as pessoas com mais de um metro de altura. As outras são meus pequenos desafios.
A Pequena, além de sopa de vento, inventou mais uma: não come carne. Vegetariana aos 2 anos! Eu mereço! E isso lá é idade de definir filosofia de vida? Lembrando que ela não come verduras, ou seja, vegetariana que não come vegetal. Que nome tem isso? Faquir?
Beatriz tampa o nariz na sessão de "hortifruti" do supermercado. Diz que é fedido. Se fosse em uma peixaria, eu concordaria. Até em frente a um açougue, daria pra entender. Mas no meio das bancas de batatas, abóboras, morangos e melancias? Eu tenho problema de nariz ou isso não tem cheiro de nada???
Bem, eu não tenho a ilusão de que as meninas vão comer tirinhas de pimentão amarelo, vermelho e verde, brócolis e couve flor, crus no almoço [( acredite se quiser, as crianças daqui levam isso nas lancheiras e mandam ver!). Pra vocês verem que americano come melhor do que a gente imagina. Comida americana não se resume ao que as pessoas consomem nos parques de Orlando ( algumas pessoas têm essa impressão). Não! As pessoas aqui não vivem de pizza e batata frita. (Ok, algumas vivem.) Porém, vamos ressaltar que comer bem não significa necessariamente que a comida seja gostosa. ] Mas, olha, eu só queria que elas comessem um bauru! Carne moída com batatinha. Purê. Tomate.
Uma alternativa que estou empregando com essas picky eaters é o uso de suplemento com vitaminas, uma coisa que americano A-D-O-R-A! E eles têm as vitaminas com consistência de jelly bean, uma espécie de jujuba, com formatos de ursinho. Coloridas e gostosinhas.( eu experimentei. ok, não sou parâmetro.) Mas, as meninas gostam (não sabem que são vitaminas, acham que é balinha). O fato é que isso tem salvado a vida das minhas filhas! Dois ursinhos fornecem mais que o necessário de vitaminas A,C,D,K, e mais um tanto do complexo B. Minha última aquisição foram os "gummyvites" de fibra, porque com essa dieta riquíssima, não é de se assustar que elas sofram com intestino preso.
![]() |
| Fica a dica! |
Para as mães que compartiham das mesmas angústias que eu, infelizmente eu não tenho nenhuma fórmula mágica e nenhum conselho... Eu leio, leio a respeito, mas por enquanto nada funcionou aqui. Tenho, sim, alguns alentos: criança não morre de fome em casa que tem comida (criança só morre de fome se não tiver o alimento, e graças a Deus, esse não é o nosso caso.) Acreditem, insistam, porque melhora. Até macaco velho aqui em casa tem entrado na linha (te amo, amore!). E Miss Teenager come muito mais variedade hoje do que comia há uns anos atrás. Traduzindo: sempre há esperança! É tudo que posso compartilhar no momento.
Se esse é seu problema também, good luck pra nós!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Índios, lobos e a tempestade
Aos meus leitores, em especial aos meus pais e irmãos, um pouco de descontração nesses dias de tempestade.
Lembrando sempre que M=mamãe, P=Papai, J=Júlia, B=Bia, L=Laura e V=vovó.
Laura vai dar uma colherada na comida e está quente.
L= Hot, mommy, Véui hot. Sópa pa mim?
M= Ok, vou soprar bem forte. ( E faço aquela cara de quem vai soprar beeem forte. Umas três vezes eu soprei a comida, enchendo bem o peito de ar).
L= (olhando pra mim com a cara mais desconfiada do mundo); Mãe?? Você não é o lobo mau, né?
B= Mãe, vou ser um "índio" nesse Natal!!
M= Ahm?
B= Um "índio", mamãe. Na peça de Natal da escola.
M= (Gente! Será que é inclusão racial no teatrinho de fim-de-ano ou minhas filhas estão confundindo as tradições? Laura já resolveu que no Outono as abóboras são na verdade, cebolas; no Thanksgiving ela resolveu que a ave celebridade é o Pinguim e não o Peru... O que será que a Bia quer dizer com "índios" no Natal?)
M= Bia, índios são no Thanksgiving, honey.
B= Nãããão, mãe. Vou ser índio no Natal. A professora que falou!
M= Certeza?
B=Um hum. "Índio" com asas! Vamos cantar uma música.
M=(Isso está ficando cada vez mais estranho...) Bia, fala devagar.
B=ín-dio, ên-dio, ên-dio...
M=Ahmmm! É angel!! Você vai ser um angel! ( agora, sim, tudo fez sentido)
***
"Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para outra margem do lago; e partiram.
Enquanto navegavam, Ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de naufragar. Chegando-se a Ele, despertaram-no, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança.
Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e `as ondas repreende, e lhe obedecem?
Lembrando sempre que M=mamãe, P=Papai, J=Júlia, B=Bia, L=Laura e V=vovó.
Laura vai dar uma colherada na comida e está quente.
L= Hot, mommy, Véui hot. Sópa pa mim?
M= Ok, vou soprar bem forte. ( E faço aquela cara de quem vai soprar beeem forte. Umas três vezes eu soprei a comida, enchendo bem o peito de ar).
L= (olhando pra mim com a cara mais desconfiada do mundo); Mãe?? Você não é o lobo mau, né?
***
B= Mãe, vou ser um "índio" nesse Natal!!
M= Ahm?
B= Um "índio", mamãe. Na peça de Natal da escola.
M= (Gente! Será que é inclusão racial no teatrinho de fim-de-ano ou minhas filhas estão confundindo as tradições? Laura já resolveu que no Outono as abóboras são na verdade, cebolas; no Thanksgiving ela resolveu que a ave celebridade é o Pinguim e não o Peru... O que será que a Bia quer dizer com "índios" no Natal?)
M= Bia, índios são no Thanksgiving, honey.
B= Nãããão, mãe. Vou ser índio no Natal. A professora que falou!
M= Certeza?
B=Um hum. "Índio" com asas! Vamos cantar uma música.
M=(Isso está ficando cada vez mais estranho...) Bia, fala devagar.
B=ín-dio, ên-dio, ên-dio...
M=Ahmmm! É angel!! Você vai ser um angel! ( agora, sim, tudo fez sentido)
***
"Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para outra margem do lago; e partiram.
Enquanto navegavam, Ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de naufragar. Chegando-se a Ele, despertaram-no, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança.
Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e `as ondas repreende, e lhe obedecem?
Lucas 8: 22-25
Assinar:
Postagens (Atom)











