domingo, 17 de janeiro de 2016

Casamenteira

huffingtonpost.com
Papo da Laura dia desses:
- Mom, how old was Dad when you got married?
- 23.
- And how old were you?
- 18.
-Mom, you were both TEENAGERS!! - she says surprised.
- Yes, I think we were...
She stops for a second or two, and comes with this one:
- Julia is already 19. I guess it's about time for her to get AT LEAST a boyfriend, right?
:)

These kids...

Abaixo a Mudança

Este é meu texto que foi destaque na Revista Brasilianas no dia 08 de janeiro deste ano.
Confiram!!

            Estão dizendo por aí que este é o ano da mudança. Pra mim, não.
            Em 2016 não quero saber de mudança. Já mudei muita coisa em 2015. E em 2014  também. E assim foram  2013 e 2012. Mudei de casa, de cidade, de  Estado. Mudei de país, de profissão, de visto. Mudei até de classe social. E não, não foi pra subir a escada, dessa vez.
            Ao longo das minhas mudanças, eu conhecei muitas pessoas. Centenas delas. Milhares, talvez. Mas apenas uma, uma única pessoa ousou me dizer, em todos esses anos, que gostava de mudar. Dizia ter o espírito cigano (coisa que, obviamente, eu não pareço ter).
            Que me dêem licença os mudadores. Mudar é um saco.
            Experimente mudar de casa.  Mudançazinha pequena, estou falando. Você rapidamente se verá cercado de tantas caixas, que logo se formarão verdadeiras trincheiras dignas da Guerra Civil. E você passará alguns bons dias andando em um labirinto dentro da sua própria sala. Foi assim comigo.
            Experimente mudar de Estado. Em pouco tempo, perceberá que terá que mudar muita coisa além da mobília. Seguro saúde, seguro de carro, seguro de casa (obviamente), documento do carro e até carteira de motorista.  Foi assim comigo também. Mudei criança de escola, mudei filho de faculdade; mudei de sponsor, mudei de status.
            2015 foi o ano de mudar.
            2016 não.
            Não pra mim.
            E foi assim que comecei o meu Ano Novo , com a resolucão-mór da minha lista interminável de resoluções. Não quero mudar tão cedo. Não quero mudar mais nunca.
            Mas essas resoluções de Ano Novo. Ah, essas malditas! Parecem que ficam esperando a gente, como caçadores  na espreita. Observando a gente, ligadas nas tantas caixas - que ainda não foram desfeitas, elas ficam `a espera dos nossos tropeços. Ao primeiro sinal de fraqueza: Bam! As resoluções nos avisam impiedosamente que  não somos capazes de cumpri-las. E carregamos pelo resto do ano a culpa da nossa desistência.
            Hoje  a minha resolução-mór me pegou no ato. Mal  foi o ano começar e já chegou a hora de desmontar a árvore de Natal.  E lá então, estava eu de novo, atrás de tanta caixa, em tantas idas e vindas na garage. Lá estava eu pensando silenciosamente… Talvez mudar seja preciso...
            E , filosofando enquanto tira os enfeites de Natal,  a gente  percebe que não dá pra ficar com um Papai Noel tamanho família no jardim o ano inteiro. E nem com as luzinhas. Amo as luzinhas! Mas não dá. A guirlanda da porta também tem que sair.
            Acho que é mais fácil ser bicho - penso sozinha enquanto guardo o último boneco de neve. Animais têm feito a mesma coisa há milhões e milhões de anos. Comem as mesmas coisas ( nunca vi um leão vegetariano); e caçam as mesmas presas; e fogem dos mesmos predadores; e moram nos mesmos lugares. É mais fácil. Sem dúvida. E, embora ninguém negue que somos semelhantes em muitos aspectos aos animais, também ninguém nega que somos diferentes.
Mudar é parte disso. Não falo de mudar por um alteração climática ou um desequilíbrio ecológico. Sob pressão, até planta muda! E mudam células,  bactérias, virus...  Até proteína muda!
É preciso mudar, sabe? Mudar sempre. Em 2016, como em qualquer ano. É difícil, mas precisa. Mudar é coisa de gente.
            Mudar de roupa. Mudar de cara. De corte de cabelo. Mudar de mobília. Mudar de decoração. É preciso até mudar de ideia. E de opinião. E de partido politico. Nem dói muito…
            Para falar a verdade, o processo de mudança  também não vem assim  tão natural para nós, seres humanos ( a gente também é um pouco bicho, não é?)  E a gente chega a sofrer, porque não quer mudar. A tal zona de conforto é (surpreenda-se!)uma zona bastante confortável.
            A gente muda porque precisa mudar. Mas a gente também muda porque quer mudar. E isso faz toda a diferença. Querer mudar.
            Mudar é uma decisão que se faz todos os dias. Mudar pra ser mais feliz, mudar pra fazer o outro mais feliz. Mudar porque quer corrigir os erros cometidos, mudar porque quer uma chance de acertar.  Mudar pra alcançar novos alvos, conhecer novos amigos. Mudar para melhorar o que tem em volta. Mudar pra melhorar a nós mesmos.
            Ainda a primeira semana do ano não terminou e a minha resolução-mór  da minha lista interminável de resoluções já foi para o espaço.
Chamem de desistência. Ou de falta de perseverança. Ou do nome que for.
Eu chamo de mudança.
Pra 2016 e para todos os dias.



O link para o artigo da revista é essa aqui: http://www.revistabrasilianas.com/abaixo-a-mudanca/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Finalizando


Eu sei, eu sei. Mais uma retrospectiva de final de ano é demais!! Você já não aguenta. Mas, é a minha primeira retrospectiva do ano e eu tenho poucas horas para conclui-la. Segura as pontas que vai ser rápido.
Termino meu ano de 2015 agradecida - como sempre. 2015 foi bom demais da conta. Não fiquei rica, não arrumei o emprego dos sonhos, não realizei tudo o que eu quis. Mas foi o ano que recebemos a resposta que viemos buscar do lado de cima do Equador. Foi o ano que a porta se abriu de forma definitiva pra gente. Foi o ano que o medo de ter que voltar pro Brasil foi superado ( sim, eu tinha medo, me julguem). Foi o ano que mudei de Estado. Foi o ano que comprei minha casa própria nos Estados Unidos. Foi o ano que recebi meu Social Security e minha autorização de trabalho. Não, ainda não tenho emprego. Mas gostei de 2015 mesmo assim. Mesmo terminando 2015 desempregada ( se bem que ainda tenho algumas horas para um contrato relâmpago, nunca se sabe!)
Por trás disso tudo, foi o ano em que finalmente, renasceu em mim a vontade de voltar a ter minha profissão. Sou grata porque pensei que esse desejo nunca mais ia voltar. Mas ele voltou!!! Ele voltou!! E estou pronta pra começar o ano trabalhando no que Deus tiver pra mim. Foi o ano que finalmente voltei a ler artigos científicos, fazer cursos, olhar congressos. Foi o ano que montei meu currículo em inglês e tentei dar uma limpada na ferrugem do bichinho. Também foi o ano que sacudi a poeira do bloguito ( ainda que recentemente) e finalmente comprei um domínio - o euabrasil.com ( chama isso mesmo em português? domínio?). Botei anúncio no blog e em breve, uma loja virtual. Aguardem!
Foi o ano em que li quase tantos livros quanto eu gostaria e aprendi muita coisa nova.
Enfim... muita coisa boa aconteceu em 2015. Muitos sonhos pra serem realizados, alguns projetos no forno ainda ( literalmente, tem um lombo cheirando a casa toda neste exato momento!!). Tive tropeços também, claro. Obviamente, tive lágrimas - e não foram poucas. Tive saudade, muita saudade. Tive a falta do meu pai - que vai me acompanhar pra sempre, eu já percebi isso e a esta altura, você também. Mas este ano - em que eu me lembrei dele com muita freqüência ( leia-se  o tempo todo, várias vezes ao dia),  sua memória me trouxe mais sorrisos do que lágrimas! E eu mais uma vez,  me senti muito confortada por Deus. Tive paz e esperança.
E  são estes esses dois singelos sentimentos que me sussurram:  2016 será ainda melhor.
Feliz Ano Novo, gente!
Todo dia é dia de ser feliz.
Vejo vocês no ano que vem.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Reflexões de Natal


Permitam-me celebrar o Natal.
Mesmo com o mundo virado, dominado pela maldade, dominado pela avareza, e pelas injustiças sociais.
Permitam-me celebrar o Natal. E enfeitar a minha casa de luzes e montar a minha árvore e ter minhas filhas em volta, colocando enfeite por enfeite com capricho e determinação de quem faz uma obra de arte.
Permitam-me ouvir músicas natalinas que falam de renas e de neve, que falam de comidas e famílias, de suéteres, de frio, e de tudo que nem tem na Bíblia, mas faz parte da cultura do país em que escolhi para morar.
Permitam-me fazer biscoitos com minhas filhas, em formatos de gingerbread man, de bengala de doce e, de meias - e não necessariamente de manjedoura.
Permitam-me ser generosa. E comprar presentes para os meus filhos e meus amigos, aqueles que Deus colocou mais próximos de mim para cuidar e amar de maneira mais especial e intensa. Permitam-me ser mais generosa também com quem não conheço, mais nessa época do que em qualquer outra, por saber que melhor é dar do que receber. E que já recebi  muito mais do que posso oferecer.
Permitam-me ter minha casa com meias dependuradas e enchê-las devidamente na madrugada do dia 25. Permitam-me ver os olhos das minhas filhas brilhando e ouvir os seus gritinhos de alegria ao descobrirem que Papai Noel passou...
Permitam-me ensinar essa fábula as minhas filhas como quem a guardou como um tesouro,  como herança preciosa da própria infância. Permitam-me entrar  nessa fantasia que em tão pouco tempo se desfará, assim como se desfará a fantasia da Cegonha, da Fada-do-dente, da Cinderela, da Bela Adormecida e da Branca de Neve. Permitam-me enquanto posso, saborear o gosto das risadinhas e da surpresa, o gosto da inocência infantil.
Permitam-me celebrar o Natal. E convidar Jesus pra festa, apesar de não precisar, pois não pode ser convidado alguém que já mora na casa. Permitam-me celebrar o seu dia e cantar " Parabéns pra Você" pra Jesus na hora da sobremesa, como tenho feito todos os anos.
Permitam-me ir a toda programação musical da cidade e entoar os hinos de louvor mais belos de todos os tempos.
Mesmo sabendo que Jesus não nasceu em dezembro, mesmo sabendo que trata-se na verdade de uma festa  pagã  m sua origem que não comemora nenhum Messias, que comemora o início do inverno no Hemisfério Norte. Permitam-me aceitar essa data como algo escolhido por homens, mas que leva a uma reflexão  sagrada.
Permitam-me entender o significado do Natal - o nascimento do filho de Deus, do Verbo que se fez carne e do milagre da Salvação que existem em Jesus Cristo, aquele a quem celebramos.
Permitam-me ver a alegria do Natal. Mesmo com o coração doendo daquela ausência que nunca acabará. Mesmo com uma dor doída que insiste em permanecer e uma tristeza na alma que aumenta muito nessa época do ano. Mesmo sentindo, pra sempre, a falta do "meu" Papai Noel.
Permitam-me minhas tradições. Estão sendo usadas para moldar crianças saudáveis e estreitar laços de família e amizade. Estão sendo usadas para ensinar generosidade, ensinar que a família é o bem mais importante que se pode ganhar, que a verdadeira alegria supera momentos difíceis.
Eu vou celebrar com tudo, com ceia, com presente, com luzinha, com festa e Papai Noel.
O maior presente do Natal eu já tenho - Jesus Cristo como Senhor e Salvador da minha vida. E com Ele falo todos os dias, canto todos os dias, agradeço todos os dias. Ele está comigo em todas as minhas tristezas e estará em todas as minhas celebrações.
Quer me permitam, quer não.

Feliz Natal a todos!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Dos perigos da leitura

Laura aos 2 anos e meio, acorda de madrugada desesperada e corre pro meu quarto. " Tem um bicho na minha cama." Tem, não, Laurinha. Pode dormir tranquila. "Tem sim, mamãe. Ele é grande e vermelho. É um cachorrão!! Não quero dormir na minha cama, mamãe."


Três anos depois, Bia, aos 6 anos e meio, acorda de madrugada desesperada e entra no meu quarto aos gritos. "Tive um pesadelo, mamãe! Um pesadelo terrível!" Está tudo bem, minha filha, pode ir dormir. "Não, mamãe, não quero. Tá cheio de livros no meu quart." Mas o que que tem?  "Sonhei que estava lendo "Fancy Nancy" e na contra-capa tinha um aviso de perigo!"  E o que tinha nesse aviso?  "Warning: some people that read this book have been killed."

 E, desde então, "Clifford, the big red dog" e "Fancy Nancy" foram promovidos a contos de terror aqui em casa.

sábado, 15 de agosto de 2015

Patrulha da Moral e dos Bons Costumes.

Tanto tempo que tenho que reapresentar. São três filhas.
Julia, a mais velha. Linda e complicada, como todo primogênito. 
Beatriz é a do meio. É a que tem mais senso de justiça, como todo filho do meio.
Laura é a caçula, a mais desencantada. Da "pá-virada" - como todo caçula.
Todas são criadas da mesma forma, educadas com os mesmos valores de família e religião
Mas a Bia é a patrulheira oficial da Moral e dos Bons Costumes.  As últimas patrulhas:

 - Manhêêêê!! A Julia tá assistindo Pretty Little Liars.
-  E o que é que tem, Bia?
- Manhê!!! Hello?? LIARS  (mentirosas)  L-I-A-R-S. I don't think you understand. :"Liars". Do you?


- Manhêêêê!! Meu pai tá assistindo Criminal Minds.
- E o que é que tem, Bia?
- Criminal, mãe. C-R-I-M-I-N-A-L. Você acha que isso agrada a Deus, hein, hein?

 - Manhê!! Vc viu o nome do episódio que a Julia está assitindo? Viu? 
 - Não, Bia. Qual é? 
 - A BIN OF SIN, mãe! (Um latão de pecado)"SIN", mãe. Sabia que Sin é pecado? Sabia? Jesus não gosta disso, mãe! JULIA, ENTÃO VOCÊ ODEIA DEUS???


 -Manhêêê. Minha professora falou que gosta de Rolling Stones.
 - São bons, mesmo, Bia.
- Mãe!! São ROQUEIROS!
- Eu sei, Bia.
-Você sabe o que são roqueiros, mãe? Sabe, Sabe?
 SÃO PESSOAS QUE TOCAM EM CADEIAS! THEY ARE ALL IN JAIL, mãe!!

 Não sei de onde essa menina tira essas coisas. Pero  me gusta! 
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Congratulations, you have MATCHED!!

O sumiço foi tão grande, que nem sei por onde começar.
Vou começar pelo começo.
Há aproximadamente 8 anos atrás, o sonho de exercer a Medicina nos Estados Unidos começou a tomar corpo. Aconteceu durante nossa visita ao Arizona e a Califórnia, em dezembro de 2007. Nessa ocasião, entramos pela primeira vez em um hospital americano com a visão de médicos ( eu já havia estado em um hospital em New Jersey uns 25 anos antes, mas como paciente). Na viagem de 2007, foi diferente. Então, a pergunta nos foi feita pela primeira vez: "Por que vocês não vêm pra cá?"
"Não, muito obrigado, temos a vida estabelecida no Brasil."  E  ponto final.
Fomos tocando a vida estabelecida que tínhamos. Fazendo planos, traçando metas, dando aulas. Pós-graduações, mestrados. Trabalhos publicados. Concursos. Foram nascendo mais filhos. Menos plantões.  Alguns cargos assumidos. Outros deixados. Alguns convênios dispensados.  Novas histórias.
Mas o eco daquela pergunta ficou repetindo lá dentro até 2010, mais ou menos. Neste período, algumas consultas informais em fóruns, chats e comunidades do Orkut, enquanto a gente ia levando a vida de um casal de médicos brasileiros com três filhas pra criar. Estávamos muito bem: bem sucedidos e bem estabelecidos, mas não muito satisfeitos - uma dose de mimimi a gente sempre tem. (Vem com o diploma).
 De repente, a pergunta não quis mais calar.  Por que, afinal, a gente não ia pra América? Porque era impossível, ora essa.
As consultas passaram então a ser mais intensas - a comunidade do Orkut ajudou muito. Naquela rede social - que teve sua maior popularidade no Brasil -  conheci gente que tinha conseguido. Médicos brasileiros! Gente como a gente. Quero dizer, uns bons anos mais novos. Solteiros. Recém-formados. Mas tinham conseguido. Estavam nos Estados Unidos como médicos!!
E foi assim, lendo a história de cada um deles, que buscamos inspiração para nossa história.
Fomos vendo gente como a Thaís, o Marcone, o Henrique, o Léo Batista, e tantos outros... Fomos vendo eles conseguirem!! Seus depoimentos nos deram força. A Arlete! Sábias palavras da Arlete.
O processo era muito burocrático. A faculdade deveria ser contactada ( depois de tantos anos!!) , nossos históricos, formulários, diplomas, traduções juramentadas... Form 183, Form 186, ECFMG, USMLE, tudo parecia tão confuso. Mas fomos criando coragem. E fazendo tudo step by step. Literally.
A decisão de vir foi sedimentando em nossos corações até se tornar algo calmo e possível. Não foi de supetão, não foi do dia pra noite.  As ideias foram saindo da cabeça, indo pro papel, saindo do papel e indo pra vida real.
Foi assim com muita vontade, um pouco de coragem e um tanto de medo que viemos. Tudo regado a muita oração - porque a gente não é forte e seguro o tempo todo.
Viemos com visto F para estudarmos em tempo integral para o que seria nosso objetivo final - o MATCH. Tiramos filhos da escola, deixamos empregos, fechamos consultório e desprendemos de muita coisa. Ficamos mais leves pra recomeçar.  E, de repente, nossa vida se resumia em nove malas.
(No dia 9 de abril de 2012 chegamos aqui e um pouco dessa história você pode conhecer lendo os posts dessa época).
O caminho foi curso de inglês ( Sim, precisava!)  e preparatório Kaplan para USMLE  presencial. Algumas portas tivemos que bater, fazer a nossa parte e fazer pesado! ( Deus ajuda quem cedo madruga...) Mas, outras se abriram, miraculosamente, com uma dose inquestionável de sobrenatural ("Aos seus amados, Ele dá enquanto dormem...") E foi assim que surgiu a Pesquisa no MD Anderson, o visto J1 e o fellowship na Universidade do Texas.
Há exatamente um mês, no dia 16 de março de 2015, recebemos o email que vislumbramos pela fé nos últimos 3 anos - "Congratulations, you have matched."


Essa é a cara de felicidade do futuro residente de Anestesia da University of Mississippi  Medical Center UMMC


Poucos sabem o peso e o significado dessa frase. Para os que já leram, you know what I'm talking about... Para os que ainda sonham, espero servir de estímulo.
Pra quem não sabe do que eu estou falando, não conseguirei explicar o inexplicável. É difícil - quase impossível - falar que essa alegria que não cabe no peito significa um passo pra trás. Um passo  ENORME pra trás. Pra se ter uma ideia,  no ano que  inicia em julho de 2015, ele será um PGY1 - um interno/ um R1... E estamos felizes!!!!
Sim, estamos celebrando nos EUA o que ele já conquistou há 19 anos no Brasil. Fará Residência de novo. Mas significa muito. É esse passo imenso pra trás que nos permite dar um passo maior ainda pra frente. E esse passo vai mudar a vida das minhas filhas.  Para isso deixamos tudo pra trás e embarcamos rumo ao desconhecido.
No estacionamento do supermercado, não seguramos as lágrimas. E choramos de felicidade. Não se engane, ainda temos muito chão pela frente. Novas histórias para serem escritas. Novos desafios. Mas essa foi definitivamente, a maior vitória dos últimos 3 anos. Talvez, a maior conquista de nossas vidas. E por isso, somos gratos. Somos conscientes da nossa força e das nossa fraquezas, não somos melhores que ninguém, mas também não somos piores. Teve  esforço, mas acima de tudo, teve Graça.

Jackson, There we go!


"Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome." Ap. 3:18