domingo, 3 de junho de 2012

Curtas

Fiquei meio sumida essa semana, porque as atividades foram intensas. A vida de mãe-esposa-dona-de-casa-empregada-babá-motorista-blogueira não é moleza, não! Mas, resolvi passar aqui pra postar umas notas rápidas  das pequenas.
***
Bia continua interessadíssima em assuntos cristãos.

B= Mãe, o Jesus é um bebê?
M= Não, filha... Ele foi um bebê, mas cresceu e morreu na cruz. Depois, viveu de novo.
B= Eu não gosto que Ele morre.
M= Mas Ele viveu de novo.
B= Ah, já sei!  Cresceu, casou e virou Papai. Papai do Céu.
M= Não, Bia. Jesus não casou.
B= Não?
M= Não.
B= Como chama a namorada dele, então?
M= Aff...
Memorial City Mall

Bia ensinando Psicologia

M= Beatriz! Não pode tomar as coisas da mão da Laura. Papai do Céu não gosta de menina egoísta.
B= Mãe, Papai do Céu não gosta que toma as coisas ou não gosta da pessoa que toma as coisas?
M= Não gosta que toma. Ele ama sa pessoas.


Bia  e suas idéias.

B= Manhê!!!
M=Oi!
B= O xixi é menina e o cocô é menino??
M=????

Pedido inusitado da Laura.
                                                                   Memorial City Mall


J= Eu quero comprar um gato.
B= Eu também quero um gatinho
L= Eu quéio um tatu!!



Bia no Zoo, na gruta com os morcegos.(tem um vidro separando os bichos das pessoas, claro) Cada morcego mais horrível, ela olhando toda encantada, e eu segurando para não deixar transparecer meu nojo e minha agonia de estar ali. Aquele monte de morceguinho voando em cima das frutas(melão, banana, pêssego) que estavam dependuradas.
B= Muito nojento!
M= Não é nojento não, filha. São bonitinhos...(Urgh! Eca! Sofri pra falar isso)
B= Os morceguinhos são lindinhos, mãe. Nojento são essas frutas aí dependuradas!!!






terça-feira, 29 de maio de 2012

Prós e Contras - meu período sabático

A expressão em inglês é bem parecida: pros and cons. Mas, o resto é todo diferente. Estou aqui, em plena madrugada, na terra do tio Sam, "matutando" sobre essas coisas. Já se passaram quase 2 meses, e a cada dia mais, sei que tomamos um passo na direção certa.  Mas, em toda encruzilhada, é preciso escolher um caminho.  E isso envolve abandonar a outra opção. Eu, que sou uma das pessoas mais indecisas do mundo, já considero uma VITÓRIA ter tido a coragem de abandonar a outra opção, a mais segura e conhecida, a tão famosa "zona de conforto". Sair da mesmice, da rotina, do que é seguro... e embarcar rumo ao desconhecido, apenas confiando em Deus e em nossos próprios sonhos. Sem garantias. Sem recompensas.
Sem recompensas?

É preciso entender que nem tudo que conta nessa vida, se pode contar. Na maioria das vezes, aliás, o que mais conta,  de fato não se pode contar.
Vendo os posts, pareço estar de férias, não é mesmo? Mas, vejam bem: tive que abrir mão de ser médica para ser mãe, de ser mestre para ser aluna, de ser diretora de um Hemocentro para ser dona-de-casa, de ter duas empregadas para não ter nenhuma, de ter três empregos para não ter nenhum, de ganhar bem para não ganhar nada.
Nada?

Nessa matemática, temos que subtrair algumas coisas e oferecer espaço para outras. Viver com MENOS coisas. Viver com MAIS paixão. Viver com MENOS títulos. Viver com MAIS família. Viver com MENOS quantidade. Viver com MAIS qualidade. E, se o resultado será negativo ou positivo, depende dos anseios de cada um, porque trata-se de algo pessoal e único, que não se pode julgar. Na verdade, caros leitores, meu resultado é absurdamente positivo: tem sido um tempo de pastos verdejantes e águas de descanso. Tempo de abraçar, de amar, de rir. Tempo  de endorfina na veia e refrigério na alma. Tempo de termos uns aos outros e a Deus. E só.
E não basta?




domingo, 27 de maio de 2012

Galveston Island - parte II

Ontem, fomos a Galveston, de novo. A ideia era passar o feriadão lá, mas, como decidimos de última hora, não tinha mais hotel :( . Americano faz as coisas com tanta antecedência que é provável terem feito essas reservas pro Memorial Holiday no Natal do ano passado... Enfim, fomos só passar o dia, mesmo.



Como eu disse no post anterior sobre a Stewart Beach, é proibido o consumo de bebidas alcóolicas nesssa praia.  Tinha um grupo que resolveu desacatar a ordem (tem bocó em todo lugar!). Não deu outra, em minutos a polícia chegou, fez os caras despejarem o conteúdo de todas as latinhas no chão e ainda multou o povo. HAHAHAHA!! Bem feito. Quer beber? Procure outra praia, nessa não pode.
Eu não sei se foi por esse acontecimento, mas o fato é que a polícia ficou passando de 5 em 5 minutos, fazendo a ronda. Resolvemos fotografar, porque achei diferente.

Em uma dessas passadas, o policial viu uma garotinha sozinha.

Parou o "carro", perguntou para a menina o nome dela, e onde estavam seus pais. A menina fazia que não sabia. Ele passou um rádio imediatamente e falou não sei o quê (imagino que perguntou se havia queixa de alguma cça desaparecida). Ficou conversando com a menina, mas ela não falava (acho que ela não falava inglês, conseguiu apenas falar seu nome). E nada de adultos por perto. Ele mandou a menina subir no carro e ir com ele. Aí, apareceu a sonsa da mãe da garotinha (que é aquela de short jeans e blusa branca na foto de cima, segurando a mão de um menininho), falando que era a mãe dela e tal. Então, o policial perguntou: A senhora é a mãe? Então, qual o nome dela?? Quando a mulher respondeu o nome corretamente, o policial entregou a garota  para a mãe e deu-lhe um baita sabão,  pra não deixar a menina sem a companhia de um adulto, essas coisas. Achei impressionante o cuidado e a preocupação que ele demonstrou com a criança. Fiquei boquiaberta com a rapidez com que a polícia nota algo errado, evitando muitas vezes, um problema maior, como um afogamento ou um rapto.

    As meninas se esbaldando!   Nessa foto, dá pra ver que a Lalinha está um tifúzinho...


 Algumas barracas são alugadas, outras são as pessoas que levam de casa. Nós não quisemos nos aventurar com o furo e nem levamos a nossa. Pagamos os 30 dólares (ui!!) e alugamos nossa sombrinha com as cadeiras. Olha a organização na foto abaixo !!!
  No fim do dia, voltamos pra casa, sob protesto das crianças, principalmente da Laura. Quando o rapaz do aluguel passou levando as barracas e cadeiras,  a gente já estava preparando pra ir embora (eram 6 da tarde), mas Lalinha não parava de chorar, dizendo: "O moço levou... levou o guarda-fuva!! Levou o nosso guarda-fuva!!"

Memorial Day

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."
                                                                                                Jo 15.13


Amanhã se comemora o Memorial Day aqui nos Estados Unidos. Trata-se de um feriado para honrar aqueles que deram suas vidas pelo país em serviço militar. É um dos vários feriados patrióticos dos EUA, sendo o Independence Day - comemorado no dia 4 de julho - o mais famoso deles.
O Memorial Day era originalmente celebrado no dia 30 de maio, mas foi mudado para a última segunda-feira do mês de maio, para emendar com o fim de semana.  Existe também um forte apelo para as pessoas hastearem suas bandeiras a meio-mastro no dia do feriado, e fazerem uma pausa `as 3 da tarde para homenagear os combatentes. Mas é claro que tem um apelo comercial também, com liquidações pipocando como "Big Memorial Day Sale".  Uma parcela considerável  da população leva o patriotismo  muito a sério,  e existe um movimento para o dia voltar ao 30 de maio, independente do dia da semana, para se recuperar o verdadeiro sentido do feriado: o de honrar e relembrar aqueles militares mortos em combate.
Hoje cedo, na Igreja, esse versículo no topo do post estava sendo projetado nos telões (são três!!), enquanto o pastor chamava todos os combatentes e ex-combatentes norte-americanos para se porem de pé e receberem uma salva de palmas.   Depois dessa homenagem, o pastor chamou aqueles ex-soldados a realizarem mais um ato de bravura e coragem : convocou-os a se dirigirem ao altar e orar pelas próximas gerações. Lutar a guerra espiritual. Foi muito emocionante ver todos aqueles senhores idosos, alguns com dificuldade para andar, se levantarem e atenderem ao chamado e orar pelos seus filhos, netos, bisnetos e futuras gerações. 





sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Houston, we have a problem!"

Essa frase célebre ficou conhecida no filme APOLLO 13, com Tom Hanks, de 1995. Ela foi dita, de fato, em abril de 1970 e reflete o início de grandes problemas que acometeram a aeronave espacial na missão entitulada APOLLO 13. Foi a sétima missão tripulada no programa espacial norte-americano e a terceira que tinha como meta pousar na lua. O pouso não aconteceu, mas os astronautas conseguiram voltar sãos e salvos para a Terra.O programa espacial com space shuttles (ônibus espaciais) retornou em 1981 e durou mais de 30 anos, mas acabou em julho do ano passado. No momento, a NASA não está trabalhando em nenhuma missão espacial tripulada, mas estão em solo programando o pouso em Marte, para 2030, mais ou menos. O campo agora está aberto para a iniciativa privada. Nesses 30 anos, Houston foi a primeira palavra falada do espaço e também a última. Maiores informações vocês podem conferir no site oficial da NASA.
Essa breve introdução é pra servir como pano de fundo da nossa visita ao NASA SPACE CENTER no dia 12 de maio. O Space Center fica em Houston e é lá que acontece (na verdade, acontecia) todo o controle técnico da missão, desde o controle do lançamento até o retorno e pouso, além do treinamento dos astronautas, preparo da comida que consumiriam no espaço, etc... O lançamento, em si, era realizado em Cape Canaveral, na Flórida, mas a "torre de comando" fica aqui.






     Passeio de "tram" pelo Centro Espacial.



   "Garagem" do ônibus espacial Saturn V


   O prédio onde fica o Centro de Controle (ou de Comando).



 O Centro de Controle propriamente dito.




  Em uma parte do imenso terreno onde fica a NASA, há um círculo de árvores dedicadas aos astronautas, tanto os que foram mortos em acidentes, (como o da Challenger, em 1986) quanto os que morreram de outras causas.





O ônibus espacial Saturn V




   Esse era o único brinquedo apropriado para Beatriz e Laura.

 O passeio foi bem interessante, mas não achei apropriado para crianças pequenas. Acho que a partir de 8 anos, dá para aproveitar. Fizemos o membership, mesmo assim, porque custa 3 dólares a mais do que a entrada, então vale a pena pra quem mora aqui. Assim, podemos voltar lá quando as visitas vierem. E o estacionamento é de graça para membros. :)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Houston 40 graus

Pense num "trem" quente!!
Essa semana tem sido de um calor intenso. Eu diria infernal, mas não conheço e nem pretendo conhecer o submundo, então não direi!!! Anteontem, no parque, a temperatura estava em 37ºC.  Estava vazio, vazio. Era praticamente só nosso. (Os americanos estavam escondidos em algum lugar com ar-condicionado.) O recurso foi procurar alternativas refrescantes. Ainda bem que por aqui, tem muitas opções.
Fomos ao Burnet-Bayland Park, a 15 minutos de casa. É um dos parques públicos de Houston que tem uma área molhada, um water sprayground, como eles falam por aqui. Estava lotado de crianças. As meninas se esbaldaram, molharam toda a roupa. Lalinha ficava falando toda hora: Mamãe, molhei cabelo! Molhei cabelo! (achando a coisa mais legal do mundo!!!) Eu, que sou uma mamãe precavida (rs), tinha levado roupa extra e toalha. Então, deixei a farra acontecer.





Também fomos ao Children's Museum, que merece um post mais caprichado só pra falar de tudo que oferece. Apesar de pequeno, considerado o #1 Childrens' Museum dos EUA, ou seja, o melhor da categoria. Dessa vez, ficamos só na área molhada do Museu, que se chama "FLOW WORKS" e é bastante educativa e interativa, como tudo nesse Museu. Todas as instalações dão noções básicas de Física, Matemática, Hidráulica, essas coisas... Muito legal. E bem refrescante!!







Teve dia de ir a piscina do condomínio também. Fazia tempo que a gente não aparecia por lá. É sempre bem privativa, só nossa, praticamente. Mas, dessa vez, tivemos companhia. Um casal de adolescentes e uma senhora. Tinha mais gente, além de  nós, querendo espantar o calor.



Outra coisa que aprendemos foi andar com nosso cooler a tiracolo. Não aquele imenso que levamos pra praia.... Temos outros dois que são pequenos e cabem umas 5 a 6 latinhas de refrigerante, suco ou garrafas de água. Com criança é sempre bom ter água/líquidos para hidratar. E o protetor solar virou item de primeira necessidade na bolsa das crianças.

E o verão ainda nem chegou...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Bilíngues

Diálogos bilíngues que vêm acontecendo aqui em casa.

Legenda:
M= Mamãe
J=Júlia
B=Beatriz
L=Laura
V= Vovó Tatá


I
No parque, brincando de bola.
M= Bia , pegue a bola.
B= Nope.  (regionalismo do Oeste americano que quer dizer no, ou seja, não)
M= Anda, filha, corre lá.
B=Nope.
M= Vai lá, filha.
B= Mãe, já falei nope, uai!( Texas+ Goiás+Minas Gerais)

II
Bia "ridicando" as coisas da Laura. Nunca quer emprestar nada. Tomando as coisas da mão da Laura.

M= Bia empresta pra ela. Bia não faz isso.
B=Nope. (Só fala isso, agora!!)
M= Bia pede desculpas.
B=Nope.
M=Agora!!!
B=I'm sorry, Laura.

III
No parque, brincando de bola, de novo. Agora, B já entendeu que o espírito da brincadeira é um jogar e outro pegar. Ou tentar pegar.

a)Tento jogar pra ela e ela consegue pegar a bola.
M=  Very Good, Bia!!
B=  Very Good, não, mãe. Congratulations!!

b)Tento jogar pra ela e ela não consegue pegar.
B=Oh, man! (+ ou- =Puxa vida!)

IV
Laura batendo na Bia.Anda acontecendo direto. Bia toma as coisas da Laura e ela se defende como pode.

M= Laura, você vai ficar de castigo!!!
L= Não quéio, mommy. Não quéio thinking time, mommy.(= tempo para pensar, ou seja, castigo, mesmo!)

V
Laura deixa o leite derramar no tapete. Olha pra baixo e diz: Uh, oh!
(expressão tipicamente americana que soa como "â ou" e mostra uma surpresa desagradável.)

VI
Bia com as musiquinhas da Igreja. A última agora é que eu tenho que cantar em inglês todos os corinhos. Aí, algumas partes que eu não sei a tradução direito, ou que não vai soar bem em inglês, eu invento. O episódio da última tradução foi assim:
B=Mãe, traduz a música do "Bom dia, como vai você? Meu amigo como é bom te ver. Palma palma, mão com mão, dê um abraço de coração."
M= Good morning, How are you? My friend is good to see you. Clap your hands, give me your hands, give me a hug, a big, big hug. (Tradução meia-boca...)
B= Mãe, não tem nada BIG na música. Tem coração. Como fala coração em inglês??

VII
Laura derrubou os crayons (giz de cera) no chão e virou aquela bagunça.
J= Laura, não derruba.
L= "Clean up, clean up"(= vamos arrumar, vamos arrumar... é uma musiquinha de criança aqui)

VIII
Bia ampliando os idiomas.

V= Bia, não pode bater na Laura. Vou contar pra sua mãe.
B= Cala a boca, vó.
M= Que feiúra, Bia. Não pode falar "cala a boca"pra vovó.Pra ninguém. Isso é muito feio e mal-educado.
B= Não, mãe. "Cala a boca" é  "eu te amo" em chinês.

IX
B= Vovó, vamos fazer um segredo. Na nossa língua, "bocó" é uma palavra linda, tá?
V=Tá !! 
B= Vovó, vc é bocó, hein? Mas,vovó... não esquece que bocó é palavra linda na nossa língua, tá?