sábado, 23 de junho de 2012

No olho do furacão


Para quem também quer se aventurar a descobrir o Texas, é importante saber que aqui tem furacão!!
Bem, soa um pouco assustador pra nós saber que estamos morando em um Estado que está no "olho do furacão" , ou melhor dizendo, na rota predileta dos furacões. Mas, não é bem assim...
Eles - os furacões - não aparecem o ano inteiro, tem um período específico do ano pra eles darem o ar de sua graça. Para informação de todos os leitores : "ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE FURACÕES!! ESTEJAM PREPARADOS."  Isto é o que se lê por todos os lados, em avisos nas estradas, em folhetos nos supermercados, e  até em e-mails pessoais que a Prefeitura de Houston e arredores manda pra seus residentes. Eu mesma recebi o meu. Nesses folhetos/e-mails/avisos, as autoridades ensinam o cidadão a se preparar para receber o afamado.
Então, todas as pessoas têm acesso a números e estatísticas, mas, principalmente, a  instruções para manter sua própria segurança. São medidas bem interessantes e práticas. Uma dessas instruções é a de manter um kit de sobrevivência, que inclui lanterna, cooler com alimentos não perecíveis e  muita água. Recomendam o suficiente para 7 dias. Também sugere-se ter um pequeno kit de primeiros socorros, que sinceramente, não serve pra nada se você estiver morrendo, mas serve se você se machucou um pouquinho e o hospital está longe. Então, um pouco de álcool a 70% e umas gazes podem quebrar seu galho. Interessante que orientam a sacar dinheiro extra, porque os bancos não ficam abertos no meio  do furacão e os caixas automáticos (ATM) podem não funcionar em virtude das quedas de energia. Um radio ou TV a pilha são também itens importantíssimos para o sujeito ouvir as notícias, com instruções para onde ir, quais estradas estão bloqueadas, essas coisas. 
Existe toda uma rota de evacuação, just in case, de tal forma que todas as pistas das auto-estradas ficam todas em uma só direção: a de saída.







Você não é obrigado a sair. As autoridades recomendam, mas no país da liberdade, você só sai se quiser. Pode ficar, se for louco. Mas, eles deixam bem claro: não espere que alguém venha te socorrer se houver uma emergência. Você está no meio do furacão por sua conta e risco. Ninguém vai se arriscar por você.


A pequena temporada de furacões nessa região começa oficialmente no dia 1º de junho e vai até o dia 30 de novembro!! Mas, o pico acontece nos meses de agosto e setembro. Os furacões se formam sobre as águas mornas do Oceano Atlântico no Golfo do México (a água quentinha de Galveston tem seu preço...). Por isso, os Estados mais afetados são os que têm litoral no Golfo: Florida, Louisiana, Mississipi e Texas.O Alabama menos, porque tem só uma pontinha de litoral. Desde 1851, nada menos que 63 furacões apareceram na costa do Texas. É uma média de um furacão a cada 3 anos.




É interessante saber que os grandes danos causados pelos furacões não são pelos ventos em si, mas pelas tempestades que provocam. Pra se ter uma ideia, o Furacão Andrew, que passou por aqui há 20 anos, foi considerado um dos mais devastadores da região, tendo levado vinte e seis pessoas `a morte. Vinte e seis!

Pra quem está aí morrendo de medo só de ler,  e se gabando de não ter furacão no Brasil, transcrevo o texto retirado do site noticias.uol.com.br de 15/03 de 2011:
O número de mortos na tragédia na região serrana do Rio de Janeiro subiu para 902. No dia 12 de janeiro uma enxurrada atingiu vários municípios.
Em Nova Friburgo, há 426 mortos. A cidade de Teresópolis - a segunda mais castigada - contabiliza 379 vítimas. O distrito de Itaipava, no município de Petrópolis tem 71 mortos; Sumidouro o maior produtor de verduras e legumes do Rio, tem 21 mortos; São José do Vale do Rio Preto, quatro; e Bom Jardim, um morto.

Infelizmente, esse é um quadro que se repete no Brasil ano a ano, com as chuvas de janeiro. Todos sabem que vai chover, vai ter tempestade, desabamento, soterramento... e niguém se prepara. O caos se instala depois que a tragédia já aconteceu, com  alto custo e prejuízos inestimáveis - vidas de pessoas.
 A diferença aqui é o preparo. Todos esperam pelo furacão, existe uma infra-estrutura e educação continuada, para diminuir os efeitos, caso o furacão apareça.  Porque pode nem aparecer. Se Deus quiser!!! Então,  a soma de vinte e seis mortos em 1992 é considerada a maior tragédia dos últimos tempos. E é por isso que não fico com (tanto) medo.


Anyway, já começamos a montar nosso kit. ;)



P.S.:  O título do post "No olho do furacão" não é uma expressão correta, apesar de consagrada pelo uso,  pois trata-se de um local seguro. No olho do furacão , não se formam ventos e nem tempestades.  Da próxima vez que a coisa estiver feia, experimente dizer: "Estou nas bordas do furacão!"  Porque é lá que o bicho pega.
P.S.2: Para quem achava que Furacão só tem nome de mulher - e daí aquele tanto de piada machista - saibam que  Furacão tem nome de homem, também. Geralmente,  quando um é nome de mulher,  o próximo é nome de homem.
P.S.3 : Venham nos visitar, gente! 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Our trip to San Antonio

Há tempos temos planejado uma viagem a San Antonio, TX. Afinal de contas, tenho que fazer jus ao nome do blog e descobrir um pouco do Lone Star State, também, né?  Esse fim-de-semana, Christiano teve uma trégua do curso e fomos, finalmente passar uns dias lá.

San Antonio é a sétima  maior cidade dos Estados Unidos e segunda maior cidade do Texas. Com 1,3 milhões de habitantes, perde apenas para Houston, que tem 5 milhões. Fica a 197 milhas daqui, ou seja mais ou menos 3 horas de viagem.
Seu nome é uma homenagem a Santo Antônio, o santo casamenteiro do dia 13 de junho. A influência católica é bem grande, fruto da presença espanhola na região e deu `a cidade um aspecto mais parecido com o México e a América Latina do que com os Estados Unidos em si. Na verdade, essa influência é bem presente em todo o Estado do Texas, mas em San Antonio adquire mais visibilidade.  De fato, achei algumas construções bem familiares, parecidas com prédios históricos do Rio de Janeiro e do Recife.


San Antonio tem passeios turísticos imperdíveis, como o Riverwalk  e a Torre das Américas.
A cidade tem um centro histórico que é uma graça, com ruas lotadas de restaurantes e bares, com comida e diversão de todo jeito. Tem até FOGO DE CHÃO,  autêntica churrascaria gaúcha que dispensa comentários (Houston também tem). Passeios de charrete e de bondinhos também dão um ar bucólico ao centro. Algumas ruas conservam teatros intactos da década de 20, como o Majestic.  A gente se sente num cenário de filme. 


Tower of the Americas
Subimos na torre de elevador panorâmico até o observatório, que tem vista de 360º da cidade a 750 pés de altura ( mais ou menos 228 m) ou 70 andares.


 The ALAMO
 O ponto histórico alto da cidade é o ALAMO, um símbolo da resistência do Texas, na tentativa da independência do México em março de 1836.  Nesta batalha, a "República do Texas " perdeu e todos os seus defensores morreram. Este lugar foi consagrado como santuário e tem elevado valor histórico-cultural para os texanos. (Pra quem não sabe, o Texas já foi México, mas conseguiu se tornar um país independente - a República do Texas, em abril do mesmo ano, em outra batalha famosa, a de San Jacinto. Por isso -por ter sido um país autônomo - hoje é o único Estado dos EUA que pode ter sua bandeira flamejando na mesma altura qua a bandeira americana).


`A beira do Riverwalk, também tem bares e restaurantes que dão um certo charme europeu `a cidade, com mesas com sombrinhas abertas e as pessoas comendo um lanchinho ou simplesmente tomando um café. Fizemos o passeio de barco, que dura mais ou menos 45 minutos, com o condutor do barquinho passando por todos os pontos turísticos mais relevantes da cidade.


Fora isso, tem uma infinidade de coisas pra se fazer e visitar, como museus, zoológicos, grutas e parques temáticos, tendo como mais famosos, Sea World e Six Flags. Optamos pelo Six Flags, porque já conhecíamos  Sea World de  Orlando e San Diego.







O parque é muito bom, e eu o "rankeei" como "one step less" em relação aos parques DisneyWorld/Disneyland, ou seja, segundo lugar. (Porque claro, nada se compara ao Mundo Maravilhoso de Walt Disney!!!). O calor estava infernal, mas acho que as crianças aproveitaram bastante.







Júlia alugou, alugou, fez pressão, fez chantagem e eu fui nessa montanha-russa (Boomerang) com ela. O carrinho sobe de ré até o ponto mais alto e depois é solto pra fazer o percurso "normal". Uma vez tendo feito os loops , descidas e remelexos, ele sobe de novo e faz  o percurso todo de volta, de trás pra frente. Entrei gelada (e olha que estava uns 39ºC), pés e mãos suados. Fiquei o tempo todo de olhos fechados -com exceção de uma fração de segundos da qual muito me arrependo. Saí de boca seca, coração acelerado, sem sentir as pernas.  Eu era uma aula prática de Fisiologia/ Farmacologia ambulante. "Efeitos da adrenalina."  Essa carinha aí foi antes de entrar no brinquedo. Lógico.




  As loucas da Júlia e Tatá queriam ir nesse aqui, mas - graças a Deus! - amarelaram.  Esse eu já disse de antemão: Não vou. Chama-se Sky-Screamer, são cadeirinhas de balanço elevadas a um altura de 20 andares, que ficam girando, subindo e descendo. Dizem que a vista  de San Antonio downtown é magnífica e que vale a pena. Dispenso.


 .

Nesse brinquedo, Lalinha foi 6 vezes.


Tem muita coisa pra fazer e visitar, mas com crianças pequenas, as opções ficam meio limitadas, porque o passeio tem que ser bacana pra elas, também. Queríamos ter ido nas grutas, que - dizem- são imperdíveis. Mas, não tem desespero, porque já estamos planejando voltar em setembro:)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tamanho GG

Aqui nos EUA, tudo é enorme. Os carros, as vagas (ainda bem!), os prédios, as rodovias, e por aí, vai. Eles não se contentam com coisa pequena. Até os laços das meninas são gigantescos. No começo, é um pouco estranho a gente ver aqueles bebezinhos pitchuquinhos com adereços enormes que lembram Carmem Miranda. Depois, a gente acostuma e passa a achar fofinho. Moral da história: os laços daqui de casa foram evoluindo.



Ninguém aqui compra uma cartelinha de aspirina...  Nem acho que é pelo tamanho, mas é que é tão barato, que não daria pra cobrar. Imagina, se 120 comprimidos custam menos de 1 dólar, eles iam vender 10 comprimidos por  o quê? 10 centavos??


Sonho de consumo. Apesar de ser um produto hispânico/ latino (como eles gostam de denominar tudo que não é dos EUA/Canadá), eu só encontrei aqui na América do Norte. Olha que delícia, praticamente um litro de leite condensado, nessa embalagem super prática encontrada em tudo quanto é supermercado daqui. 

Super comum por essas bandas os carrinhos que cabem duas crianças. Simplesmente porque as mães não podem se dar ao luxo de empurrar dois carrinhos, porque estão sempre (na maioria das vezes, melhor dizendo) desacompanhadas. Sem ajuda, sem marido, sem babá, sem sogra, sem mamãe. PEREIRÃO!  E assim, nasceu o apelido e começamos a chamar as americanas com esse nome. Não assisti um capítulo da novela, mas ouvi dizer que PEREIRÃO era mulher macho, sim senhor. No melhor sentido. E aqui está cheio delas. No melhor sentido, também. Elas fazem compras, com aquele bando de criança, sem ninguém ajudando. Vão ao shopping, levam os filhos ao Zoo, ao parque, ao museu( semana passada no Museu de Finas Artes, tinha uma mulher da minha idade com 5 crianças!!!)  PEREIRÃO, gente! E eu achando o máximo conseguir ficar sem babá, com minha mãe a tiracolo. 



A gente vê muito Carrousel por aqui. Eu adoro!( Minha labirintite nem tanto! Saio vesga de tão tonta)
 É um brinquedo old-fashioned, mas cheio de charme e nostalgia. Sempre levamos as meninas.  Esse do Memorial Mall tem dois andares. 


Ó o tamanho das batatas!! A gente fica pelejando pra escolher as menores, pra não ter que guardar pedaço na geladeira.

E, pra finalizar, a empolgação do meu vizinho, que decorou sua porta com essa pequena guirlanda, que mais parece uma coroa. Achamos que tinha até morrido alguém, mas é só a felicidade com a primavera, mesmo!! (Detalhe para o pequeno "coelho" de cimento, que faz parte da decoracão!!!)




domingo, 10 de junho de 2012

Dois meses na América!



Ontem comemoramos dois meses em solo americano. Nunca ficamos aqui tanto tempo!!
Então, nesses dois meses, diferente das outras vezes que viemos,  deixamos de ser turistas para sermos moradores. Com todas as implicações  - boas e ruins - que isso inclui.
O saldo, como já disse anteriormente, é muito positivo. Mas, todo aniversário traz consigo algumas reflexões. E, como eu não quero cansar ninguém, nem soar repetitiva, vou apresentar um pequeno balanço destes dois meses de forma rápida.



- Há dois meses não vou ao salão de beleza...
Isso significa que há dois meses não faço as mãos e pés, nem retoco as minhas luzes. E não, não estou um monstro. Retoco as raízes em casa e uso base nas unhas, bem basiquinha, mas arrumada. Comprei um secador profissional e eu mesma faço (ou minha mãe faz) minha escova. Uso um shampoo e um creme melhor e isso tem bastado. Mas, sim, estou parecendo o Saddam Hussein, pois há dois meses não faço as sobrancelhas. Preciso achar urgente um local para fazê-las, custe o que custar.



- Há dois meses não tenho empregada ou babá...
E sobrevivi ao desafio japonês! Consigo viver sem elas, mas apenas aqui na terra do tio Sam, onde as coisas são mais práticas e facilitam e muito a vida da dona-de-casa. Não sei como fazer quando voltar ao Brasil, pois estarei mais exigente com as coisas, já que agora sou eu que cuido. Ah! E isso só tem sido possível porque minha mãe está aqui me ajudando.



- Estou um fenômeno nas auto-pistas!
Já falei isso antes, mas vou repetir, pois estou orgulhosa de mim!! Não uso o GPS pra nada, mas uso o aplicativo do googlemaps do iphone, que nada mais é do que um GPS... Olho antes de sair de casa, e vou sempre pelas highways. A não ser quando quero explorar um novo lugar. Aí, vou por baixo, para sentir o clima.
No quesito trânsito, também tenho aprendido que: nem todo sinal vermelho te manda parar e nem todo sinal verde te garante ir. Isso é bem interessante, depende mais da direção ( direita/esquerda) que você vai do que da cor do sinal em si.
Mas, todas, todas as vezes que vc ler STOP, é pra parar. Mesmo. Completamente. Não importa se são 2h da manhã, ou se não vem carro nenhum. STOP é PARE. E ponto final.



- Estou curtindo muito a minha família.
Exatamente como planejei.  Tem sido um tempo de convívio intenso e  maravilhosas descobertas. Como disse uma amiga, eu estou descobrindo as meninas, e não o Texas.




- Estou achando tudo caro.
Bem, essa não é exatamente uma novidade. Mas, antes, quando a gente vem como turista, a gente "pira" com o preço barato das coisas, em relação ao Brasil. Fica doido nos outlets, compra tudo quanto é roupa, sapato, brinquedo. Porque tudo no Brasil é mesmo (muito) mais caro. Agora, que estamos morando aqui, o consumo é bem mais consciente, considerando que não estamos ganhando... E esse é um dos maiores desafios que temos: viver no país do consumo e ter que segurar a onda. Viver com orçamento limitado, coisa que não estávamos acostumados no Brasil.


- Eu consigo viver com 1/9 das minhas roupas.
Quando vim pra cá, trouxe apenas 1/3 das minhas roupas e sapatos. O resto doei, vendi,  ou simplesmente deixei pra trás. Consigo viver aqui com 1/3 das coisas que trouxe, ou seja, 1/9 do que tinha.  É claro que, por não estar trabalhando fora, isso reduz as chances de usar diferentes looks. Não temos uma vida social ainda, e isso também deve ser levado em consideração. Mas, só pra refletir: Será que precisamos mesmo de tanta coisa? Tanto acessório. tanto relógio, tanta bijoux? Nossos filhos precisam mesmo de tantos brinquedos?





- Estou com saudade das pessoas.
Saudade das pessoas que eu amo e que ficaram no Brasil. Não de lugares, não de comidas, não de coisas. De pessoas. Sei que a saudade de tudo isso que enumerei vai acontecer um dia. Mas, não aconteceu ainda. Sei também que a saudade começa a apertar por volta dos 6 meses. Ainda não chegamos lá.  Como diz Angelina Ballerina: um passo de cada vez. (Filosofia de uma mãe antenada com os desenhos.)

Por enquanto, o que tenho a dizer é que sou grata a Deus por  estes dois meses que Ele tem nos dado como verdadeiro presente. Oportunidade única de vivenciar coisas diferentes, pessoas diferentes, hábitos diferentes, língua diferente.

Que venha o terceiro mês!!!


quinta-feira, 7 de junho de 2012

A saga da escola - parte 2

Então...
Pelo pouco que vivenciamos nesses dias, posso escrever algumas mal-traçadas linhas sobre o assunto: ESCOLA PRA CRIANÇAS.
Todas as escolas - públicas e privadas- são bem rigorosas no quesito saúde. É uma exigência o cartão vacinal em dia. Eles checam MESMO. De verdade.
Memorial High School (public school) - Entreguei o cartão em português para a enfermeira e a ajudei na tradução. Uma das doses de varicela da Júlia ainda não tinha sido realizada, pois chegamos em abril e a dose deveria ser dada em 24 de maio. Na primeira semana de maio, chegou aqui em casa uma correspondência da escola, nos "relembrando" que a vacina iria vencer. Também na correspondência, vinha anexado uma requisição especificando qual vacina ela deveria tomar e uma folha com alguns lugares onde ela poderia tomar a vacina de graça ou a custos baixos. Como venceria apenas 24 de maio, não realizamos de imediato. Uma semana depois, como não havíamos realizado a vacina, a escola mandou de novo outra carta. A mesma coisa.

Antes de poder frequentar, Júlia passou por uma enfermeira que fez uns testes para checar  se não havia problemas na coluna, além de teste de acuidade visual e auditiva.
Nós já havíamos realizado os testes no Brasil, porque pela internet,  eu tinha visto que era uma exigência da escola. Mas, chegando aqui, fizeram os testes de novo.
BDCS e FBA (private schools) - Entregaram um formulário próprio da escola de vacinação e solicitaram que fosse preenchido por um médico. Além de exigirem o cartão vacinal, também exigiram o nome do médico, com telefone e endereço pra onde levar a criança em caso de emergência. Aliás, precisava de dois nomes. Dois médicos. Caso o pai não seja achado, a mãe não seja achada, o médico número 1 não seja achado... precisava do médico número 2. Entreguei o form com o nome de um médico só e eles não aceitaram. Precisei escrever no campo 2 "whomever on call" (quem estiver de plantão), porque essa poderia ser uma opção. Mas, tem que ter um segundo contato médico para emergência. Além disso, também deve-se levar um atestado médico em formulário específico de que sua criança é saudável.
Além disso ( de novo!), tive que preencher um formulário explicando que a criança não tem nenhuma alergia, nenhum problema de saúde, essas coisas. Na escola 1,  Beatriz  ainda teve que fazer um teste (assessment test), que checa as habilidades psico-motoras da criança. Mais 100$.
Bem, não serve só o contato médico...
Tem que providenciar também o contato de duas pessoas (mais duas) fora os pais -  também não podem ser os  médicos - em caso de emergência. Pensa o transtorno de arrumar 2 médicos + 2 pessoas para o contato de emrgência! Expliquei que não conhecia quase ninguém aqui (tem que ser da cidade), que não poderia sair pedindo isso para pessoas com as quais não tenho nenhuma intimidade. Pensem na cena: "Hi, I am Cristiane Santos. Nice to meet you, Fulana de Tal, quer ser o contato de emergência da minha filha??" Acabou o Christiano colocando como emergência um colega da turma dele lá do ELS.
Com tudo providenciado, recebi um aviso da secretaria da escola que a vacina da Laura de Hepatite A vence em julho e que eu deveria providenciá-la antes de começar o ano escolar (agosto/setembro).  Deixei o cartão lá de manhã e fui avisada á tarde do mesmo dia. Não falei que eles checam, de verdade?
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Júlia teve praticamente 8 semanas de aula depois que chegamos aqui e já está de férias. Neste período, ela teve dois treinamentos para incêndio. Falei sobre o primeiro treinamento em outro post. Depois daquele, teve mais um.
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Todos os staffs da escolas 1 e 2 (private) são treinados em CPR (Ressucitação Cardio Pulmonar), e nas duas escolinhas tem desfibriladores automáticos em todos os corredores. Não vi na Memorial, mas assumo que deve ter também.



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O custo da escola da Júlia tem sido 0.00 US$, mas, para isso, temos que morar na região mais cara de Houston, como eu já disse. Então, nosso aluguel é bem salgado. Para ter acesso `a  educação pública, depende do seu tipo de visto. Se for com F2, não paga (é o nosso caso). Se for com J1, tem que pagar uma quantia (acho que uns 7000 US$) ao governo americano. Mas, como eu disse, eles não pediram nosso visto na escola.
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O custo da pré-escola( das pequenas) varia muito. Na região que moramos, vai de 6000US$ a 18000US$ por ano, por criança. Acho que até tem escolinhas mais caras, mas não mais baratas do que isso. Isso é anual e costuma ser pago de uma só vez (Ui!!). Algumas escolas tem planos trimestrais ou mensais. Interessante é que os meses de férias não são cobrados. Em algumas delas, existe a opção de  se pagar por semana. Todas elas têm uma registration fee, que é a matrícula e a maioria delas têm uma application fee, que é aquela taxa que não garante que seu filho vai estudar lá, mas te põe na lista de espera.
Muitas exigem um security deposit, que é reembolsável no final. O material escolar pode estar incluído ou não, depende da escola.E tem fee pra todo gosto!
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Muito interessante o conceito deles de "atrasado".
Na escola da Bia, quando você deixa a criança, você assina uma chamada com o horário exato que está chegando. Quando busca, a mesma coisa. O horário de  deixar é 8:30 e de buscar é 3 da tarde. Isso varia de acordo com a escola e com o programa que você escolhe. Tem um campo para esses horários de deixar  e buscar.   A partir de 3:01(!!!), você é considerado atrasado e é cobrado a mais. Das 3:01 `as 3:30 é uma multa, das 3:31 `as 4:00 é outra e assim por diante. Cada meia hora ou fração custa 5 dólares na escola BDCS. Depois das 6:00, são 2 dólares por cada 5 minutos de atraso. O mesmo vale para a entrada. Se vc deixar a criança 8:25, será considerado adiantado e pagará a mais por extended care. OU seja, não se atrase  para buscar seu filho nem se adiante para deixá-lo na escola.  Nem um minuto, literalmente. Be on time!!  


 Então, essas foram nossas primeiras impressões no assunto escola.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

A saga da escola - parte 1

Nunca achei que fosse tão difícil achar vaga pras meninas pequenas nas escolas americanas. Ainda mais, em uma cidade com milhares de escolas - literalmente.
Há um ano atrás viemos conhecer Houston, naquilo que chamam  de "viagem de prospecção". Ver se era isso mesmo que queríamos, conhecer lugares para morar,  enfim, sentir o clima da cidade em todos os aspectos. Também viemos conhecer as escolas  e depois escolher aquela que a Júlia frequentaria. E esse foi o principal motivo da nossa vinda aqui no verão passado. Não queríamos prejudicá-la, tirando-a da melhor escola do Centro-Oeste do Brasil (Uhuu, WR!!). Dessa maneira, antes de vir pra cá no ano passado, passei meses em uma busca intensa e ativa na internet, procurando escolas adequadas para nossos objetivos. Mandei e-mails, agendei entrevistas e viemos. Fomos a escolas privadas e públicas e decidimos colocá-la na Memorial High School, que é uma escola pública super bem-conceituada aqui (bem diferente do conceito brasileiro de escola pública).
Tudo que precisávamos fazer  pra a Júlia estudar lá era morar na attendance area da escola, ou seja, pra estudar em uma escola pública aqui, você precisa morar em uma zona específica daquela escola.(Não sei como funciona no Brasil).  More a apenas uma rua fora da área da escola e você não pode estudar lá. Ou seja, existe um mapa  que divide a cidade em School Districts e este é subdividido em attendance areas, com limites  muito bem estabelecidos. Quer estudar nessa escola? More dentro desta da área.  Nem um número a mais. Acontece que geralmente as melhores escolas estão dentro das áreas mais nobres (e caras) da cidade. Então, fizemos o sacrifício de morar na bendita área e tudo que precisou pra Júlia ser matriculada lá foi:
um teste pra checar o inglês,
transferência da escola do Brasil com histórico escolar,
cartão de vacinação( deve estar em dia) e
comprovante de endereço.
Este último é bem oficial, tem que ser o contrato de aluguel do apartamento e o aluno deve estar listado no contrato como morador.  Não pediram passaporte ou visto, apesar de que, como portadora do visto F2, ela tem o direito de estudar em escola pública.

2011

Em uma semana, Júlia havia feito os testes, passado pela enfermeira, e estava frequentando a nova escola.
 2012

Com as pequenas, a história foi outra.
De início, achei que seria bem mais fácil achar escolas pra elas, pois seriam escolas particulares (já que não tem escola pública para menores de 4 anos.) Não imaginávamos que tudo estaria lotado para o próximo ano escolar (que começa em agosto/setembro)!!! Chegamos em abril e todas as escolas da nossa região tinham lista de espera... Achávamos que era só chegar, matricular e começar a frequentar. Que inocência!!
Na primeira semana que chegamos, fomos visitar uma escola que eu havia buscado na internet para a Beatriz e Laura. Adorei a escola. Sonho!!! Mas, era apenas a primeira escola e eu não quis tomar a decisão de forma impensada, sem olhar outra.
Recebemos um e-mail avisando que tinha a vaga, mas tínhamos que correr para fazer a inscrição das meninas (que não é a matrícula ). Avisei que não poderia ir de imediato e desmarquei duas vezes a ida lá, explicando meus motivos( primeira semana no país, ainda sem carro, comprando móveis, expliquei tudinho por e-mail). Advinha? Demorei 4 dias pra ir lá e, MESMO TENDO AVISADO,  a vaga havia sido preenchida. Que ódio!! Tive que pagar a tal inscrição SEM GARANTIAS  de que haveria  a vaga. Fui colocada em uma lista de espera. 150 $.
Depois do choque da perda da vaga, decidimos procurar outras escolas. Foi um sufoco, visitamos umas dez escolas, fora os e-mails que mandei pra mais um monte. Tudo lotado. As vagas começam a ser preenchidas em fevereiro para as aulas que começarão em setembro!!!! Como chegamos em abril, todo mundo já havia matriculado seus filhos. É aí que eu digo que americanos fazem tudo com antecedência. Sem contar que nenhuma escola superava as expectativas da primeira.
Finalmente, semana passada,  quando cansei de esperar a ligação da escola, decidimos que as meninas iriam para outra escolinha - que também gostamos muito. Beatriz apenas duas vezes por semana, porque não conseguimos vaga pra todos os dias(mas estamos na lista de espera!). Laura irá todos os dias (tinha vaga na turminha dela). Pagamos as taxas disso e daquilo, e, depois de deixar lá mais de 1000$ (mil!!!), ligaram da escola número 1 falando que haveria a vaga pra Bia, todos os dias. Mas só pra setembro. Ai, que confusão!!!


Bia  no primeiro dia de aula na BDCS


Enfim, ficou assim:

Beatriz começou na BDCS (escola 2) o programa de verão (Summer School) duas vezes por semana. Ontem foi seu primeiro dia de aula, e ela amou!! Quando acabar o programa, em agosto, ela vai pra FBA(escola 1). Laura fica na BDCS a partir de agosto. Por enquanto, Laura está sem escola (muito novinha, não tem programa de verão pra ela!)
Então teremos duas adaptações, pois serão duas escolas pra Beatriz - uma começando no verão e outra no outono (eles gostam de dividir o ano escolar assim, em estações).
A partir de agosto, Bia em uma escola e Laura em outra.  E aqui é tudo "pertinho", vocês podem imaginar... Mãetorista é pra essas coisas!  Que legal!
Sem contar, que agora estou um fenômeno nas Highways! :) De verdade!



Ainda bem que a Júlia vai de school bus. Pega na porta de casa e deixa dentro da escola e vice-versa.

Concluindo:
Não sei como vou fazer com o dinheiro que paguei pra Bia na BDCS, pois costuma ser non-refundable (não reembolsável). E todo $$  gasto aqui, tem que ser bem contabilizado, pois não estamos trabalhando.
Não sei como vou lidar com três filhas, cada um em uma escola diferente, com diferentes horários de levar e buscar. Ah!  Soma-se aí um marido, que também tem que ser levado e buscado, porque só temos um carro. Se bem que ele volta quase sempre de ônibus.
Não sei como vou fazer para começar minha vida profissional aqui, tendo tanta coisa pra fazer.


Na parte 2  da saga (acreditem: tem uma parte 2!!), falarei um pouco sobre as exigências das escolas, questões de saúde e vacinação, mensalidades/custos, entrevistas, testes etc...  Fiquem ligados!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Primeira vez - pediatra, febre, farmácia

Nesses dias, teve muita "primeira vez" pro meu gosto. Abaixo, segue  o relato de um monte de primeiras vezes no quesito saúde/doença.
Primeira vez que levei as meninas ao médico nos EUA. Na verdade, foi uma exigência da escolinha. Eles (das escolas) são super rigorosos quanto `a saúde das crianças e isso é uma coisa boa aqui (mais uma!). Eles exigem o cartão de vacina, um atestado médico de que seu filho é saudável e um formulário com indicação de dois médicos para onde levar seu filho caso você não seja encontrado em uma emergência. Ou seja, tive que levar as crianças saudáveis ao pediatra.  Achei isso desnecessário, e até ruim, de início, mas Deus faz tudo certo, depois vocês vão ver.
Acabei procurando pela consulta mais barata, pois o Seguro Saúde que fizemos, apesar de caríssimo, cobre apenas emergências médicas. E uma consulta de rotina não é uma emergência. Tive que pagar do bolso, então, procurei uma clínica da família aqui perto, pois era apenas para preencher formulários. Eu estava meio apavorada com a necessidade de ir ao médico aqui, pois tenho lido que Sistema de Saúde nos EUA é bem diferente do Brasil. Os médicos são mais frios, tudo muito caro, etc...
De fato, é diferente. Não tem aquele consultório todo bonitinho igual a gente está acostumado no Brasil.  

Primeiro, vc preenche uns mil formulários com os sintomas do seu filho (poupa do médico o trabalho da anamnese! Eu, como professora de Semiologia, achei podre. O melhor da consulta é a anamnese, ora!)
Depois, você vai levar a criança pra pesar e medir. Em uma salinha, as medidas são realizadas, assim como oximetria de pulso  e temperatura, tudo por um assistente. E ele volta a te perguntar tudo que você já escreveu nos formulários. Sinais e sintomas. (A Laura estava tossindo um pouco.) 
Depois,  você vai  para outra sala. São salinhas pequenas, com a maca e um banquinho, otoscópio, abaixador de língua, algodão, luva e só.  Nada de cadeira pro médico. Só uma cadeira para o acompanhante. (Esqueci de dizer que só pode entrar um adulto, mesmo que vc tenha cinco crianças!!! Fiquei doida quando a mulher falou isso, mas pedi a ela pra falar com o médico que eu também era médica, e ela deixou entrar minha mãe. )
 Nada de porta-retratos da família do médico, nem de objetos de decoração, nem brinquedinhos, como nos consultórios particulares do Brasil. Você fica ali esperando o médico entrar. São várias salas dessas, e ele vai saindo de uma e entrando em outra.
 Acabei gostando do médico, e da clínica, também.  Me apresentei como médica hematologista e ele até discutiu um caso de um paciente comigo. Ele é um costa-riquenho que largou tudo em seu país e veio fazer Residência nos States. Com 21 anos de formado, fez Medicina de Família (terminou há 3 anos) e está muito feliz aqui. Nos atendeu muito bem, foi educado e gentil. Talvez o fato de eu ter me apresentado a ele como médica tenha influenciado isso. Não sei.
Saí de lá com meus formulários preenchidos. Resolveu meu problema. 
Isso foi quinta-feira passada.
De domingo par segunda, Laura teve febre altíssima, mais de 40ºC, com calafrios a noite toda. Fiquei apavorada, com medo de convulsão e passei a noite sentada na cama dela. No dia seguinte, liguei na clínica, falei com o médico pelo telefone, e ele mandou levá-la. Mais uma vez: acho que ser médica ajudou um pouco. não sei se ele atenderia uma mãe não-médica no telefone.
Outra coisa diferente: aqui não existe retorno. Fui lá na quinta, paguei consulta. Voltei lá 4 dias depois, outra consulta!!! Bom pros médicos, ruim pro paciente. E dessa vez, eu estava do lado de cá. Lá vai eu pagar outra consulta (ainda bem que escolhi uma clínica mais acessível). Pensando como paciente, a gente acha ruim. Mas, como médica, é justo. O médico vai examiná-la novamente, perguntar tudo novamente, vai ocupar um horário, ocupar uma sala, então, é justo. Paguei.
Ah! E como ela estava doente, a consulta foi mais cara!! Hahaha. Se tiver saudável, é mais barato. Essa foi demais, igual cabelereiro. Se for escova curta, é um preço. Se for longa, é outro. Já se pergunta na recepção o motivo da consulta, se é rotina, se é só pra preencher forms, se tem algum sintoma, etc... Porque o preço muda.
A Laura foi um encaixe, demorou mais a ser atendida. Fez todos os procedimentos de novo: peso, medida, altura (meio desnecessário, mas.. se vão cobrar, é justo que repitam!)
O médico chegou, examinou e pediu 3 exames: swab nasal para influenza 1 e 2 (gripe), swab de orofaringe para Streptococcos, e exame de urina, caso os 2 primeiros fossem negativos. Falei pra ele: acho que é infecção urinária, febre muito alta com calafrios. Mas, como não dava pra excluir com certeza as outras infecções, por causa da tosse, teve que fazer todos os exames$$$.
O resultado dos dois primeiros exames demorou mais ou menos 10 minutos. Negativos. Sabia!
A coleta de urina foi um sufoco. Laura demorou mais de 2 horas pra fazer xixi.  Achei estranho não terem trocado o coletor. No Brasil, se a criança não urina em 15 minutos, a gente troca, pra evitar contaminação. Aqui, ela ficou 2 horas com o mesmo. Estranhíssimo. Perguntei várias vezes se não iam trocar.
Enfim... infecção urinária da braba.( O resultado saiu 5 minutos depois que conseguimos coletar a urina.)
Ele fez as receitas de antibiótico e antipirético e foi até mim, na recepção, com as receitas!!! Nem chama a gente de volta na salinha... Tá bom, né? Deve ser assim, mesmo.
Pelo menos, fiquei feliz de ter ido na clínica 4 dias antes e ter gostado do médico, e me apresentado com colega, e não ter precisado procurar um `as pressas, com a menina ardendo em febre. Foi bom ter ligado pra ele e ouvir: traga-a aqui agora, que eu encaixo pra você!! Por isso, eu disse que  Deus faz tudo certo!!

Então, lá fui eu para a farmácia comprar o remédio da Laura. Receita na mão, rumo ao Walgreens, que é uma farmácia maravilhosa, velha conhecida nossa, porque lá tem de tudo. Parece um supermercado. Mas, pra comprar remédio, foi a primeira vez.
No fundo da farmácia, é onde fica a farmácia propriamente dita, porque o resto é "trenheira". Shampoo, creme, maquiagem (muita maquiagem!). Brinquedo, bolha de sabão, cartão de aniversário. Coisa pra cozinha, sorvete, brinquedo pra cachorro. 
Voltando: deixei a receita e aguardei 15 minutos. O pediatra passou 6,25 ml de bactrim a cada 12 horas por 5 dias. Então, é exatamente isso que eles preparam: somente essa quantidade: 63 ml (daria 62,5ml arredondaram 0,5 ml apenas!) Você paga pelo que vai usar. Pra que comprar um vidro de 120 ml, se só vai usar metade? Ainda não entendi se eles manipulam ou se só tiram a quantidade necessária de um frasco maior. Vou procurar saber, porque achei pouco tempo pra manipular.
Enfim, Laura está melhor, tomando seu antibiótico. Vomitando um pouco, mas é do remédio. Passou a noite com febre mais baixa.
Agradeço a Deus por ser médica. Se não fosse, não teria a coragem de vir com crianças pequenas. 
Agradeço por ter ido antes ao consultório e gostado do médico.
Agradeço a Deus porque a Laura está melhor.


Mas, pela primeira vez em dois meses, senti falta da minha zona de conforto.



Então, assim foi a primeira vez que uma das crianças ficou doente. E eu gostaria de ter pulado essa.