domingo, 26 de maio de 2013

Misturinha


Frases misturadas que me fazem rir,  e que nem  tenho vontade de corrigir, confesso. 


B - Mamãe, me empresta a cisoura? ( cisoura= tesoura + scissors)
*
L- Mamãe, eu quero pão com sem manteiga.
M- Com ou sem, Lala?
L - Com sem.  (=sem, mas com sem faz mais sentido pra ela, por causa do without...)
*
B - Mamãe, onde Jesus foi nascido, mesmo? (was born)
 *
Laura - Mamãe, compra uma pinta?
M= Ham??
Laura- Uma pinta mamãe, uma pinta purple pra pintar nosso quarto! (pinta=paint + tinta)
*
B - Mamãe, para de ficar deitada, você está parecendo uma presilha.
M - O quê?
B - Uma presilha, ué. Aquele bicho que fica lá no alto nas árvores e dorme o dia todo.
A - AH! Preguiça!
Obs 1. : Em minha defesa, eram 6:45 da manhã de um domingo.
Obs.2: Não sei que língua ela misturou aqui, porque preguiça em inglês é sloth ( o bicho) e lazyness (o estado real de preguiça)
*

Mamãe, hoje não quero comer com colher, quero comer com garfork! (Garfo + fork)



Fala se não dá vontade de morder uns trenzim desse?


terça-feira, 21 de maio de 2013

Mudança de hábito

Uma das desvantagens de morar na América ( acredite, não vejo só vantagens) é ter que tomar conta da casa. Todos vocês já sabem que a brincadeira cansa, e eu, já estou meio de saco cheio dela. O que me mata é a rotina , e não a casa em si. Sabe, arrumar a cama todos os dias? E, depois a noite, bagunçar a cama, pra no outro dia, arrumar de novo? E o mesmo com as vasilhas... Sujar pra depois lavar pra depois sujar pra depois lavar. Enfim, aquela dízima periódica...
Mas, o grande segredo que torna a vida mais fácil ( um dos) é a cooperação de todos. Cof, cof, cof para a pessoa dessa casa que consegue ler o blog e não está listada como autora. Porque aqui não tem uma funcionária "por conta" recebendo pra catar as coisas bagunçadas e arrumar as desarrumações, né, não? 

Ainda bem, graças a Deus, que Dr Marido  me ajuda muito com a trabalheira na casa  e também ajuda muito com as pequenas. Faz o leitinho da noite das meninas, dá banho, troca roupa (a luta de fazê-las dormir é quase sempre minha parte) e mais do que isso,  todos os dias,  eu digo: T–O–D-O-S  O-S  D-I-A-S, essa criatura abençoada arruma a cozinha depois do jantar. Uma salva de palmas pra Dr. Marido!
 reactiongifs.com




Mas, como nem tudo é perfeito ( ninguém aí achou que o post era só pra fazer propaganda conjugal, né?), essa mesma criatura ficou de repente muito, mas muito chata, porque agora, ele arruma a bagunça.  E  ainda criou um slogan. UM SLOGAN!!!! "Só quem arruma, pode reclamar" Com variações do tipo " Reclamo porque arrumo". E passa o dia falando isso. Eu falo que ele se tornou uma velha rabugenta - que eu até citaria o nome se tivesse a certeza de que ela não lê o blog, mas vai que, né? Pois, uma das coisas irritantes que ele faz é a seguinte: ele se põe a catar tudo que EU AINDA ESTOU USANDO durante o meu criativo processo culinário.


Eu começo a procurar a manteiga e cadê? Já está guardada.
O arroz,  cadê? O saco já foi devidamente clipado e armazenado na despensa.
A faca que eue estava usando? Já foi colocada na lava-louça.
A cebola? Já foi enrolada no plástico e colocada na geladeira.
Isso me altera de uma forma que vocês não imaginam!!

reactiongifs.com
Simplesmente porque Dr Marido quer que a cozinha fique um brinco DURANTE o processo de preparo e cozimento/assamento/fritamento/microondamento dos meus quitutes. Assim não dá, né? Será que ele não entende que isso acaba com minha inspiração? ( OMG! Será que essa é a ideia?)
Eu confesso que não sou a pessoa mais organizada do mundo. Eu também confesso que nesse aspecto sou uma pessoa invejosa. EU MORRO DE INVEJA DE PESSOAS ORGANIZADAS.
Sabe aquelas pessoas que você pergunta cadê o durex e elas sabem exatamente onde achar? Cadê o fitilho cor-de-rosa pra enrolar o papel de presente? Cadê o super bonder? Cadê aquele documento de 1967?
Gente, será só na minha casa que não consigo achar essas coisas... Por favor, alguém me ajude!


Eu sempre me consolei no fato de ser a mais organizada da minha casa ( desculpem, irmãs, mas é verdade). Mas, descobri cedo que isso não queria dizer muita coisa. Pra exemplificar o estado crítico do mau de família, minha irmã mais nova um dia, no alto dos seus 6 anos de idade escreveu pro nosso pai um lindo cartão com os dizeres: "Papai, eu te amo, porque o senhor nunca perde a chave."  Sorry, mommy, tive que contar essa.  

 Para o problema das chaves - que é genético, portanto muito difícil de ser curado, sinto dizer - Dr. Marido comprou um pendurador de chaves (tem outro nome?). Porém, muitas vezes, o gene perdedor de chaves se expressa e eu não penduro as minhas lá. 

etsy.com

Então, eu decidi mudar. Isso mesmo, mudar, porque eu acho que é um defeito  eu ser um "pouco" atrapalhada com as coisas. Nessa história de nunca saber onde está nada, fui tremendamente roubada no Brasil. Isso mesmo, roubada. Por uma pessoa que estava não apenas arrumando a minha bagunça, mas levando a minha bagunça pra casa. Eu sei que desorganização não justifica ninguém roubar suas coisas, mas facilita a vida do larápio...
Pois eu decidi que, mesmo sem ninguém aqui pra surrupiar meus pertences, eu queria dar um fim nesse péssimo hábito de nunca-saber-onde-está-nada , derivado daquele pior ainda de nunca-colocar-as-coisas-no-lugar-certo. 

Coisas simples como sapatos. Eu deixo os meus onde eu me sento. Se eu me sentar `a mesa, ficarão em baixo dela, se eu me sentar no sofá, ali estarão embaixo dele e assim sucessivamente, de modo que, se eu me sentar em vários lugares, existirão vários pares esparramados. Cama, cadeira do computador, banheiro, são outros exemplos. Como pode eu me sentar calçada e levantar descalça? Será que não dou falta de nada não? Dou falta, claro, vou lá no closet e calço outro par. 
Pois foi farto de tudo isso que Dr. Marido inventou uma técnica. Todos os sapatos que estivessem fora do lugar seriam devidamente guardados... na sacada.  E assim, eu fui vendo a minha pilha de sapatos no closet raleando, raleando... Até sair pra varrer a sacada. (Atire a primeira pedra quem varre a sacada todos os dias.)


O mais triste desses maus hábitos - acredite, eu sei que são maus - é o exemplo que passamos para os nossos filhos. Eles repetem muito mais o que vêem a gente fazer do que o que ouvem a gente mandar.
Foi por isso que decidi mudar. Porque, além de tudo, esse é o país da organização ( assim como da antecedência.) Existe um vasto arsenal de tralha pra ajudar na organização doméstica. É tanta coisa que não sei por onde começar. Caixas de variados tamanhos, pastas, arquivos, etiquetas fofas, quadros magnéticos para organização de tarefas, etc, etc, etc... O legal é que as coisas são funcionais e decorativas. Existem sessões e sessões dentro de lojas como IKEA, HOBBY LOBBY e MICHAEL'S destinadas justamente `a "organização do lar". E essa agora é minha meta. 

Até agora esses foram meus passos do projeto " Como se tornar uma pessoa organizada"


 googleimages.com (Escolhi uma modelo bem parecidinha comigo)

  • Para a felicidade de todos, comprei um cesto de ráfia para colocar no hall de entrada, para todos tirarem os sapatos antes de pisarem no carpete. Assim, todos os sapatos ficam lá quietinhos sem se aventurarem no calor da varanda e meu carpete continua limpinho - hábito comum aqui e sei que ainda mais comum no Canadá. (A ideia era ter um par por pessoa. Acabo de contar três pares meus lá.)
  • Comprei caixas para colocar as minhas tranqueiras de artesanato e a agora eu sei onde está o durex. E a tesoura. E os clips. E as taxinhas. E meu fitilho cor-de-rosa para embrulhar o papel de presente. E o papel de presente. E as sacolinhas de presente. E o papel de seda para colocar na sacolinha. E agora, vou ter que trocar a caixa, pois ficou pequena pra tanta coisa e não está tão organizado mais...  
  • Comprei caixinhas menores com divisórias pra colocar minhas tranqueiras de costura - ainda não arrumei. Era pra ser agora, mas preferi escrever no blog ; )
  • Arrumei meu closet.
  • Comprei uma estante pequena pra pôr os livros da Julia - ainda não foi montada, aguardo serviço especializado   (Dr. Marido, no caso)
  • Comprei duas caixas enormes para colocar os trabalhinhos escolares das crianças porque as que eu tenho já estão lotadas - já montei, mas ainda estão na sala, e as crianças ficam brincando de entrar dentro delas. 
  •  tumblr.com ( duvido que é ela que arruma)
  • Ganhei um "journal" - espécie  de caderno que as mulheres aqui andam pra cima e pra baixo pra escreverem seus diários e organizarem sua vida pessoal (eu sei, eu sei... tem recursos no iphone, mas eu não me adapto com muita coisa digital).

Eu acho que tenho conseguido mudar aos poucos esses velhos hábitos. Estou longe de ser o que eu queria, mas estou no caminho. 
Mas, Dr. Marido, por favor, POR FAVOR, PER FAVORE, PLEASE, S'IL VOUS PLAIT, PELAMOR, não guarde meus ingredientes enquanto eu estiver cozinhando, ok? E nem me pergunte a cada 3 minutos se eu já usei a manteiga e se você pode guardar. Deixa que eu guardo QUANDO EU TIVER ACABADO.



E aí? Também estou de parabéns?







sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dicas de Nutrição para crianças.





Dia desses, resolvi fazer sopa.
"OBA! SOPA! disse dona Laura." Com a euforia que lhe é peculiar.
( Bia não come, nem sob tortura de regime militar)
E eu fiquei toda iludida contente, pensando "Hoje ela come verduras!"
Fui eu toda serelepe colocar a sopa no prato da menina.
"CenouLa não, não quelo cenouLa."
Ok, lá vou eu catar os pedaços microscópicos de cenoura ( já cortada assim pra ver se enganava. #nãoenganou).
"Vagem não!"
Ok, catamos a vagem.
"Batata não."
Ok, catamos a batata.
"Bócolis não.
Catamos o brócolis. E assim  sucessivamente. E a sopa ia ficando, digamos, cada vez mais pobrinha. Depois de retirar todos os vegetais,  "Carne não, mamãe. Não como carne."
O que sobrou da sopa? Uns fiapos de macarrão e o caldo. (era melhor ter feito um miojo, dava menos trabalho). Mas aí, mamãe teve a ideia brilhante.
Laurinha, vai ali na sala ver TV que a mamãe vai bater sua sopinha.
"Oba!! Sopinha batida!" ( já repararam na empolgação dessa menina?)
E então, num passe de mágica, bati a sopa toda. Com cenouLa. Com vagem. Com batata. Com bócolis.  E, principalmente, com carne.
E a menina comeu que se lambuzou. E repetiu.
E os nutricionistas de plantão que me julguem.
Sopa batida de vez em quando não mata ninguém.

P.S.: O título do post é bem engana patrão, né não?

terça-feira, 7 de maio de 2013

Detalhes

Depois ainda me perguntam por que eu amo tanto esse país...



 (Placa de trânsito que alerta aos motoristas:  Criança surda nesta área)

Quem sabe um dia nosso Brasil não aprende as coisas boas da América ao invés de importar tanto lixo?


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um ano nos EUA!


No dia 9 de abril, comemoramos um ano na América. Estávamos recebendo a visita da família, e os dias foram bastante intensos, por isso não deu pra escrever no blog no dia exato. Mas, como ainda estamos em abril, acho que está valendo. Pois bem, um ano e dez dias de América. Dia de falar algo sobre isso... Então, lá vai o discurso (post longo, preparem-se)


Um ano se passou desde o dia que chegamos aqui. Saímos de Goiânia na sexta-feira da paixão, no dia 7 de abril. Paradinha básica na Cidade mais Maravilhosa do mundo, pra despedir em grande estilo da família e do país. Uma vida empacotada em nove malas. Para trás, toda uma história. Casa, móveis, quadros, fotos, roupas: coisas... Muitas coisas que não caberiam na nossa cota: tiveram que ficar. Trouxemos o carinho, as lembranças gravadas na memória, mas as coisas ficaram. O primeiro vestidinho de uma, a primeira manta de outra,  a roupinha do aniversário de 1 ano, o álbum de casamento... Objetos de valor emocional dos quais não é fácil desapegar. Mas, a gente aprende nessas encruzilhadas, de que a vida é feita de PESSOAS e não de COISAS. E as pessoas - donas de todas essas coisas - estavam vindo junto. Aí, fica bem mais fácil. Nossa viagem Rio-Houston aconteceu no domingo de Páscoa. E isso tem um simbolismo muito grande pra nós, que conhecemos a história da Primeira Páscoa ( Êxodo 12).


A nossa vinda para os Estados Unidos foi uma coisa pensada, trabalhada, discutida. Foi um sonho antigo sendo realizado. Não foi uma decisão que surgiu do nada. Ela já estava plantada em nosso coração, apenas aguardando o momento de germinar. 
Eu, particularmente, sempre amei os Estados Unidos. Sou uma pessoa pró-EUA, o que explica o fato de não ter tido nenhuma dificuldade de adaptação aqui. Desde minha tenra infância, ouvia minha avó contando  suas aventuras da época da Faculdade nos Estados Unidos - sim, ela fez Curso Superior de Educação Física em Massachussetts  na década de 40. Chique demais, não? Sempre tive fascínio pela língua e cultura norte-americanas. Passei a infância, esperando ansiosa as visitas da minha tia ao Brasil., que mora aqui desde os 16 anos - era minha tia americana! E sempre ia ao Brasil com sua filha - minha prima americana. Cada vez que chegavam, tinha cheiro e gosto de Estados Unidos pela casa. E eu gostava...  Meu pai é fanático pelos Estados Unidos - pela história, pela cultura, e até pela política norte-americana.  Minha mãe,  então! Apaixonada pelo país! Isso também deve ter influenciado um pouco. 
 It runs on the family! (é de família!)

Aos 9 anos, vim aos States pela primeira vez - presente da minha querida avó. O fascínio se comprovou - era mais do que eu esperava. Voltei depois, várias vezes, já "gente grande", como turista. Tive o privilégio de conhecer muitos lugares. Florida, Nova York, Grand Canyon, California, Texas...Mas, no fundo do coração, ainda estava o sonho de um dia fazer parte disso de uma forma mais comprometida.





A vida segue, os caminhos se tornam diferentes do que a gente imagina, mas sonho que é sonho não morre nunca. E, mesmo depois de formada, pós-graduada e etc... continuei a pesquisar maneiras de exercer minha profissão aqui. Coisa difícil, muito difícil. Mas não impossível. E assim, a ideia foi crescendo, amadurecendo, e  Dr. Marido começou a compartilhar desse mesmo sonho. Não sei ao certo quando começou; quando foi que o "meu" sonho se tornou "nosso" sonho. Só sei que se tornou.  E isso foi fundamental para o sucesso do projeto. O sonho tinha que ser "nosso". Senão, a coisa seria injusta. 


Foram anos de preparo, principalmente financeiro, pois sabíamos que largar tudo teria  um impacto muito grande. Largar tudo significava abrir mão de nossos salários, sem a garantia de renda por um período bem longo - possivelmente dois anos. Traduzindo: seria um projeto ambicioso em todos os aspectos, mas acima de tudo, muito caro.

Fizemos contas, previmos gastos, montamos planilhas. Economizamos, vendemos. Tivemos que aprender a viver com menos. Menos luxo, menos restaurantes, menos salão de beleza, menos empregada, menos babá, menos consumo. Não é tarefa fácil. Uma coisa é viver com pouco. Outra coisa é viver anos com muito e de repente, voltar a viver com pouco. Por opção. Mas, estávamos comprometidos e tomamos essa decisão, porque na vida, sempre precisamos fazer escolhas. E essa foi a nossa.

Parar de exercer a profissão no Brasil para exercê-la nos Estados Unidos. Essa foi a nossa escolha. Mas, não é simples como parece. É coisa cara e penosa. E não é pra qualquer um. Não que sejamos melhores do que ninguém - apenas fizemos a escolha que muitos não fariam.

Em um ano, cozinhei todos os dias. Fomos a dois ou três restaurantes. Fui duas vezes ao salão de beleza pra cortar e pintar os cabelos e uma vez pra fazer as unhas. Nunca tive alguém para fazer a limpeza da casa. Comprei uma sandália e duas botas (e uma coisinha aqui outra ali) Nunca contratei baby-sitter. 

Em um ano, Dr Marido estudou de 8-12 horas por dia. Voltou a andar de ônibus depois de muitos anos... Voltou a fazer conta e colocar tudo em planilha de gastos. Cortou cabelo em casa. Montou móveis. Levou "marmita".

E você me pergunta: Vale a pena? 
Até o momento, posso dizer que este foi o melhor ano da minha vida.  Se é que isso responde a "sua" pergunta...

Ok, agora sério: não amo lavar privada. Não amo aspirar a casa (se bem que é divertido com meu novo aspirador da "NASA"!). Não amo arrumar bagunça. E, definitivamente, não amo procurar pares perdidos de meias... Mas, este é o preço que tenho que pagar para viver meu sonho: para falar inglês com fluência; para fazer cookies decorados;  para aprender francês;  para aprender a costurar;  para ser voluntária na biblioteca da escola das minhas filhas;  para ter mais tempo para orar e ir `a igreja; para levar minhas filhas ao Zoo e ao Museu. Esse é o preço que tenho que pagar para cuidar com dedicação do meu casamento, para oferecer `as minhas filhas uma educação bilíngue e multi-cultural, para dar a oportunidade de uma faculdade americana "Ivy League" pra minha filha mais velha ( e para as outras também, no seu devido tempo). E, por isso, eu pago com gosto.

Não vou dizer que não chorei. Chorei quando minha mãe foi embora, chorei quando meu pai adoeceu, chorei quando filho(a) me magoou. Chorei por compartilhar a dor de filho(a) quando ele(a) estava sofrendo. Coisa de mãe, quem não choraria? 
Mas, não chorei de saudade. Não olhei pra trás. Não senti falta da comida, não senti falta do clima, não senti falta do cheiro, nem de coisa nenhuma. As pessoas que amo, trago no coração. Converso pela internet e pelo telefone. Vou revê-los em breve. É claro que dá vontade de fazer um chá da tarde e convidar velhas amigas. Mas, como não é possível, vou fazer o quê? Me acabar de chorar e murmurar e reclamar? Não!  Faço um chá e chamo novas amigas...( amigas brasileiras, não fique com ciúmes, ok? ) 

A distância geográfica não me incomoda muito. A distância emocional é bem mais perigosa. Por isso, a saudade é pouca. Me sinto perto de quem amo... E isso me fortalece a seguir. 

Depois de 375 dias, as coisas novas e encantadoras do país já não encantam tanto. Os olhos não prestam mais tanta atenção no diferente, porque ele se torna comum. E isso é normal e esperado. Não se trata do fascínio pela Disney nos olhos de uma menina de 9 anos em sua primeira viagem internacional. É o olhar amadurecido de uma mulher de 35 anos, casada, médica, brasileira e mãe de 3 filhas. E esse olhar revela que este país não é a terra prometida, não é o país das maravilhas, e nem é o país perfeito. Mas, ainda assim, é o país que eu escolhi para morar, e é aqui, neste país, que eu quero viver o tempo que Deus me proporcionar. 

Esse é o meu balanço no final desse primeiro ano.
Que venha o segundo!





Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno;
Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as,
E se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens,
Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;
Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira;
Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem;
E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.
Antes te lembrarás do SENHOR teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia. 
Deuteronômio 8:11-18










terça-feira, 16 de abril de 2013

Preciosas Promessas

"... Porque em nós não há força perante essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos. Porém, nossos olhos estão postos em TI."
2. Crônicas 20:12


quinta-feira, 4 de abril de 2013

O causo da máquina perdida e algumas fotos

Todos querem saber o que aconteceu com a máquina teoricamente desaparecida. Para resolver este mistério, vocês, por caridade, me ajudem. Lembram de onde eu falei que deixaria a máquina? (podem colar, confiram aqui.) Pois é, no carro. 
Segue o diálogo após meu workshop de costura. " Dr. Marido, por favor, vai lá no carro e pegue a máquina pra mim, cheguei cheia de coisa nas mãos." "Ok, estou indo." (Vai no carro e volta) "A máquina não está lá não." " Procure no outro carro então." "Já procurei, também não está." "Ih... então será que perdi a máquina?"  "Pois é... novidade..."
Sentiram ? Pois é, eu sempre perco tudo, mesmo, então nem liguei muito para o pré-julgamento. Me conformei com a ideia. Mas, fiquei com raiva de ter perdido a bendita, claro.
Passados alguns dias, eis que resolvo andar no carro que Dr. Marido usa mais frequentemente ( e que coincidentemente, era o carro que eu estava usando no dia do sumiço da máquina).
Entrei no carro. Em duas frações de segundos, eis a minha visão:


Sabem o que é isso, né? Ela mesma! A máquina sumida-largada em qualquer canto-jogada-abandonada-roubada-perdida ou qualquer outro adjetivo que qualifique as coisas que eu desleixadamente deixo fora do lugar.
Agora, vem cá. É só o meu marido que não acha NADA nessa casa? Ou nesse carro - para sermos mais coerentes com o causo. Gente, se fosse uma cobra, dava-lhe uma picada mortífera na hora! E olha que ele procurou a máquina E-X-A-U-S-T-I-V-A-M-E-N-T-E!!! 
Mas, enfim, todos sãos e salvos - eu injustamente acusada, julgada e condenada `a mais terrível sentença de pessoa desorganizada,  mas tudo bem, a gente acostuma. (cara de vítima) 
Então, fotos da Páscoa e Primavera em punho, vamos mostrar. 

 Dia de Rodeio na Escola (Go texans day)


  Blessington Farms (fazenda de morangos)





  Firetruck Park 





 Egg Hunt - caça aos ovinhos





Fábrica de cookies - parte do projeto american housewife ( dona-de-casa americana)




Páscoa na Escola da Beatriz



Lake Livinsgton
 








Sewing workshop - A prova do crime!



E aí, gostaram?
Beijos!