terça-feira, 17 de julho de 2012

Happy birthday, Laura!

Ontem, Laura fez 2 aninhos. Este ano, o aniversário foi um pouco diferente: sem festa. Confesso que me doeu um pouco, porque gosto de celebrar `a altura. Quem me conhece, sabe que gosto de festa, principalmente, quando é pra comemorar o aniversário das minhas filhas. Adoro!  Desde o século passado,  na época do primeiro aninho da Júlia, que está no Brasil, e olha que era a época da pindaíba mór, tal qual nunca se viu na história da família Tuma Santos. Então, o fato de não ter festa pra Laura me fez sofrer um pouquinho. Até poderíamos ter feito uma festinha no parque com algumas amiguinhas - coisa bem de americano. [Porque festa aqui é bem diferente do conceito que temos no Brasil. Americano não faz graça pra ninguém, as festas são para 15 a 20 crianças no máximo. Com hora pra começar e terminar.] Mas... que amiguinhas? Laura ainda não vai a escola, então, não conhece nenhuma criança além da Bia.
Então,  não tivemos festa, mas passamos o dia no Zoo (passeio preferido da aniversariante). Infelizmente, o  Sr. Tatu - que tem hábitos noturnos - não compareceu a nossa celebração matinal, pois ficou dormindo na sua toca. Também, tivemos uma debandada internacional de convidados (leia-se: Júlia e Tatá), o que comprometeu consideravelmente o número de  participantes da comemoração. Mas a gimafa, a beba, o taposo, o tacaco, o tanelho, o tatante, a póba (conhecida aqui como snake),  e muitos outros,  marcaram presença e assim, salvaram o dia!!! E também tivemos um convidado internacional mais que especial que veio exclusivamente para a festa os parabéns. Vovô Balaia! Nosso convidado VIP, unique e exclusive!!  Depois do passeio ao Zoo, viemos pra casa e fizemos cookies e cupcakes, com as meninas pondo a mão na massa e fazendo a maior bagunça na cozinha.
No final do dia, Laura abriu os presentes e cantamos os parabéns no menor bolo do mundo (vou concorrer no Guinness Book!). Soprou a velinha e fizemos uma oração. Então, pude perceber que só tenho motivos para agradecer a Deus, por ter uma menininha linda, saudável, inteligente, espirituosa, arteira, engraçada e sapeca. Agradecer porque nos últimos 3 meses, pude me dedicar de corpo e alma a ela e participar de cada sorriso, de cada gracinha, de cada choro, de cada birra (fazer o q?), de cada palavra nova (em inglês e português) e saber que este tempo que vivemos tem sido mágico, capaz de produzir uma onda de contentamento que não há festa no mundo capaz de substituir.
E foi assim que fomos dormir: gratos e felizes por mais um ano de vida da nossa caçulinha, que nos traz a cada dia, alegria acima da média [acompanhada da certeza absoluta (absolutíssima, diga-se de passagem) de que nossa família está completa!]







         
      





P.S>Como pode se perceber, a autora ainda está apanhando da parte "como colocar fotos de uma maneira interessante ou pelo menos simétrica no blog"           

domingo, 15 de julho de 2012

Vamos `a... Biblioteca?

Uma de nossas milhares de tarefas como pais é a de conseguir imprimir nos nossos filhos o hábito da leitura. Quem lê mais, pensa mais, fica mais esperto, mais atento e mais crítico. Sem contar que ler é um hábito saudável que exercita a imaginação da criança (e do adulto também). E todos nós também sabemos que, quem lê muito, se comunica melhor e escreve melhor. E "quem escreve constrói um castelo, quem lê habita nele."  Como eu quero ver minhas filhas construindo e habitando no maior e melhor castelo possível, o hábito da leitura é bem estimulado aqui em casa. Com a Júlia, que está no Brasil, considero minha missão quase cumprida. Ela gosta muito de ler e detona um livro em 2, 3 dias. E não é livrinho, não. É "livrão". Não é tudo que a agrada, mas quando ela gosta, sai de baixo. Em inglês ou português, lê com  a mesma facilidade.  As notas dela em literatura não me deixam mentir... 
Na escola que frequenta (MHS), Julia precisou ler Shakespeare - com aquele inglês arcaico do século XVI (traduzindo: super difícil!). E ela foi super bem. O professor orientou os alunos a comprarem um livro chamando No fear Shakespeare (algo como "Não tema Shakespeare" ou "Shakespeare sem medo"). Chris levou-a  a Barnes and Noble ( traduzindo: livraria dos sonhos - tradução livre bricadeirinha!)  Essa loja é um espetáculo, um paraíso para os leitores. Eu entro lá e fico babando. Mas, por enquanto, não tenho muito tempo de ler quase nada. Entre uma panela, uma fralda e uma trouxa de roupa pra lavar, leio um pouco a Bíblia. E só.) Anyway, eles lá na livraria  procurando o tal livro e a vendedora que os ajudou a encontrá-lo, deu a Júlia o seguinte conselho: "Shakespeare não se lê em silêncio, se lê em voz alta. Lembre-se que ele escreveu peças para serem encenadas. Shakespeare é teatral. E é muito importante que você leia em voz alta e faça as vozes dos personagens, assim, ficará mais fácil de você entender." Eu achei simplesmente o máximo ela receber essa orientação de uma vendedora de loja  - que fez a diferença.
As livrarias de Houston são ótimas, mas os preços dos livros são salgadinhos. Principalmente pra gente, que não está ganhando e blá blá, blá... vocês já sabem.  Uma alternativa maravilhosa é o uso da Biblioteca Pública de Houston - Houston Public Library. Na verdade, são 45 bibliotecas espalhadas pela cidade, e "tem sempre uma perto de você!!" ( de onde era mesmo esse slogan?) O uso é completamente gratuito. Você pode pegar até 50 livros por vez!! [Eu perguntei umas três vezes pra moça: "Fifteen(15)?" e ela me respondeu as três vezes: "Não! Fifty (50)!!"  - é que eu fiquei escandalizada, gente!] E o melhor: de graça. Só precisa de um cartão magnético - que eles fazem na hora. Tudo que você precisa é de um documento de identidade com foto. Pronto. Você agora tem acesso ao catálogo de todas essas bibliotecas. Em um clique. 
Sim,  clique! Você pode ir no site, fazer a busca no catálogo, procurar o livro que você quer, adicionar ao seu cart (como se fosse comprar on-line), e ainda, ESCOLHER EM QUAL DAS 45 BIBLIOTECAS VOCÊ QUER PEGAR E DEVOLVER. Mesmo que o livro esteja na biblioteca-mais- longe-do-mundo de Houston, eles fazem o livro chegar até perto de você.
Eu e o Chris fizemos nossos Library Cards nas primeiras semanas que chegamos, mas eu ainda não tinha usado o meu. Até chegar a lista de livros da escola da Bia. Chegou pelo correio - eles adoram - uma listinha com 100 títulos(!!!) -  para os pais escolherem de 10 a 20 - e lerem  com seus filhos nas férias. É bom relembrar que são livros para alunos que ainda não sabem ler. Então, é para os pais lerem em voz alta com seus filhos.  Na lista, eles explicam em breves linhas como fazer e também algo que chamou minha atenção: "Para todo leitor, existe um livro, mas nem todo livro é pra todo leitor."  Uns, a criança vai gostar, outros não. Gosto não se discute, nem pra leitura. Por isso, achei interessante uma lista tão ampla: com certeza, de algum a criança irá gostar!
Espero muito que minhas filhas gostem de ler. Estamos fazendo nossa parte, eu acho.
Selecionei algumas fotos da Biblioteca Infantil do Children's Museum (já falei um pouco dele aqui e aqui) . Mas, eu ainda não tinha falado da biblioteca fofa que tem lá. E foi lá que eu peguei 7 dos 100 livros propostos. Ficarão aqui em casa  por duas semanas (posso prorrogar a devolução por até seis semanas). E no final do prazo, posso devolver em qualquer biblioteca, ou ainda, renovar a locação e ficar com eles em casa. 
Fácil. Cômodo.  De boa qualidade. Gratuito. Tô dentro!
P.S.: Já lemos três!!








Estes foram os que eu trouxe pra casa.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Meninas

Bia não gosta de frutas. Nenhuma. No Brasil, inventou que queria blueberry, simplesmente porque não existia por lá. Pois bem, chegando na América... tem blueberry? Tem sim, senhor! Lá fui eu comprar iogurte de blueberry, cream cheese de blueberry, e blueberry propriamente dita. Não gostou de nada. Aliás, nem provou. Pediu jabuticaba.

Laura gosta de tudo. Come de tudo. Brócolis, couve-flor, palmito, salsão (ou aipo), cenoura crua, etc... Pois bem, em uma dessas nossas afamadas noites, na hora do stress total de fazê-las dormir, rola todo tipo de pressão. A última agora é o Papai Noel. Tudo Papai Noel está vendo. ( Não queríamos fazer do bom velhinho uma criatura onipresente,  mas melhor ele do que ficar falando de Deus  de uma forma punitiva e desagradável) Então, o dito cujo do Papai Noel não trará nada de bom, caso você não durma logo. E foi assim que o Christiano disse:" Laura, se você não dormir agora, sabe o que o Papai Noel vai te trazer? Sabe o quê? Um pedaço de pão!" Laura pensou e falou rapidinho: "Eu quéio um pão!!!"

Laura agora quer ver o filme do Tatu. Mas, Laura não tem filme de tatu, meu bem. Tem, xim. Não tem. Tem, xim, mamãe. Buááá!! Aí, entra a Bia e explica tudo : Tem, sim mãe: é o RaTATOUille!
(Eis que está explicado agora porque ela achou que o tatu(fofo) que eu desenhei era um rato. Fez todo o sentido!)

Bia depois de comer um prato cheio de arroz, feijão e bife (Sim, é isso que agente come aqui: comida normal), mostra o bíceps toda orgulhosa: Olha meu HULK, mãe, olha!

(BIA)Mãe, o que é Congratulations? Congratulations é Parabéns em inglês! Pensa, pensa, pensa.
Ah, mãe, já sei ó: "Congratulations to you, Congratulations to you, Congratulations dear Mommy, Congratulations to you!!!"


(LAURA)Misturando as línguas
Déli(=daddy), me dá um cookie?
Mommy, me dá um balloon?
(Então, reparamos que há umas duas semanas, ela não chama mais o pai de pai. Só de daddy)


E, pra não dizer que não falei das flores, lembra a história do "Menos a  Luiza, que está no Canadá?" Aqui nós temos nossa própria versão. Por isso, tem história de todo o mundo, "menos da Júlia, que está no Brasil."

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Das coisas que eu gosto na América - parte 1


Bem, hoje vou mostrar algumas COISAS que eu, particularmente, gosto daqui. COISAS. Não comportamentos e hábitos. Isso fica pra outro post.

1.Cherry Coke e Dr. Pepper.  Só tem aqui. Na verdade, ambas têm gosto de xarope. Tylenol bebê, mais precisamente (por causa do sabor de cereja). A maioria dos brasileiros detesta. Eu ADORO!!!

2."Cereals" no café da manhã. Vcs podem dizer: ah, no Brasil, tem também.  E eu direi: Em parte. Porque aqui tem de todo tipo. De trigo, de aveia, de milho, de arroz. Com morango desidratado, com blueberry, com banana passa, com uva passa, com tudo quanto é fruta-passa. Redondo, quadrado, em forma de bichinho, de florzinha, formato irregular. Colorido, marrom, branco. Com castanha, com nozes, com amêndoa, com chocolate.Tem até o sucrilho comum. Eu como todo dia.

3. Picles - Tem no Brasil, mas não temos o costume de consumir aí. Aqui, tem em todo lugar e em embalagens de todos os tamanhos. Picado, inteiro, temperado, salgado, doce... de todo o tipo. Nós aqui em casa gostamos muito. E já detonamos dois "vidrinhos". Tem até picolé de picles!!!  Esse é "eca"! Não dá pra engolir... nem meu paladar super aberto a novos sabores. Picolé de picles simplesmente não desce...

4.Garbage/waste disposal. Trata-se do triturador que tem nas pias de TODAS as cozinhas norte-americanas. Facilita MUITO a vida da dona-de-casa. Porque tudo que é perecível você pode jogar na pia e ligar o triturador. Casca de cebola, de batata, de pepino. Resto de miojo, casca de ovo, de banana, resto de carne e tudo quanto é porqueira que fica "empestiando" nossa cozinha. (Por isso, aqui não tem lixinho de pia. Quer troço mais nojento e fedegoso?) "Ah, mas no Brasil também tem triturador !!"  dirão os brasileiros ultra-nacionalistas. E eu direi: Tem, mesmo. Mas na casa de quantas pessoas? Tem na sua? Porque na minha não tinha...Pois, aqui, tem em TODAS AS CASAS. Desde as casinhas das classes menos favorecidas até as mansões multi-milionárias.

                                                            Fonte:google images


4. Alvejante em spray/espuma - isso é um dos muitos produtos que facilitam a nossa vida. Na verdade, toda a parafernália que existe aqui para facilitar a vida doméstica merecia um post separado. Mas, vou falar dos meus preferidos.

5. Lenços umidecidos para limpeza doméstica - Esses, eu adorei. Eu chamo de Baby wipes de cozinha, mas, na verdade, são chamados surface wipes. Passa o lencinho e joga fora, nada de paninhos para sujar e lavar, sujar e lavar. Sem contar que são germicidas, ou seja, eliminam vírus e bactérias da superfície das coisas, bem diferente dos paninhos de pia, que são verdadeiros meios de cultura.


6. Amaciante em folhinhas. É só colocar na secadora junto com as roupas, e elas saem macias e cheirosinhas. O tecido sai tão macio que nem precisa de passar a roupa. Aliás, eu desenvolvi uma técnica revolucionária de passar as roupas sem ferro.  Não vou publicar, pois vou patenteá-la. Hahaha! 
Já descobri que tem coisa melhor: uma barra da mesma marca que você gruda na secadora e deixa lá por 3-4meses. Faz o mesmo efeito das folhinhas e é ainda mais prático, pois não precisa ficar trocando.

                                                  
 Tem mais coisa (muito mais coisa!), vou postando aos poucos, quando as meninas deixarem.
 Boa semana a todos!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

39 anos, 3 meses e 1 dia

Hoje é dia de comemorar!! Mas, quem neste mundo comemora 39 anos, 3 meses e 1 dia? 
Senta, que lá vem a explicação,

Marido faz 39 anos hoje. Isso se comemora!

Agradeço a Deus por este homem inteligente, corajoso, determinado, esforçado, lutador, guerreiro, trabalhador, estudioso e amoroso que tenho ao meu lado. Calma, ele tem defeitos, também, viu? Mas, vamos combinar: hoje não é dia de falar dos defeitos, né? Deixa ele ser perfeito por um dia... Ele merece!  Então, que hoje seja dia de agradecer ao Criador o dom da vida e pedir que Ele continue com suas mãos estendidas sobre ele, dando saúde, proteção, direção e muuuuito amor...
Dia de desejar paz, prosperidade, sabedoria, sucesso, paciência, e todas as coisas boas que desejamos `aqueles que amamos. E lembrá-lo de que, destes 39 anos, os 18 melhores foram ao meu lado. ; ) Porque hoje também é dia de ser modesta... Aí,  pra celebrar, fomos ao... tchan tchan tchan tchan... MAC DONALD'S!! Programa  de família (de estudantes sem  emprego e sem salário) com as crianças.
Mas, nem tudo está perdido, e amanhã iremos a Angus Brazilian Steak House, churrascaria brasileira. Só não fomos hoje, porque não abre segunda. De vez em quando, pode, né?
Ah! E também fiz brownie (que eu adoro, mas ele nem tanto) e pudim de leite condensado (que é a sobremesa preferida dele). Eu e as crianças na cozinha, pense a confusão. Mas, ao menos, todo o mundo se divertiu.

3 meses na América. Isso se comemora!

Passou voando. Muitos desafios, muita coisa nova, muita coisa boa, outras nem tanto. 
Deu pra perceber que: 

  1. ser morador não é ser turista,
  2. companhia telefônica é "mala" aqui também, 
  3. aqui também tem ladrão (roubaram nossa mochila da North Face no Six Flags),
  4. (mas, no geral, prevalecem pessoas honestas - devolveram meu iphone que esqueci no shopping),
  5. fazer compras ainda é uma diversão - pela variedade quase infinita de opções,
  6. o calor é quase isuportável,
  7. adoecer aqui é complicado e muito caro,
  8. uma babá faz mais falta do que uma empregada,
  9. o preço da gasolina só abaixou desde que chegamos (começamos pagando US$3.99 no galão, hoje está $3.07)
  10. o inglês está cada dia melhor,
  11. as meninas dão muuuuito trabalho pra dormir (todas as três),
  12. as meninas dão muuuuito trabalho pra comer (principalmente a filha "média" - como se autodenomina a Beatriz),
  13. é muito fácil gastar o que foi muito difícil poupar,
  14. continuo sem ter tempo pra minhas coisas,
  15. todos os meus projetos vão ter que esperar um pouco,

1 dia sem minha mãe aqui. Isso não se comemora!! Isso se lamenta (se bem que meus irmãos que estão no Brasil  devem estar comemorando...)

Mas, chegou mais rápido do que o esperado (era pra ser só em outubro): minha mãe passou mal, teve dores fortíssimas, duas noites sem pregar o olho. E olha que ouvir minha mãe reclamar de dor é quase um feito, de tão pouco que ela reclama. Então, quando ela me pediu medicação venosa, vi que era sério. Tive que levá-la a uma Emergência. Precisou de morfina na veia. Exame de sangue. Tomografia. No outro dia, viajou pro Brasil. A zona de conforto nessas horas vale mais que qualquer hospital super-hiper-mega-blaster equipado. Além do custo da saúde ser muito alto por aqui, ficamos mais confortáveis com ela lá. E então, em três meses,  essa foi a primeira vez que chorei. Quietinha, no banheiro, sem ninguém perceber, sem escândalo - que não faz meu tipo, sem alarde - que também não faz. Chorei de preocupação - com ela, coitada, sem sabermos o diagnóstico ao certo - e comigo, também. Tá bom, sou egoísta, vai! Confesso. Mas, o pânico se instalou: O que é que eu vou fazer agora, sem minha mãe aqui? Nessa terra boa, porém estranha, em que não conheço ninguém... Como vou conseguir fazer tudo sozinha? Só peço a Deus e torço pra que tudo corra bem com minha mãe, que seja "coisa `a toa",  que ela fique bem e volte logo!! E que Ele me ajude a não surtar.

Enquanto isso, a luta continua. Tentamos fazer as meninas dormirem mais cedo, não deixei que dormissem de tarde. Dormiram `as 8:00pm e pensei:  êba, vou ter um pouco de paz!  Ledo engano... Dormiram duas horas, acordaram `as 10:00  com a corda toda. Alternando os pedidos: Quero fazer xixi, quéio fazer cocô, quero beber água, quéio mamar toddy, quero Pu(boneca), quéio bicôco(bico), acende a luz, quéio Déli(daddy), liga o ventilador, quéio Mommy... e buáááá e  dá-lhe buáááá...
No momento,  estão na maior gritaria que se possa imaginar.  Daqui a pouco, acho que os vizinhos chamam a polícia, achando que estamos espancando as nossas filhas...Simplesmente, porque resolvi dar um basta nessa história de dormirmos na cama delas, acordarmos quebrados `as 2 da manhã (ontem, foram dormir 1:00am!!) e por isso, elas estão lá sozinhas. Aos berros. E eu aqui tentando ser forte e não ir lá acudir. E tentando publicar o "post do dia" no dia certo, afinal amanhã não é aniversário de ninguém daqui de casa.  
Só sei que foram-se embora todos os meus planos... 
E nem tivemos tempo de comer o pudim!

sábado, 7 de julho de 2012

Independence Day


O dia 4 de julho é o feriado patriótico mais celebrado pelos americanos. É quando se celebra a Independência dos Estados Unidos, o equivalente ao nosso 7 de setembro. Na verdade, o 4 de julho de 1776  foi o dia em que foi lida e votada a declaração da Independência, escrita por Thomas Jefferson, mas a Independência propriamente dita só aconteceu em agosto do mesmo ano.  Mas, eles celebram o 4th of July como o dia da Independência desde o ano seguinte. E fazem isso de uma forma grandiosa, além de (sempre) muito comercial. Tem tudo que se possa imaginar pra vender com a bandeira dos Estados Unidos, ou com as estrelas, ou pelo menos, com as cores azul, vermelho e branco. Roupa, sapato, pijama, copo, bandeja, talher, toalha, lençol, cortina, bolinho, biscoitinho, picolé, laço de cabelo... Tudo com as estampas do país.

Eles têm o hábito de decorarem tudo para as festividades do ano todo. Tanto é, que no Natal, a gente vê o povo (estou falando de adultos!) com lindos suéteres com um baita de um Papai Noel ou com Rudolph the red nosed rendeer( a famosa rena do nariz vermelho). Brincos de árvore de Natal (literalmente), colar com bonecos de neve, essas coisas lindas. E guirlandas nas portas. Como gostam de guirlandas... No Halloween, a cidade se enfeita com os temas  de bruxas e abóboras. No Independence Day, é a mesma coisa. Só que tudo faz alusão `a Pátria Amada. Inclusive as tais guirlandas. E também, tem muuuuita programação relacionada ao evento. O Zoo , os Museus da Cidade, os Parques, os Shoppings, os Centros Culturais...tudo têm programação especial nesse dia. As 
pessoas também aproveitam o feriado pra descansar e fazerem seus churrascos (barbecue), porque ninguém é de ferro. 

O nosso 4 de julho foi bem intenso.Nós começamos o dia na piscina. Só pra aquecer os tambores...Tinha uma vasta opção de coisa pra fazer, mas escolhemos ir ao Children's Museum por que achamos que seria a programação mais adequada para as meninas. Lá tinha uma  banda de músicos, distribuição de bandeirinhas, colares, adesivos com motivos americanos e as crianças puderam fazer alguns brinquedos patrióticos. (Isso é ótimo no Children's Museum: lá tem vários estandes pras crianças construirem pipa, catavento, esses brinquedinhos simples. Só que no dia 4 de julho, tinha outras opções com a estampa da bandeira, as estrelas, as cores).








`A noite, fomos ao  Miller Outdoor Theater, um teatro de arena no centro do Hermann Park, para assistir a uma performance da Sinfônica de Houston.
 As pessoas se acomodavam no gramado, com seus coolers (porque não tem ninguém vendendo churrasquinho e refri...), cadeiras de praia ou grandes esteiras ou blankets, como eles chamam, em que cabia a família toda. Vimos mães deitadas com filhos, esparramadas nas tais esteiras. Vimos pessoas que levaram sua própria churrasqueira e ficaram lá fazendo seu barbecue, ao som da Sinfônica.



Eles tocaram músicas típicas americanas, muitas das quais são as melodias dos hinos  tradicionais que cantamos na Igreja. Depois de uma parte mais clássica, também executaram músicas mais populares: várias de Simon and Garfunkel, Can't take my eyes of you, Bridge over troubled water, e outras baladinhas anos 60. Depois de duas horas de espetáculo, aconteceu a tradicional queima de fogos. 


O Chris e a Tatá vestiram `a caráter, como vocês podem conferir. As meninas pintaram o rosto com as estrelinas e carregaram bandeirinhas. Nunca fizemos nada parecido no Brasil... A única coisa que temos por lá são humildes paradas/desfiles militares, muito pouco atrativos pra crianças. E mais nada. E se a gente quiser uma bandeira do Brasil? Não acha. Uma camisa do Brasil (sem ser da seleção brasileira de futebol)? Não acha. Alguma coisa, qualquer coisinha com o tema do Brasil (sem ser havaianas)? Não acha. Só no Rio. E ainda assim, somente em lojas que têm como principais consumidores turistas não-brasileiros!!! A não ser de 4 em 4 anos...



Aos brasileiros nacionalistas que porventura estejam questionando toda a nossa empolgação com um país que não é nosso, eu respondo:

Realmente, não nascemos aqui. Mas essa terra será nossa casa nos próximos anos. É aqui que escolhemos viver um tempo de nossas vidas. Estamos aqui porque este é um país maravilhoso, sim, e tem nos acolhido. Acreditamos que onde pisar a planta dos nossos pés, abençoado será. Isso pode ser em qualquer lugar desse mundo, mas por enquanto, as plantas dos nossos pés aqui estão. Estamos sendo abençoados em tantos aspectos neste lugar, que seria pelo menos educado desejar que este seja um país (mais) abençoado, também. E é por isso que neste dia, nos juntamos aos milhões de americanos e fazemos coro:  "GOD BLESS AMERICA, OUR HOME SWEET HOME."

terça-feira, 3 de julho de 2012

Boa Noite!

Crianças são mesmo incríveis. Em todos os aspectos, a gente se surpreende com elas. Laura e seus neologismos, Beatriz e suas questões religiosas, Júlia e suas imitações... E viver intensamente com elas é maravilhoso (e muito cansativo!). Aqui em casa, INFELIZMENTE, minhas filhotas são de pouco sono. Se acordarem cedo, dormem tarde. Se acordarem tarde, dormem tarde. Se estamos no Brasil, dormem tarde. Se estamos nos EUA, dormem tarde. Se dormirem de dia, dormem tarde. Se não dormirem, dormem tarde. Eu nem sei mais o que fazer. Só um conselho: se você ainda não teve filhos, aproveite cada horinha do seu precioso sono. Vai que seus filhos sejam como as minhas: você vai "estar no sal." Enfim, tudo na vida tem um preço e essa família linda que construímos custa bem caro (não se iludam, não é comercial de margarina).
O sono é uma moeda que anda bem escassa aqui em casa. Além de outra$...
Mas, não tem dinheiro que pague as tiradas dessas meninas antes de dormir.



1. Laura terminando a oração noturna.
 "Em nome de Jesus, "Ah...NÉM!"

2. Bia gritando com a Laura, brigando, implicando... (pra variar) e eu digo: Beatriz, que coisa feia. Papai do Céu não gosta disso. Ela olha pra cima e diz: "Desculpa, tá, Deus?"

3. Bia cantarolando faz toda música ficar Gospel. Ela fala qualquer frase, põe uma melodia e termina sempre com "... AO SENHOR!"  Bem assim:  Lá, lá, lá...As plantinhas estão crescendo... AO SENHOR!  Lá, lá, lá...Vamos todos pra piscina... AO SENHOR!
Lá, lá, lá... Eu quero trocar de roupa... AO SENHOR! Lá, lá, lá... Vamos cantar... AO SENHOR! ( `as vezes, faz sentido, né?)

4. Diálogo pré- sono de ontem `a noite(M= Mamãe - eu /B=Bia)
M=Bia, estou quase perdendo a paciência com você.
B= Ah, mãe, controla sua cabeça!!!
M= O que é isso, menina?
B= Paciência, ué. Controlar a cabeça é paciência.
M=!!!!

5. Pensa a "brigaiada" que vira, quando uma quer uma música e a outra não agrada.

B= Eu quero a música do Barco( "Meu barco é pequeno e grande é o mar...").
L=Eu quero a música do TATANTE ( "Se eu fosse um elefante, com a minha tromba eu iria louvar...").
M= Vou cantar primeiro a do Barco, porque a Bia pediu primeiro.
L= Buááááá.....
M= Tá bom, canto a do Elefante, então.
B=Buáááááááá....
M=?????
L/B= Buáááá. O berreiro se instala. Mamãe canta uma frase de uma música, uma de outra, e por a í vai...


6.Laura resolveu pedir anteontem com essas palavras ipsis literis: " Eu quelia tanto, tanto ver um ARMADILLO" !!O gosto pelo tatu é "tanto, tanto", que  fez com que ela aprendesse bem rápido o nome do bichinho em inglês. E ela fala tão lindo ARMADILLOOU, com o som de OU no final. Trem lindo!!! Anteontem tivemos que levá-la ao ZOO (  ela fala "ZUL", direitinho) mais de 11 da noite, pra ela ver que estava fechado e que os bichos estavam dormindo. Só depois disso que ela sossegou.


7. A vaca amarela tem sido presença constante na nossa casa. Não teve jeito. Ok, faço bullying com minhas filhas. Ok, elas ficam com um pouco de medo da vaca (nem era essa a intenção, mas não parei de recitar o versinho quando descobri o medo delas). Ok, é errado. Mas, não sei mais o que fazer.  Então, depois de recitar o tal versinho centenas de vezes ( "quem falar primeiro come o "cocô" dela",  -porque não vou ensinar minhas filhas a falar palavrão, né?) Enfim, depois de tantas, Lalinha começa a rir. Viro pra ela com cara brava, peço silêncio e ela responde numa boa. "RIR PODE, MAMÃE!!"


8.Depois de uma hora de peleja, eu com uma, Chris com outra, cada uma na sua caminha(Já é uma vitória). Finalmente, a gente consegue um pouco de silêncio e  Laura começa;
L= Quéio falar uma coisa. Quéio falar uma coisa. Quéio falar uma coisa...
A gente tenta ão responder, mas ela não para.
L= Quéio falar uma coisa. Quéio falar uma coisa. Quéio falar uma coisa...
M= Fala Laura...(já estava quase dormindo...)
L=QUÉIO FAZER PUM!!!


P.S.: Fiz esse "lindo" tatuzinho em homenagem `a Laura, mas não agradei...
"ISSO NÃO É UM TATU, MOMMY... ISSO É UM RATO!!!"
 Nossa, fiquei arrasada...  Apesar de não ter conseguido posicionar a foto direito, parece ou não parece um tatu, gente? Essas crianças andam cada vez mais exigentes...